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Home Nacional Notícias Líderes portuguesas respondem: o que falta para a igualdade na liderança?

Nacional

Líderes portuguesas respondem: o que falta para a igualdade na liderança?

Líderes portuguesas respondem: o que falta para a igualdade na liderança?

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9 Março, 2026 | 22 minutos de leitura

A Líder reuniu vozes de mulheres em cargos de liderança, de diferentes setores e gerações, para assinalar o Dia Internacional da Mulher, a 8 de março.

Em que ponto estamos, hoje, no caminho para uma verdadeira igualdade de género nas organizações? E o que diria uma líder experiente à jovem mulher que foi no início da carreira sobre ambição, coragem e o lugar das mulheres na liderança?

A propósito do Dia Internacional da Mulher, a Líder reuniu várias mulheres em cargos de liderança, de diferentes setores e gerações, para refletirem sobre estas questões e partilharem as aprendizagens, desafios e convicções que marcaram os seus percursos.

 

Carla Farinha, Human Resources and Project Director na Opensoft

Estamos hoje mais conscientes e comprometidos com a igualdade de género, mas ainda longe de alcançar um equilíbrio estrutural pleno. No meu percurso profissional, não experienciei desigualdade direta, no entanto, na área de Recursos Humanos e na gestão de equipas, é evidente que persistem barreiras ao acesso a posições de liderança e à valorização do talento feminino. A diretiva europeia sobre transparência salarial é um passo importante, mas a verdadeira mudança exige consistência interna: políticas claras, critérios objetivos de progressão e uma cultura que promova, no dia a dia, mérito, diversidade e igualdade de oportunidades.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Dir-lhe-ia para nunca reduzir a sua ambição nem suavizar a sua voz para se encaixar em expectativas externas. A competência constrói-se com trabalho, consistência e preparação, mas a confiança nasce quando assumimos espaço e responsabilidades, mesmo antes de nos sentirmos totalmente prontas. As dúvidas são naturais, mas não devem ser confundidas com incapacidade. Liderar não é imitar modelos existentes, é tomar decisões com convicção e permanecer fiel aos próprios valores. É essa autenticidade que sustenta uma liderança sólida e respeitada.

 

Jéssica Borges, Area Manager de Lisboa do SITIO

Acredito que já percorremos um caminho muito significativo, mas ainda existe evolução a fazer. Hoje vemos cada vez mais mulheres em posições de liderança, a fundar empresas, a liderar equipas e a tomar decisões estratégicas e isso é um sinal claro de mudança estrutural. No entanto, mais do que focarmo-nos na desigualdade, acredito que o foco deve estar na construção ativa de oportunidades. Não devemos permitir que a existência de desafios no limite ou nos defina. Devemos sim preparar-nos, desenvolver competências e posicionar-nos com confiança. Para mim, o caminho faz-se com preparação, compromisso e consistência. A ambição feminina não deve ser uma reação a uma desigualdade, mas sim uma afirmação natural de capacidade.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Mantém-te fiel à tua visão e aos teus valores. O compromisso, a consistência e o espírito de equipa, que sempre valorizaste, serão os pilares que te levarão mais longe. Lembra-te de que o que realmente te distingue não são as circunstâncias, mas a mentalidade com que as enfrentas. Cada obstáculo pode ser um limite ou uma oportunidade de crescimento, tudo depende de como escolhes reagir. Não tenhas receio de ocupar espaço, de expressar opiniões fundamentadas e de assumir responsabilidades. Não tenhas medo da ambição. Ambição não é arrogância, é responsabilidade para com o teu próprio potencial. E, acima de tudo, lidera pelo exemplo. Liderança não é um título, é influência, coerência e a capacidade de fazer crescer os outros à tua volta. Quanto mais cresces, mais espaço abres para que outros cresçam contigo.

