ISQ: Inovação para responder aos desafios da Sustentabilidade das Nações Unidas

O Instituto de Soldadura e Qualidade, empresa portuguesa que oferece serviços de engenharia, inspeção, ensaios, testes e capacitação, aproveitou o evento sobre inovação sustentável Planetiers World Gathering, que decorreu em Lisboa na semana passada, para apresentar alguns dos seus projetos mais promissores – da agricultura ao aeroespacial, passando pela indústria e cidades sustentáveis.


No dia primeiro dia, o ISQ esteve no palco central a apresentar o ITER, que a empresa diz ser “o maior investimento científico da atualidade”, um projeto de produção de energia limpa em que o ISQ participa há vários anos através da oferta de serviços de formação, inspeção e desenvolvimento de tecnologias.

Pedro Matias, presidente do Grupo ISQ, destaca que a empresa tem vindo a desenvolver soluções integradas à medida dos seus clientes, sobretudo para os setores industriais de ponta, como, por exemplo, as indústrias de processo, aeronáutica, aeroespacial, energias renováveis, alimentação e farmacêuticas. A inovação tem sido feita, acrescenta, “com base em processos de Inteligência Artificial, Big Data, Machine Learning e IoT.”

Na área da agricultura sustentável, o ISQ desenvolveu o Intelicrop, uma plataforma tecnológica integrada que, através da observação da Terra via satélite e de data science, permite monitorizar as variáveis agrícolas, fornecendo informações e previsões confiáveis sobre a produção, indicadores agrícolas, índices de vegetação ou riscos fitossanitários.

Um dos fatores chave de sucesso desta solução é que a informação chega aos agricultores com antecedência de modo a poderem definir ações preventivas contra problemas fitossanitários ou para melhorar a gestão de culturas caso se revele necessário.

Ainda dentro das soluções para agricultores, o ISQ criou um dispositivo IoT, ou seja, de Internet das Coisas, para monitorizar estufas. O Smartgreenhouse mede em tempo real indicadores como temperatura, humidade do ar, luminosidade e humidade no solo. Tratam-se de soluções que vêm contribuir para uma agricultura sustentável por via do aumento do conhecimento dos meios de cultura e variáveis intervenientes.

Na digitalização da indústria, o ISQ desenvolveu o SIM 4.0, um Sistema Inteligente de Monitorização que tem por objetivo transferir conhecimentos científicos e tecnológicos para o tecido industrial, contribuindo para suprir algumas falhas de informação e de conhecimento sobre tecnologias avançadas e a sua aplicação em sistemas industriais.

Na área das cidades limpas e sustentáveis, o ISQ criou uma receita para fabricar tijolos para a construção através de pontas de cigarros. A empresa explicou que com o E-tijolo obtém-se um produto mais leve, com melhores propriedades de isolamento e que reduz em 60% o consumo de energia necessária para a sua produção. A inovação está no processo de reutilização e reciclagem dos resíduos urbanos, ao integrar beatas de cigarros na composição dos tijolos tradicionais.

O ISQ apresentou ainda uma solução credenciada para monitorização de ruído e vibração: uma antena acústica. Sendo o ruído um dos riscos ambientais mais importantes para a saúde, esta antena contribui para melhorar a sustentabilidade e reduzir os riscos ambientais à saúde e ao bem-estar da população humana.

Na área aeroespacial, o ISQ tem dois projetos em curso. Uma sonda para Marte: solução de engenharia inovadora que cria uma cápsula de reentrada atmosférica, que está 25% abaixo do peso máximo exigido e com baixos custos de produção. Esta “promete ser uma referência em novos desenvolvimentos para missões espaciais, para exploração de Marte.”

O ISQ tem ainda, dentro da área aeroespacial, o primeiro microssatélite português, denominado Infante, que tem como objetivo demonstrar a capacidade nacional de desenhar, construir, integrar, testar e operar um demonstrador de um microssatélite em órbita baixa (500 km de altitude). “Trata-se de um projeto de I&D para o desenvolvimento e demonstração em órbita de tecnologia de um pequeno satélite, precursor da observação de constelações vistas da Terra, para aplicações marítimas e comunicações.”

Na aeronáutica, o ISQ dá o seu contributo com o desenvolvimento de um protótipo inovador para um dispositivo móvel de Realidade Virtual – o AIRMES – que visa dar apoio e otimizar a manutenção aeronáutica, permitindo reduzir o tempo da procura de documentação e diminuir a probabilidade de falha humana, uma vez que está orientado para a manutenção de peças e áreas de trabalho de difícil acesso e baixa visibilidade.

Presente em 14 países e com sete escritórios em Portugal, o ISQ “deu a conhecer diversas soluções tecnológicas com que pretende dar resposta a desafios no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pelas Nações Unidas.

Artigos Relacionados: