Leadership – The Key Concepts, Antonio Marturano

Por: Giovanni Damele, Professor de Filosofia Social e Política

 

O italiano, Antonio Marturano, é professor adjunto de Filosofia Antropológica, na Tor Vergata, Universidade de Roma. As suas áreas de eleição são as da Filosofia da Liderança e do Direito, sendo esta última aquela em que se doutorou.

A sua mais recente obra, à venda apenas em versão Inglesa na Amazon, Leadership: The Key Concepts é um livro onde as questões da autoridade, da criatividade, das dinâmicas de grupo entre muitas outras são analisadas pela lente apurada da Filosofia.

 

 

Fala-se, cada vez mais, de leadership studies. O que significa?

Simplesmente: os estudos sobre o fenómeno da liderança. Trata-se de estudos multi e interdisciplinares, embora nesta fase o ponto de vista das ciências sociais ainda parece prevalecer.

Contudo, há outras perspectivas: a das Ciências Humanas, as abordagens política e sociológica, até às vertentes que desenvolvem os pontos de vista das ciências naturais, como a Biologia. Cabe sublinhar que os leadership studies estão a viver uma mudança de paradigma: de uma perspetiva centrada no leader (The Great Man Theory) para uma conceção centrada nos “followers”, de acordo com a qual o foco central da liderança não é o líder, mas sim os seus seguidores.

 

Pode-se falar de uma Filosofia da Liderança?

Claro que sim. Os leadership studies retomam, pelo menos nas suas perguntas fundamentais, temas da filosofia clássica, desde Platão (e a ideia de uma República guiada por filósofos-reis) até as discussões contemporâneas da filosofia política ou da epistemologia. A definição de liderança é uma questão ainda em aberto. Em geral, as pessoas são chamadas de líder com base em determinadas características que dependem de fatores culturais: quer ao nível sincrónico (diferentes culturas têm noções diferentes de líder), quer ao nível diacrónico (na mesma cultura, a noção de líder pode variar ao longo dos séculos).

Finalmente, a discussão sobre a natureza humana leva-nos até aos tratados de Locke e Hume ou, já nos nossos dias, às reflexões de Habermas ou Plessner sobre a essência do ser humano, a relação entre os seres humanos e o contexto e as características que permitem a um líder ser considerado um bom líder. Uma mistura, portanto, de problemas oriundos da Antropologia Filosófica e da Psicologia Moral.

 

Questão, esta última, fundamental: como se julga um bom líder?

Embora muitos estejam fascinados pelos temas do poder e do comando e pelo problema económico da maximização do lucro, uma parte relevante dos leadership studies diz respeito à dimensão ético-moral. O objetivo não é o de criar líderes autocráticos, mas líderes atentos às exigências materiais e espirituais dos followers. Outro tema relevante é o da inteligência emotiva: a capacidade de reconhecer, utilizar, compreender e gerir de maneira responsável as emoções, para além de um conjunto de soft skills: cognitivas (capacidades argumentativas e de raciocínio), relacionais (teamworking, colaboração, negociação), realizativas (planeamento, orientação para o resultado), de management (gestão e motivação dos colaboradores).

 

Este é um guia imprescindível para aprofundar as ideias, conceitos e estar a par dos debates mais cruciais que envolvem o estudo e o exercício da liderança. Reunindo entradas escritas por uma ampla gama de especialistas internacionais, esta é uma obra essencial para gestores e líderes em todos os tipos de instituições e organizações.

Os tópicos abordados incluem: a questão da autoridade, da criatividade, das lideranças interculturais, da motivação, inteligência emocional, dinâmicas de grupo e outras.

 

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