 

Marta Padilha, médica dedicada à saúde hormonal feminina

Como médica, tenho o privilégio de acompanhar muitas histórias de vida. Hoje há mais mulheres a liderar equipas e a criar empresas – eu própria sou exemplo disso. Ainda assim, persistem desafios, como a carga mental, o equilíbrio entre carreira e família e a necessidade constante de provar competência. Acredito que estamos numa fase de transição e que o próximo passo é continuar a construir ambientes onde o talento e a dedicação possam florescer, independentemente do género.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Diria para confiar mais no seu próprio caminho. No início é fácil sentir que precisamos de corresponder às expectativas dos outros, mas a verdadeira liderança nasce quando temos coragem de construir o nosso percurso. Também diria que a ambição não precisa de ser escondida: querer crescer e fazer a diferença é legítimo. E que não é preciso seguir modelos tradicionais – uma liderança mais colaborativa e humana não é uma fragilidade, é uma força.

 

Margarida Fontainhas Marques, VP – Head of Continental Europe & General Manager Portugal & Spain, Hitachi

No caminho da igualdade fizemos progressos significativos, mas ainda há um caminho a percorrer. O facto de a presença de mulheres em liderança continuar a ser notada diz muito sobre onde estamos. Tendo assumido recentemente o papel de Executive Sponsor do Women of Hitachi, vejo o potencial que iniciativas estruturadas podem ter quando são desenhadas para criar condições de crescimento e não apenas para sinalizar intenções. Saberemos que chegámos lá quando deixar de ser invulgar ver uma mulher num cargo de liderança.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Dir-lhe-ia para confiar no seu caminho e não ter receio de tomar riscos nem de se colocar em situações onde ainda não tem todas as respostas. Aprendi isso cedo e percebo hoje que foi precisamente nesses momentos que mais cresci. E incentivava-a a seguir em frente sem medos. Ela está no caminho certo, a fazer o que deve. É só continuar a avançar.

 

Inês Barros, Head of Finance and Operations da Adyta

A igualdade de género deixou de ser apenas um discurso institucional e passou a integrar métricas, políticas e decisões estratégicas. Há progressos, mas persistem assimetrias. O desafio é garantir condições estruturais para que mulheres possam exercer liderança sem penalização implícita.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Dir-lhe-ia que a ambição não precisa de ser silenciosa para ser elegante, e que competência não exige validação constante. Que a coragem nem sempre é ruidosa – é a decisão firme de ocupar o lugar para o qual se está preparada. Dir-lhe-ia também que liderança não significa imitar modelos existentes, mas sim construir uma forma própria de influenciar, com estrutura, clareza e responsabilidade, e que crescer exige assumir espaço – não pedir desculpa por ele.

 

Rita Faria, Diretora Geral do KuantoKusta

Há uns anos achava que estávamos num bom caminho na igualdade de género, hoje já não vejo assim. Notícias de grávidas despedidas ou mulheres excluídas por serem mães mostram que ainda há discriminação. Basta olhar para governantes e CEO’s para perceber que a maioria continua a ser homens. É verdade que evoluímos muito. Há 60 anos, em Portugal, uma mulher não podia casar, abrir conta no banco ou divorciar-se sem autorização. Mas apesar dos avanços, ainda há muito por fazer. A igualdade real passa por oportunidades efetivas, salários justos, acesso a cargos de decisão e pela mudança de mentalidades que ainda perpetuam estereótipos e desigualdades.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Diria para não suavizar a ambição para se tornar mais aceitável. Muitas vezes as mulheres aprendem, desde cedo, a ocupar menos espaço do que merecem. Ambição é direção e clareza sobre onde se quer chegar. Haverá momentos de dúvida, decisões tomadas sem todas as certezas e fases em que vais sentir que ainda não estás pronta, quase nunca estamos totalmente. Coragem é avançar com responsabilidade apesar do medo. Aprende a negociar, a posicionar-te, a defender ideias e a assumir erros sem perder confiança. Liderança não tem género; tem visão, consistência, ética de trabalho e capacidade de assumir responsabilidade pelos resultados.

