Maioria dos teletrabalhadores prefere sair de casa para trabalhar, revela estudo da AESE

Apesar da experiência de teletrabalho no período de confinamento obrigatório ter sido considerada positiva, a grande maioria dos 608 inquiridos num estudo da AESE Business School admite preferir sair para trabalhar fora de casa. Realizado entre 3 e 7 de abril junto dos alumni desta escola de negócios fundada com o apoio do IESE Business School (Universidad de Navarra), a amostra deste levantamento foi constituída por 67% de quadros e 15% empresários com empresa própria.

Quando questionados sobre as suas preferências em termos de regime de trabalho depois da pandemia passar, 90% dos homens quer voltar ao escritório e 80% das mulheres também afirma preferir trabalhar fora de casa. Estas são algumas das conclusões do estudo “Impacto da Pandemia da Vida Pessoal e Profissional” e que foram conhecidas esta segunda-feira através da plataforma online Zoom.


A análise de Ramiro Martins, professor de Política Comercial e Marketing na AESE Business School, revela que 59% dos participantes estavam em teletrabalho a tempo inteiro e 22% em modo parcial no período em análise. Estes afirmaram que trabalharam mais horas naquela fase de recolhimento obrigatório em casa e a partir do momento que passaram a fazê-lo à distância.

Desse tempo, cerca de 50% foi utilizado em reuniões online, que, na opinião dos inquiridos, são igualmente produtivas ou mais produtivas do que as reuniões presenciais.

Sem tempo para formação online

Outra das conclusões interessantes é o facto de 60% dizer não ter tempo para fazer formação online. Destes, 70% são mulheres. Contudo, durante o período de confinamento, 34% dos gestores garantem ter feito formação online. No futuro, a maioria acredita que as sessões de formação e as reuniões online vão manter-se ou até aumentar.

No que respeita à conciliação entre a vida familiar e o trabalho a partir de casa são mais aqueles que avaliam positivamente a experiência. Para 40% destes profissionais é difícil, mas possível reunir o trabalho e a vida familiar, já 29% afirmam não haver qualquer problema e 15% diz mesmo que tem sido uma experiência positiva.

Como vai ser a retoma da economia

O inquérito revela ainda que a perspetiva dos gestores sobre a retoma de atividade e poder de compra para valores próximos do período pré-pandemia, não será inferior a 1 ou 2 anos variando conforme os setores de atividade.

O comércio online, que registou um aumento muito acentuado durante a pandemia e deverá manter-se assim, sendo que 93% considera que haverá mais compras através da internet. 69% considera que, no futuro, a tendência será comprar sem experimentar. As viagens de trabalho e turismo vão diminuir: 77% admite vir a deslocar-se menos em trabalho e 43% em turismo, com 53% dos gestores a dizerem evitar andar de avião e 36% de comboio.

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