Liderança estratégica

Uma liderança estratégica sabe claramente, hoje, onde quer estar no futuro e cria condições favoráveis a esse processo. Trata-se de alinhar presente e futuro, de modo a garantir que processos, operações e pessoas serão capazes de concretizar os objetivos da organização, departamento ou projeto.

Uma liderança estratégica é inspiradora, pois além de estar comprometida em alavancar resultados e eficiência, não espera uma reação externa para tomar decisões ou redefinir caminhos a seguir. No entanto, assumir mais riscos (face a outros estilos de liderança) faz parte da rotina de um líder que imprime este estilo de liderança.

Em seguida, algumas dicas que não criarão lideranças estratégicas de forma automática, mas ajudarão a desenvolver características importantes a uma liderança estratégica:

  • Prioridades
    Definir prioridades e traçar metas desafiadoras, mas possíveis de serem alcançadas a curto, médio e longo prazo.
  • Ajustamento
    Ajustar os objetivos, competências, recursos e capacidades da organização às forças externas e objetivos.
  • Antecipação
    Prever e antecipar é fundamental a uma liderança estratégica efetiva. Sem este “sexto sentido” bem apurado, aliado a decisões rápidas e assertivas, a liderança não pode ser chamada de estratégica.
  • Gestão eficiente de cenários adversos
    Identificar nas dificuldades uma nova oportunidade. Não é fácil, mas são estes momentos que reforçam a confiança das equipas em alterações estratégicas do seu líder, inicialmente interpretadas como arrojadas, apenas.
  • Conhecer as equipas
    Parece lógico ou inquestionável, mas muitos líderes desconhecem em detalhe as suas equipas. Mapear equipas por competências e saber exatamente a quem recorrer em cada situação é fundamental. Os resultados de uma liderança estratégica só se fazem sentir se houver uma reação imediata e eficiente por parte das pessoas envolvidas.
  • Recolha de feedback interno
    Promover e obter feedback interno sobre as decisões tomadas é essencial à compreensão do impacto direto ou indireto nas diferentes realidades de uma organização. A procura por esse feedback interno não deve ser vista como uma fraqueza do líder, mas antes como uma forma de obtenção de informação de suporte ao resultado de uma decisão crítica, comparando o contexto interno com o resultado da organização face ao efeito sobre o fator externo.
  • Uso de ferramentas de apoio à decisão estratégica
    Metodologias de apoio à decisão estratégica, tal como o balanced scorecard (BSC) que tem como propósito descrever o que a organização deseja ser no futuro e como o atingir, através do desenvolvimento de um mapa estratégico, com definição de indicadores, metas e iniciativas a pôr em curso.
  • Fomentar uma cultura de alto desempenho
    Líderes estratégicos têm expectativas elevadas e otimistas em relação à performance dos seus superiores, pares, liderados e deles próprios.
    Um ambiente organizacional enraizado de alta performance, é primordial para uma liderança estratégica eficaz. A introdução de um pensamento Lean dentro da organização pode, também, ajudar à concretização de uma liderança estratégica. O Lean Management é uma filosofia de gestão empresarial, que consiste na implementação de metodologias com vista à criação de valor para a organização, através da redução de desperdício nas operações ou atividades. Requer uma mudança de mentalidade dentro da organização, mas que vai ao encontro das necessidades internas de uma liderança estratégica.

No entanto, para uma organização se manter competitiva, vencer os seus concorrentes, desenvolver projetos inovadores e estratégicos com vista à melhoria da sua performance de forma contínua, necessita estar igualmente em contínua evolução e transformação. Uma organização só evolui se, ao nível dos seus Recursos Humanos, houver conjuntamente uma aposta que promova a transformação e evolução a esse nível. As organizações só se transformam se houver transformação nas pessoas. A introdução de “sangue novo” na estrutura, muitas vezes, ajuda a dinamizar a organização, especialmente ao nível da sua liderança.

Por: Nuno Lago de Carvalho, senior project management member na Direção de Projetos Industriais da TOTAL Oil & Gas

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