Lições da pandemia que os líderes não vão esquecer

O que é que os líderes já sabem sobre esta crise? “A digitalização chegou para ficar e os colaboradores podem trabalhar remotamente sem grandes problemas” são duas das maiores lições retiradas desta crise pelos CEO e executivos sénior que foram inquiridos num estudo global da EMA Partners, empresa de Executive Search.

Acreditam que a nova realidade após a superação da pandemia pode caraterizar-se por um aumento das pessoas que trabalham remotamente; pela redução da necessidade de espaço no escritório; e pela digitalização dos negócios e a transição para o online.

Para entender o impacto da COVID-19 nas organizações, em maio de 2020 a EMA Partners fez um estudo junto de mais de 400 empresas espalhadas por 25 países em todo o mundo, entrevistando os seus CEO e executivos sénior. Ouviu responsáveis no setor industrial e produção (25%), bens de consumo, luxo e retalho (20%) e tecnologia da informação e telecomunicações (15%).

Integrada num grupo de empresas de consultoria de executive search e de gestão da liderança com 44 escritórios em 34 países, a EMA Partners Portugal envolveu no nosso país 11 empresas ao todo, em que sete eram de grande dimensão e as restantes PME.

Naquela data, como explicam os autores Uliana Morokhovska, partner da EMA Partners da Ucrânia e Chris Hardy, diretor da EMA Partners na África do Sul, cerca de metade das empresas inquiridas sofreu uma quebra no negócio, mas ainda não tinham demitido funcionários. O declínio é relatado principalmente por empresas do setor industrial e dos bens de consumo. Já para 32% dos entrevistados houve mudanças nos processos de negócios, mas sem queda. Foi o caso do setor de produtos farmacêuticos e das tecnologias da informação e telecomunicações.

Prioridades durante a crise COVID-19
As empresas mostraram-se preocupadas e estabeleceram como prioridade garantir a segurança dos colaboradores (71%); a estabilidade financeira (47%); e a otimização dos custos (44%). E o que fizeram para apoiar as suas pessoas durante a pandemia? A maioria acabou com as viagens de negócios (75%), focou-se na comunicação regular sobre a COVID-19 e as medidas de segurança a serem observadas (72%) e em garantir que as pessoas seguiam as medidas recomendadas (69%).

Além disso, mais da metade criou equipas prontas a avaliar a situação na hora para tomarem medidas se fosse necessário (66%), transferiu alguns colaboradores para trabalho remoto (64%), organizou transporte próprio para colaboradores (60%) e garantiu que tinha meios para manter a comunicação regular sobre o impacto da crise na empresa e nos resultados dos negócios (54%).

Em maio, 40% das empresas congelaram a contratação para todos os cargos durante a crise, mas, no entanto, 31% diz ter mantido a contratação e 16% afirmou que contratou apenas para substituir os que saíram. Já 11% das empresas disseram que continuaram a contratar a todos os níveis.

Competências dos CEO e desafios na Gestão de Pessoas
Os inquiridos referiram a gestão da ambiguidade (69%), o pensamento estratégico (64%), e o envolver e liderar pessoas (60%), como competências centrais que o CEO deve ter. Para as pessoas, os principais desafios foram equilibrar as obrigações familiares e a carga de trabalho (72%), o stress psicológico causado pela incerteza (49%); o isolamento e a falta de comunicação com os colegas (36%).

As principais prioridades da área de Gestão de Pessoas passaram por manter a eficiência, garantir a saúde mental e o bem-estar dos colaboradores e melhorar o seu envolvimento. 77% das empresas não tiveram apoio do Governo para mitigar o impacto da COVID-19, enquanto 23% puderam contar com a ajuda dos programas públicos. Da amostra, 14% das empresas foram forçadas a encerrar ou fechar parte dos negócios e a colocar em lay-off alguns funcionários. Mas 2% das empresas que participaram na pesquisa abriram novas linhas de negócios naquela data. E mais: 42% mantiveram os salários inalterados e 14% ofereceram aos colaboradores um pacote de rescisão alargado com base nas políticas da empresa.

Os líderes aprenderam e ainda estão a retirar muitas lições desta crise pandémica. Por exemplo, já sabem, porque viveram na pele, que as empresas precisam de conseguir dar respostas rápidas ao seu contexto incerto, mesmo imprevisível, e que a chave para o sucesso em crises é a capacidade de ajustar os negócios rapidamente a um ambiente em mudança.

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