 

Lurdes Gramaxo, Partner da Bynd Venture Capital e Presidente da Investors Portugal

Temos feito progressos claros, sobretudo a nível cultural, mas a paridade ainda não é, infelizmente, uma realidade. As mulheres continuam sub-representadas nos cargos de decisão e enfrentam desafios acrescidos na conciliação entre a vida profissional e pessoal. Ainda assim, vejo sinais positivos, com mais mulheres em funções de liderança e maior consciência e compreensão de que a diversidade não é apenas justa, mas estratégica.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Dir-lhe-ia para ambicionar sem culpa, aceitar desafios mesmo quando não se sentir totalmente preparada e para confiar no seu instinto. A coragem constrói-se a decidir e a liderança é feita de autenticidade, não por imitação.

 

Erlândia Oliveira, gestora de frota TVDE e motorista

Estamos num ponto de progresso real, mas incompleto. Houve avanços importantes na educação, na saúde e no mercado de trabalho, com mais mulheres em áreas técnicas, de liderança e política. Mas persistem disparidades salariais, violência doméstica, assédio e a dupla carga de trabalho familiar. O progresso existe, mas ainda estamos longe da igualdade plena.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Querida eu, não te escondas para seres aceite. A tua ambição é bonita. Nasce do desejo de crescer e construir algo maior. Vai haver momentos em que vais duvidar de ti, mas quase ninguém se sente totalmente preparado: a diferença está em quem avança mesmo assim. Coragem não é ausência de medo; é agir apesar dele. Aprende a dizer não, escolhe ambientes que te façam crescer e lembra-te: não precisas de ser perfeita para liderar. Continua a andar e um dia vais orgulhar-te de ti.

 

Paula Peixoto, Diretora de People and Culture da Olisipo

Estamos mais avançados no caminho da igualdade de género, mas ainda não chegámos ao destino. Há hoje maior consciência, mais mulheres em posições de decisão e organizações mais atentas ao tema. Ainda assim, persistem desigualdades subtis, como a menor presença feminina nos níveis de topo e os desafios de conciliar vida profissional e pessoal. O progresso é real, mas exige continuidade, compromisso das empresas e confiança das próprias mulheres.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Diria para não esperar pelo momento perfeito para avançar. A ambição é legítima e a coragem constrói-se no caminho. Diria também para confiar na sua voz, apoiar outras mulheres e lembrar que liderar não é imitar modelos existentes, mas trazer autenticidade, competência e humanidade ao que fazemos.

 

Luísa Vasconcelos e Sousa, Country Manager da Swappie

Estamos num momento de transição fascinante. A digitalização e o trabalho remoto globalizaram as oportunidades, permitindo que o talento ultrapasse barreiras que antes eram impeditivas. Este cenário é extremamente positivo: ao termos empresas mais diversas, construímos ambientes onde o que conta é a competência e a visão. No entanto, em termos de igualdade de género, é claro que ainda há um caminho importante a percorrer, particularmente em Portugal. O acesso às oportunidades é maior, mas precisamos de continuar a trabalhar para que essa igualdade seja plena e estrutural em todos os níveis de liderança.

À jovem mulher que era no início da carreira…

À minha “jovem eu” no início da carreira, deixaria três diretrizes claras. Primeiro, sobre ambição: encara a rejeição apenas como um redirecionamento estratégico; o “não” é um dado, não um destino. Segundo, sobre coragem: o afastamento da zona de conforto e a distância de amigos e família para trabalhar fora são desafios duros, mas são os investimentos com maior retorno na tua evolução. Por fim, sobre liderança: não percas a tua essência a tentar encaixar num modelo rígido. Liderar é inspirar através da tua humanidade e integridade. Percebe que a tua maior força é a capacidade de criar ligações reais; no fim do dia, o teu papel é fortalecer quem trabalha contigo, dando-lhes a confiança necessária para que eles próprios se tornem os líderes do futuro.

 

Viviane Marques, Chief Operating Officer da BIGhub

Diria que estamos a meio caminho, porque já evoluímos muito, mas ainda temos mais por conquistar. A ideia da mulher enquanto membro que cuida da família e que passa o dia a completar tarefas domésticas ficou para trás, dando espaço à mulher que luta por uma carreira no mercado de trabalho. Contudo, os cargos de topo continuam a ser para os homens, o que ainda tem de mudar.

Acredito que o caminho passe pela implementação de políticas internas claras, critérios de progressão transparentes, equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional e uma cultura que valorize as competências acima de preconceitos. A igualdade de oportunidades não é um tratamento diferenciado, mas sim a garantia de que o talento, a ambição e os resultados são os únicos fatores que determinam o crescimento profissional.

À jovem mulher que era no início da carreira…

A carta deveria ser uma mensagem de força e motivação. Escreveria que não é preciso ter medo de querer mais e melhor, de aceitar novos desafios ou de lutar pelos sonhos, porque acredito que são fatores essenciais para o nosso desenvolvimento. Acrescentaria que não há uma única forma de liderar e que é possível mantermos a nossa personalidade e os nossos valores, mas sempre com respeito e garantindo que também os outros nos respeitam. E sim, é possível ter empatia, escuta ativa e um sorriso no rosto, enquanto construímos equipas fortes e tomamos decisões firmes e assertivas. Aliás, até arrisco dizer que é mesmo o ideal.

Inês Sequeira, Founder e CEO da Rede Capital Social

Temos percorrido um caminho nos últimos anos, mas infelizmente ainda temos uma maratona pela frente. Em termos de avaliação do cumprimento do ODS 5 (igualdade de género) da Agenda 2030 da ONU, apesar do progresso das últimas décadas (educação feminina, saúde reprodutiva e redução do casamento infantil), os dados demonstram que a desigualdade é ainda persistente em quase todos os países, tendo a ONU já alertado que ao ritmo atual será impossível alcançar as metas que foram propostas na agenda até 2030. Vi recentemente a publicação de um estudo acerca de liderança feminina em Espanha que demonstra que a percentagem de CEOs mulheres no país é de 18%, exatamente a mesma de há dez anos. Agora podemos apenas imaginar qual será a situação nos países menos desenvolvidos.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Diria muita coisa, mas acima de tudo diria que é fundamental não nos deixarmos definir pelo olhar dos outros. Assumir a nossa ambição, independentemente de como o mundo nos vê, exige coragem, mas é sempre recompensador, mesmo que, no momento, ainda não tenhamos a distância necessária para o perceber. Já a filosofia do Taoísmo ensina que a verdadeira força é flexível: “Nada é mais suave do que a água, mas nada a supera ao moldar ou desgastar até a pedra no caminho.”.

 

Mariana Figueiredo Salvaterra, CEO da Zühlke em Portugal

Ainda não há igualdade de género porque não há igualdade de oportunidades. Como sociedade, ao educarmos os nossos filhos, por exemplo, ainda colocamos expectativas diferentes em rapazes e raparigas, o que pode levar a que eles não “sigam” certas áreas ou tenham receio de explorar certas vertentes. Por outro lado, no trabalho, embora modelos remotos ou híbridos ajudem a promover maior igualdade, ainda há uma expectativa diferente para homens e mulheres: se, por um lado, as mulheres ainda assumem mais responsabilidades familiares, por outro ainda há expectativa de que o homem seja provedor. Para uma maior igualdade, importa desmistificar estas ideias e procurar candidatos de forma mais diversa, sem ceder a vieses, mesmo que inconscientes.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Estar mais à vontade para arriscar. O “não” é garantindo, e o “sim” vai chegar quando for o momento certo. Candidata-te às posições mesmo sem teres a certeza se cumpres os requisitos todos; aceita desafios fora da zona de conforto. Os “nãos” não são falhas pessoais, mas sim aprendizagens para o futuro.

 

Leonor Carmo Pedro, Diretora Executiva da Pedalar Sem Idade Portugal

Ainda há um caminho a percorrer, sobretudo em setores onde existe uma clara diferença de oportunidades. Segundo o Instituto Europeu para a Igualdade de Género, em 2025 só 23% dos especialistas nas TIC eram mulheres, mas em áreas como a Educação ou a Saúde, por outro lado, há uma elevada representação feminina (de 67% e 60%, respetivamente). Assim, o mais urgente é garantir oportunidades iguais, independentemente do setor, para que cada pessoa possa seguir a sua vocação sem barreiras.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Na minha carreira, foram-me dadas oportunidades que gostava muito que todas as mulheres pudessem ter, mas a mais feliz foi a de trabalhar com pessoas com uma humanidade, generosidade e profissionalismo acima da média. Por isso, a carta seria simples: “és livre e digna, e todas as tuas decisões devem ser tomadas com base nessa certeza. Não te esqueças de dar oportunidades às pessoas que por ti se cruzarem e não te deixes levar por estereótipos demasiado fechados: centra-te nas pessoas e potencia aquilo que cada uma tem de melhor, porque as dificuldades são superadas quando o talento é desenvolvido”.

Christine Marconcin, COO da Critical TechWorks

Estamos ainda num caminho de evolução, embora já se tenham registado progressos importantes. A igualdade de género deixou de ser apenas um princípio e passou a integrar, de forma cada vez mais consistente, a agenda estratégica das organizações, sobretudo na última década. É imprescindível investir em talentos em todos os níveis de gestão, e isso significa nunca restringir o acesso a esses níveis baseado em género ou origem.

Nas áreas de engenharia, a representação feminina continua a ser reduzida, mas em cursos como Matemática, Física ou Química temos atualmente em Portugal mais mulheres do que homens. O desafio passa por criar condições para que mais mulheres ingressem nestes setores de tecnologia e possam desenvolver o seu percurso profissional de forma sustentável. Na Critical TechWorks, procuramos promover ambientes de trabalho onde o talento seja o verdadeiro fator diferenciador, valorizando a diversidade de perspetivas e experiências. Essa diversidade é essencial para responder aos desafios futuros.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Dir-lhe-ia para não limitar a sua ambição nem esperar pelo momento perfeito para avançar. A carreira constrói-se com preparação, dedicação e também com a coragem de aceitar os desafios quando surgem. Ao longo do meu percurso na indústria automóvel e tecnológica, aprendi que a confiança se desenvolve gradualmente, à medida que ganhamos experiência e superamos novos desafios. Hoje diria à minha versão mais jovem que não é necessário seguir um modelo específico, mas sim manter a autenticidade, cultivar a curiosidade, confiar nas próprias capacidades e continuar sempre a aprender.

 

Margarida Loureiro, Presidente da JUNITEC (Júnior Empresa do Instituto Superior Técnico)

Temos feito progressos importantes nas últimas décadas, principalmente no acesso das mulheres à educação e a áreas que historicamente eram dominadas por homens, como a tecnologia ou a ciência. Atualmente vemos cada vez mais mulheres a ocuparem espaços de decisão e a contribuir ativamente para a inovação e para a transformação das organizações.

No entanto, ainda existe um caminho significativo a percorrer. Persistem desigualdades na representação em cargos de liderança e em algumas áreas técnicas. A verdadeira igualdade passa por garantir que as mulheres têm as mesmas condições para crescer, liderar e influenciar as decisões que moldam o futuro.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Dir-lhe-ia para confiar mais cedo no seu valor e na sua capacidade de aprender. No início é fácil sentir que precisamos de provar constantemente que pertencemos a determinados espaços, sobretudo em áreas exigentes e competitivas. Contudo, não devemos esconder a nossa ambição, pois é o que nos permite crescer. Também lhe diria para não esperar pelo momento “perfeito” para avançar. A coragem constrói-se ao longo do caminho, através dos desafios que aceitamos e das responsabilidades que assumimos. Liderar não significa saber tudo, mas sim estar disponível para ouvir os outros e inspirar quem está à nossa volta.

 

Márcia Pereira, Founder e CEO da Bandora

Diria que estamos num momento de transição, mas ainda longe do equilíbrio e da verdadeira igualdade de género. Evoluímos no acesso à educação e na maior presença feminina no mercado de trabalho, mas continuamos a observar uma enorme discrepância nos lugares de decisão, na liderança empresarial e nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

Ao mesmo tempo, preocupa-me o crescimento de discursos de ódio contra o feminismo entre as gerações mais jovens. Num ambiente digital marcado por narrativas simplistas e polarizadas, o feminismo é frequentemente deturpado e apresentado como uma ameaça, quando na sua essência defende apenas a igualdade de direitos e oportunidades. Esta tendência pode comprometer a proximidade do equilíbrio que procuramos alcançar, lembrando-nos que nenhum avanço social é irreversível se não for continuamente explicado, defendido e valorizado.

