A continuidade digital – a integração contínua de dados e de informação ao longo de todas as fases do ciclo de vida dos produtos, ligada ao ecossistema de parceiros externos – está a tornar-se num facilitador da transformação empresarial na indústria aerospacial e de defesa. Segundo o estudo ‘The strategic edge: How digital continuity drives […]
A continuidade digital – a integração contínua de dados e de informação ao longo de todas as fases do ciclo de vida dos produtos, ligada ao ecossistema de parceiros externos – está a tornar-se num facilitador da transformação empresarial na indústria aerospacial e de defesa.
Segundo o estudo ‘The strategic edge: How digital continuity drives business outcomes in aerospace and defense (A&D)’, do Research Institute da Capgemini, para que as organizações deste setor prosperem, devem evoluir continuamente em termos de competências, processos, tecnologias, métodos de segurança e políticas de conformidade.
Mais de 80% dos líderes inquiridos pela Capgemini para este novo estudo consideraram que a continuidade digital é um motor de transformação e um meio para obter mais vantagens competitivas. De destacar que, em 2024, as organizações do setor de A&D atribuíram em média 2,1% da sua receita anual a estas iniciativas, com o objetivo de aumentarem a produção, acelerarem os ciclos de desenvolvimento, reduzirem os custos operacionais e manterem a agilidade face às pressões que se fizeram sentir a nível mundial.
Tendo em conta o aumento dos custos, a instabilidade das cadeias de abastecimento e os movimentos geopolíticos, prevê-se que até 2028 os investimentos em continuidade digital venham a aumentar para 3,4%.
«A continuidade digital tornou-se num imperativo para as organizações do setor de A&D conseguirem prosperar no ambiente geopolítico desafiante e incerto que vivemos atualmente. Quando adotada como forma de trabalhar, ela ajuda as organizações a aumentarem a produtividade e a otimizarem os recursos críticos que estão atualmente desaproveitados pela falta de integração entre os sistemas e os dados. Em última análise, a continuidade digital é vital para alcançar a excelência operacional e para reduzir os ciclos de desenvolvimento de produtos. Além disso, fomenta uma cultura colaborativa, preparando os atores deste setor para serem bem-sucedidos a longo prazo. Os líderes empresariais reconhecem claramente isto e, por isso, têm vindo a reforçar os seus investimentos nestas iniciativas,» refere Lee Annecchino, Global Industry Lead, Aerospace and Defense da Capgemini, explicando que: «para poderem usufruir de todo o potencial da continuidade digital, as organizações de A&D devem focar-se na construção da interoperabilidade entre os sistemas, de modo a assegurarem uma gestão robusta dos dados e a adoção de estratégias abrangentes de gestão da mudança».
Continuidade digital ajuda setor do A&D a acelerar o crescimento e gera múltiplos benefícios empresariais
Quase nove em cada dez (86%) dirigentes empresariais do setor de A&D concordam que a continuidade digital é importante para as suas estratégias de crescimento da produção, e 77% acreditam que melhorar este aspeto contribuirá para acelerar o processo.
O estudo também revela que cerca de um terço (34%) das organizações de A&D já reduziram custos, com uma diminuição média de 13% graças à continuidade digital. Por outro lado, 30% das organizações já conseguiram reduzir os prazos de go to market, e 18% aceleraram os ciclos de desenvolvimento de produtos devido à continuidade digital, convertendo-a numa das principais prioridades dos investimentos.
Organizações do segmento da defesa mais bem preparadas para aumentar a produção
Segundo o estudo, 44% das organizações do setor da defesa estão preparadas para aumentar a produção, em comparação com pouco mais de um terço das suas homólogas no segmento da aviação civil. Esta discrepância pode ser explicada pela incerteza geopolítica e pelos investimentos em tecnologia e infraestruturas, incluindo nos sistemas de execução de produção (MES) mais flexível e por cadeias de abastecimento mais resilientes.
Por exemplo, 65% das organizações do segmento da defesa concordam que a sua cadeia de abastecimento está preparada para se adaptar às rápidas mudanças nas exigências dos clientes. Por seu turno, apenas 45% das organizações da aviação civil partilham desta opinião.
O estudo revela ainda que mais de 8 em cada 10 (86%) organizações do segmento da defesa reconhecem a necessidade de integrar a IA e a IA generativa na engenharia e no desenvolvimento de produtos, e mais de metade (56%) consideram importante desenvolver sistemas autónomos. No entanto, menos de metade dizem estar preparadas para integrar tecnologias de IA (44%) e apenas 35% consideram estar prontas para desenvolver sistemas autónomos.


