Jovens com emprego são os que sentem mais insegurança no trabalho

Há uma clara perceção de insegurança no trabalho entre as pessoas empregadas em Portugal, segundo um estudo sobre a perceção de insegurança no trabalho e no emprego num cenário de pandemia, promovido pela Faculdade de Ciências Empresariais e Sociais da Universidade Europeia. E são os mais jovens, com menos de 25 anos, que reportam um nível de insegurança laboral mais elevada face aos restantes inquiridos.

A perceção de insegurança laboral é também elevada para aqueles com vínculos laborais temporários – por exemplo, com contrato a termo certo por empresas de trabalho temporário ou contrato a termo.

O estudo “(In)segurança Laboral” analisa a “Segurança face à continuidade/manutenção do emprego” (Segurança Quantitativa) e a “Segurança face às condições e conteúdo do trabalho” (Segurança Qualitativa). Foi realizado através de um questionário nas redes socias e através de contactos diretos, entre 22 de maio e 22 de junho de 2020, período em que parte da população acentuou o regresso ao seu local de trabalho.

Da população inquirida, um total de 1.519 pessoas com emprego em Portugal, as mulheres apresentaram uma perceção de insegurança laboral, de natureza qualitativa, significativamente mais elevada do que os homens. No que diz respeito ao estado civil, os participantes solteiros revelaram uma perceção de insegurança laboral, tanto qualitativa, como quantitativa, mais elevada do que os restantes.

Desenvolvido por docentes da Universidade Europeia, instituição de ensino que se posiciona como referência no ensino em áreas como o Turismo e o Design, concluiu ainda que a insegurança e receio de perder ou reduzir condições e qualidade do trabalho é superior ao receio de perder o emprego.

A insegurança é maior para quem não está em teletrabalho

Os participantes que não estão em teletrabalho revelam uma perceção de insegurança laboral mais elevada do que quem se encontra neste regime.

De uma forma geral, a maior parte da população inquirida sente-se segura no trabalho face à ameaça da pandemia e acredita que a empresa na qual trabalha manterá todos os postos de trabalho e que assegurará as condições de segurança no trabalho necessárias face às ameaças da COVID-19.

Num ambiente macroeconómico pós-pandemia, de uma forma geral, o estudo demonstrou haver alguma tranquilidade no que toca ao regresso ao posto de trabalho ou manutenção ou perda de emprego, indicadores que pareciam revelar maiores registos de insegurança.

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