Em 2025, a maioria dos portugueses continua a planear gozar férias durante o verão, mas em menor número do que no ano passado. Segundo o estudo Observador Cetelem, 66% afirmam ter intenções de sair para férias, o que representa uma queda de 11 pontos percentuais face a 2024. A descida quebra a tendência de recuperação […]
Em 2025, a maioria dos portugueses continua a planear gozar férias durante o verão, mas em menor número do que no ano passado. Segundo o estudo Observador Cetelem, 66% afirmam ter intenções de sair para férias, o que representa uma queda de 11 pontos percentuais face a 2024. A descida quebra a tendência de recuperação registada desde os anos de pandemia, mas está ainda assim acima dos valores observados entre 2020 e 2022.
O dado mais expressivo talvez seja o aumento do número de portugueses que assumem não ter qualquer intenção de fazer férias de verão este ano: duplicou e atinge agora os 15%. A principal razão, sem surpresas, é a falta de condições financeiras, mencionada por 43% dos inquiridos. A par disso, regista-se também uma redução daqueles que tencionam passar férias fora de casa – são agora 66%, menos sete pontos percentuais do que no ano anterior. A contenção orçamental parece estar de volta — ou talvez nunca tenha chegado a ir de férias.
Portugal continua a liderar como destino preferido para os veraneantes nacionais, com o Algarve a manter a habitual primazia. Ainda assim, 35% da população portuguesa tenciona rumar ao estrangeiro, sendo Espanha (35%), França (17%) e Itália (12%) os países mais mencionados. O fator económico continua a ser o mais decisivo na escolha do destino: 40% dos inquiridos indicam o custo como principal critério, seguido da proximidade a familiares e amigos (24%).
O dinheiro que sobra para gelados e espreguiçadeiras
O valor médio que os portugueses planeiam gastar nas férias de verão de 2025 é de 966 euros — uma quebra de cerca de 40 euros face ao ano anterior. A estadia representa a fatia mais significativa do orçamento (475€), seguida da viagem (350€) e das refeições (250€). O lazer, por sua vez, surge no fim da lista, com uma média de 160€, o que poderá sugerir uma maior contenção nas despesas acessórias e um foco no essencial: descansar, mudar de ares e pouco mais.
Para Hugo Lousada, Diretor de Marketing do Cetelem – BNP Paribas Personal Finance Portugal, os números confirmam que a vontade de usufruir do verão se mantém firme, mas mais comedida. «As condições financeiras e o incremento dos preços nos meses de verão são dos principais fatores apontados, pelo que há já um número significativo de portugueses que indicam preferir ir de férias noutra altura do ano», afirma.
A fotografia de 2025 parece clara: a maioria ainda sonha com férias, mas fá-lo com cautela. O verão mantém-se, mas o modo de o viver está mais contido — e cada vez mais adaptado às exigências de um contexto onde o descanso continua essencial, mas nem sempre garantido.


