O Museu do Caramulo apresentou esta semana o Museu das Marcas, Artes Gráficas e Publicidade, um novo projecto totalmente digital que reúne a memória visual e material das marcas que acompanharam várias gerações de portugueses. A plataforma, interativa e de acesso livre, quer afirmar-se como referência nacional na preservação da história do consumo, do design […]
O Museu do Caramulo apresentou esta semana o Museu das Marcas, Artes Gráficas e Publicidade, um novo projecto totalmente digital que reúne a memória visual e material das marcas que acompanharam várias gerações de portugueses. A plataforma, interativa e de acesso livre, quer afirmar-se como referência nacional na preservação da história do consumo, do design e das artes gráficas.
O novo museu nasce com uma missão clara: conservar e divulgar o património gráfico e publicitário ligado a marcas nacionais e internacionais que operam ou operaram em Portugal. O acervo digital, já com milhares de peças, inclui embalagens, cartazes, rótulos, protótipos, anúncios e objetos de design industrial, muitos deles associados ao quotidiano doméstico e comercial do século XX. A ideia é oferecer uma viagem no tempo que una nostalgia e conhecimento, permitindo aos mais jovens perceber como se vivia, consumia e comunicava antes da era digital.
A colecção está em permanente expansão e é trabalhada por uma equipa multidisciplinar responsável pela digitalização, fotografia e catalogação de cada peça. O processo conta ainda com o apoio técnico da Google, através do Art Camera Loaner Program, o que permite captar imagens em altíssima resolução. Parte do conteúdo passa também a integrar o Google Arts & Culture, reforçando o alcance internacional do projecto.
Para garantir rigor histórico, o Museu das Marcas apoia-se num Conselho Consultivo composto por curadores e historiadores. A investigação é complementada por materiais cedidos pelas próprias empresas participantes, numa lógica de colaboração contínua entre o museu e o tecido empresarial.
O lançamento representa, segundo a direção do Museu do Caramulo, «um contributo inovador para a preservação da memória colectiva». Num universo onde publicidade e embalagens são, por natureza, efémeras, o novo museu transforma-as em documentos acessíveis a todos — permitindo estudar a evolução do consumo, do design e da comunicação visual em Portugal.
A criação do museu surge também da dimensão já atingida pela colecção associada às marcas e às artes gráficas. «Era um projecto desejado e, diríamos mesmo, inevitável», sublinha a instituição.
No arranque, o Museu das Marcas conta com sete Parceiros Fundadores: EDP, Central de Cervejas e Bebidas, Olá, El Corte Inglés, Fidelidade, Olegário Fernandes e Netsonda — empresas que ajudaram a dar o impulso inicial ao projecto, reconhecendo o seu valor patrimonial e cultural.
O Museu das Marcas, Artes Gráficas e Publicidades pode ser acedido através do link www.museudasmarcas.pt


