Inês Oom de Sousa: «O Santander estabeleceu 11 objetivos de Banca Responsável»

É um dos maiores bancos do Mundo com 148 milhões de clientes e também por isso assume a responsabilidade e a oportunidade de apoiar a transição verde e incentivar mais pessoas e empresas a serem mais sustentáveis.

Apresenta-se como um Banco Responsável, pelos compromissos assumidos em torno dos temas de diversidade, apoio à comunidade e pegada ambiental e combate às alterações climáticas.

«A integração dos critérios ESG em toda a nossa atividade é um grande desafio, tal como as alterações climáticas, que são uma emergência global. Temos que fazer as coisas mais rápido, para reduzir as emissões de carbono e evitar danos irreparáveis no nosso Planeta para as gerações futuras», explica-nos Inês Oom de Sousa, Administradora Executiva do Santander Portugal desde 2016, tendo a seu cargo diversos pelouros. Foi chefe de Gabinete do Presidente e tem uma ligação ao Santander Totta há 24 anos, tendo sido responsável por diversas áreas do Banco e é ainda Presidente da Universia em Portugal.

No final de fevereiro, o Banco anunciava o compromisso de alcançar zero emissões líquidas de carbono em todo o Grupo até 2050, para apoiar as metas do Acordo de Paris sobre alterações climáticas. Uma ambição que se aplica tanto à atividade própria do Grupo, que desde 2020 é neutra em carbono, como para as emissões de todos os seus clientes decorrentes dos serviços de financiamento, assessoria ou investimento fornecidos pelo Santander.

Entre as primeiras metas de descarbonização para a sua atividade financeira, o Santander compromete-se a deixar de prestar serviços financeiros a clientes de geração de energia elétrica, cujas receitas dependam mais de 10% do carvão térmico; e a eliminar por completo a sua exposição à mineração de carvão térmico em todo o mundo, ambas até 2030.


Inês Oom de Sousa detalha à Líder os três eixos principais de atuação do Banco em matéria de pegada ambiental e combate às alterações climáticas.

Reunimos algumas marcas que se destacam no panorama da Sustentabilidade para nos desvendarem quais as suas metas para um futuro mais verde. Inês Oom de Sousa aceitou o desafio.

«O Santander estabeleceu 11 objetivos de Banca Responsável que refletem o seu compromisso de contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e de garantir que desenvolve a sua atividade de maneira responsável.

Estes compromissos estão ligados aos temas de diversidade, apoio à comunidade e pegada ambiental e combate às alterações climáticas. Nesta última vertente, o foco está em três eixos principais:

Alinhar a carteira para cumprir com os objetivos do Acordo de Paris – A ambição de alcançar zero emissões líquidas em 2050, a qual se aplica tanto à atividade própria do Grupo que, desde 2020, é neutra em carbono, como às emissões de todos os nossos clientes de serviços de financiamento, assessoria ou investimento. Até 2030, deixaremos de financiar, em todo o mundo, as minas de carvão com finalidades energéticas e os produtores de energia elétrica cujas receitas provenientes do carvão sejam superiores a 10%.

Apoiar os nossos clientes na transição verde – Já somos líderes no financiamento de grandes projetos de energias renováveis e estamos a alargar a oferta de produtos com critérios Ambientais, Sociais e de Governance (ESG).

Redução do nosso impacto ambiental – Desde 2005, o Santander mede, em Portugal, a sua Pegada de Carbono, quantificando os consumos de energia, os resíduos, as emissões de gases com efeito estufa. Em 2020, alcançamos a neutralidade em carbono. Temos cartões biodegradáveis com selo de qualidade CarbonNeutral e continuamos a atuar de forma a garantir que o nosso impacte ambiental seja o menor possível.

A integração dos critérios ESG em toda a nossa atividade é um grande desafio, tal como as alterações climáticas, que são uma emergência global. Temos que fazer as coisas mais rápido, para reduzir as emissões de carbono e evitar danos irreparáveis no nosso Planeta para as gerações futuras.»

Pode ler todas as intervenções na edição de primavera da revista Líder.

Por TitiAna Amorim Barroso

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