Nove tendências de Comunicação no novo normal

O mundo mudou. E isso é inquestionável. A pandemia COVID-19 afetou todos os negócios e a forma como comunicamos. As agências de Comunicação e as de Marketing não ficaram indiferentes e tiveram de reinventar abordagens.

A EDC juntou-se à Edelman para analisar o caso italiano e apresentar as nove tendências de Comunicação no reinício da economia.

Durante uma situação de crise, os alertas soam, e há lugar à chamada Comunicação de Crise numa altura em que as empresas pensam que a Comunicação pode agravar-se ou servir como um enabler de negócio. Enquanto esta crise ocorre, temos que pensar na Comunicação pós-COVID-19. É essencial estar o mais bem preparado possível, olhar para o mercado, estar informado sobre o mesmo e analisar casos de outros países que passaram pelo mesmo antes de nós.

Partilhamos os nove pontos essenciais para uma empresa que pretende adaptar-se e estruturar a sua comunicação à banalmente chamada “nova normalidade”.

1 – O Papel da marca
Vão ter de ser as empresas a impulsionar o reinício da economia e do seu negócio, e este é o momento. Devem apresentar uma abordagem integrada e seguir a máxima: Evoluir, Promover, Proteger. O objetivo é construir uma confiança sustentável a longo prazo, para que estejam sempre preparadas para qualquer situação do mercado.

2 – Audiência
Os consumidores estão a mudar de atitudes, de opiniões e de hábitos. Estão a surgir novas tensões sociais. Temos de redescobrir a audiência e ajustar as estratégias de comunicação para não perdermos o nosso público-alvo.

3 – Posicionamento
Os líderes de ontem podem muito bem ser os seguidores pós-pandémicos do amanhã. As empresas devem rapidamente verificar e testar o seu posicionamento, colocando o objetivo à prova. E depois estruturar o caminho a seguir.

4 – Narrativa
Do storytelling ao storydoing: devemos construir uma narrativa coesa para resolver (e não vender), que transmita um sentimento de coragem e de esperança coletiva… mas de forma gradual e responsável.

5 – Linguagem
Grandes desastres e desastres naturais transformam a linguagem e até o coletivo imaginário. Deve-se verificar e adaptar o vocabulário, prestando atenção às imagens e tom de voz.

6 – Os CEO podem ser os novos Chief Empathy Officers
Os CEO e os membros do Conselho de Administração das empresas são os seus porta vozes. Como tal, devem passar a comunicar internamente com o máximo de empatia e autoridade. Desta forma desenvolvem a capacidade de enfrentar o desconhecido, aumentando a confiança dos seus recursos humanos.

7 – Reimaginar os earned media
Dados, informações, conselhos práticos, iniciativas locais: desenvolver uma narrativa concreta e personalizada para ganhar relacionamentos, não apenas visibilidade.

8 – Experiência – Eventos à distância
Planear eventos que integrem formas novas e inovadoras que misturam componentes ao vivo e digitais para não perder o relacionamento tridimensional com os participantes.

9 – A crise – E se voltar?
A crise já não é só uma gestão reativa, mas sim uma mentalidade e parte integrante da estratégia: as empresas devem planear com base no seu capital de confiança e estar prontas para cada fase de reinício.

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