Líderes portugueses estão entre os mais pessimistas a nível global

O Worldcom Confidence Index (WCI), um estudo de acompanhamento mensal da confiança e receios dos CEO e CMO, revela um aumento acentuado da confiança dos líderes de países que emergem agora do confinamento decorrente da pandemia.

Desenvolvido pelo The Worldcom Public Relations Group (Worldcom), grupo de empresas de Relações Públicas independentes, o estudo mostra que é a China o país que registou o maior aumento de confiança dos seus líderes (26%). Enquanto na República Checa, Suécia, Itália, Países Baixos, Rússia, Finlândia, Polónia, Dinamarca e Bélgica, a confiança dos líderes aumentou de 20% a 24%, comparando com os valores de junho.

Com alguns destes países a assistir à reemergência do vírus desde julho, prevê-se que os níveis de confiança diminuam em agosto. O aumento de confiança na China é mais do triplo daquele que se registou nos EUA (8%), onde alguns estados continuam a sofrer com o impacto da pandemia.

Contudo, os líderes franceses foram os ocupantes mais frequentes dos lugares cimeiros do WCI, em contraste com a Bulgária, cujos líderes são os que mais vezes aparecem por último. Em julho, destacam-se os níveis de confiança de oito países: China, França, Finlândia, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e os EUA. França ocupou o primeiro lugar por nove vezes, seguida do Reino Unido e do Japão.

Quanto aos menos confiantes destacam-se nove países: Brasil, Bulgária, Hungria, Islândia, Malásia, México, Portugal, Rússia e Eslováquia. A América Latina foi a região que demonstrou o menor nível de confiança. Mostrou, contudo, a maior subida de confiança desde junho.

Os líderes da América Norte mantiveram-se enquanto os mais confiantes de todas as regiões em julho, assistindo, contudo, à menor subida de confiança – de apenas 4%. O tópico de maior confiança desta parte do globo foi a qualificação e requalificação de trabalhadores, enquanto a gestão de situações problemáticas como o assédio sexual e mau comportamento se enquadram com o tema com o qual os líderes se sentem menos confiantes.

Os líderes da América Latina assistiram ao maior aumento de confiança desde junho – de 20%, mas a sua confiança é a mais baixa de todas as regiões. O tópico alvo de maior confiança para esta região foi a qualificação e requalificação de trabalhadores, sendo o cibercrime o tópico de menor confiança.

Tópicos relacionados com trabalhadores ocupam cinco dos sete lugares de topo no que respeita a atenção dos líderes. Níveis de engagement relacionados com a retenção de talento aumentaram 56%, ocupando o segundo lugar da atenção dos líderes

A confiança em acordos comerciais globais caiu seis lugares desde junho, estando agora no último lugar do WCI. Os líderes de Portugal tiveram o menor nível de confiança neste tópico. Por outro lado, França – o país mais confiante do Índice nesta matéria – demonstrou mais do dobro dos níveis de confiança apresentados por Portugal.

Um outro indicador interessante que ressalta deste estudo é o aumento de confiança de dois dos grupos mais novos de líderes. Os Millennials são o segundo grupo mais confiante de líderes, estando atrás apenas do grupo de líderes com mais de 65 anos. Líderes da Geração Z viram o maior aumento de confiança em julho (22%).

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