À jovem mulher que era no início da carreira…

À minha versão mais jovem, diria que é muito entusiasmante criar uma empresa do zero, mas não deixa de ser um processo muito intenso, exigente e, por vezes, solitário, ainda mais quando temos tanto a acontecer no nosso lado pessoal. O equilíbrio perfeito de todos os pratos da balança é ilusório, por isso, mais vale aceitar esse facto logo à partida e não ter receio de enfrentar novos desafios nem de errar.

Acrescentaria que é importante construir uma boa rede de contactos, que inclua mentores e advisors que possam guiar a carreira, partilhar as suas experiências e prestar aconselhamento, e procurar role models – mulheres e homens com quem nos identificamos, de quem admiramos as trajetórias e que nos sirvam de inspiração. Mas, acima de tudo, a principal mensagem seria: “nunca deixes que os obstáculos te façam desistir dos teus sonhos.”

 

Cláudia Poças, Diretora-geral da Casa do Marquês

Tenho tido a sorte de trabalhar com líderes que sempre privilegiaram talento e desempenho acima do género, embora saiba que essa não é ainda a realidade de muitas mulheres em Portugal. Contudo, existem avanços: hoje há mais mulheres qualificadas e visíveis em cargos de decisão. Mas o percurso continua desigual no que diz respeito a salários, acesso a redes de influência e penalização da maternidade e cuidados familiares. A igualdade não deve ser apenas uma expetativa social ou uma aspiração. É algo obrigatório, justo e que nos deixará mais equilibrados enquanto sociedade.

À jovem mulher que era no início da carreira…

É uma pergunta difícil, até porque honestamente não sou hoje uma pessoa tão diferente daquela que era quando comecei a minha carreira profissional. Ainda assim, diria à jovem Cláudia para acreditar em si própria e para ser ambiciosa, sem nunca perder a humildade. Exortá-la-ia a ser intransigente na defesa dos seus princípios, porque a nossa dignidade é inegociável. E incentivá-la-ia a não ter medo de arriscar e a abraçar os projetos mais desafiantes, pois é em contextos de exigência máxima que mais se aprende. Lembrá-la-ia que tudo o resto virá com trabalho, compromisso e dedicação, sem esquecer que a forma como lidamos e respeitamos o outro, com exigência, mas também empatia, dizem muito sobre quem somos.

 

Rosa Monforte, Diretora-Geral da ERP Portugal

Portugal tem avançado consistentemente na igualdade de género, mas apesar da crescente presença feminina em cargos de poder e da taxa de emprego acima dos 75%, persistem desigualdades no acesso e progressão de carreira e na partilha de responsabilidades familiares e domésticas. Setores com o dos resíduos, por exemplo, têm sido historicamente dominado por homens, e embora se comece a assistir a uma presença feminina cada vez mais expressiva em cargos de liderança, a verdade é que não é equiparável. Esta é uma luta geracional e cada pequena conquista merece ser celebrada. É fundamental reconhecer o valor do contributo feminino, essencial para impulsionar a inovação e um progresso económico e social equilibrado.

À jovem mulher que era no início da carreira…

Diria: cultiva um propósito forte e transforma cada desafio em oportunidade. Haverá fases em que vais dar demais, pressionar-te demais, mas lembra-te que a tua carreira é uma maratona, não um sprint. A ambição está na coragem de seres autêntica, de dares voz ao que é invisível e de liderares com integridade e paixão. Confia na tua intuição, reconhece o teu valor e o dos outros, e usa essa capacidade única para construir soluções. Um dia vais olhar para trás e perceber que tudo o que te parecia grande demais era exatamente do teu tamanho.

Leonor Wicke,
Jornalista e Coordenadora Editorial

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