Novo programa mostra empresas portuguesas com futuro

O SAPO apresentou esta semana um novo programa “PM+ Pequenas e Médias Empresas com Futuro”, da autoria e conduzido por Marta Leite Castro. Com o intuito de destacar o que de melhor, mais inovador, “resiliente” e genuíno é feito por PME de sucesso, o programa procura servir de inspiração a outras empresas com foco no futuro. Em conversa com a Líder, Marta Leite Castro conta mais um pouco sobre o novo formato e partilha o que a inspira.

Esta semana lançou um programa da sua autoria, PM+ Pequenas e Médias Empresas com Futuro. Qual foi o racional na criação deste conteúdo?

A ideia de criar este formato surgiu na lógica de dar a conhecer as PME que nem sempre encontram um palco para mostrar o que fazem. Quantas vezes ouvimos falar de nomes de empresas de sucesso e acabamos por não saber muito mais sobre elas? Na verdade, vamos ouvindo falar de algumas mas depois não ficamos a conhecer o que fazem, quem são e o que ambicionam. Também decorreu da minha experiencia, nos últimos 6 anos, com as entrevistas que fiz a quase 500 empresas portuguesas, desde micro negócios, PME, grande empresas e startups. A partir daí pensei, “Por que não criar um outro formato que acrescente e que possa ter um foco no que melhor se faz nas PME portuguesas?”. O intuito destes programas é o de destacar o que de melhor, mais inovador, mais genuíno, mais “resiliente”, mais solidário é feito por PME de sucesso, inspirando todos os que assistem. E foi assim que chegamos ao “PM+, Pequenas e Médias Empresas com Futuro”.

Como vai ser a estrutura do programa e que tipo de empresas irão estar em destaque?

O programa terá a duração de 12 minutos onde iremos conversar sobre o tipo de negócio (produtos e/ou serviços), transformação tecnológica e digital, inovação, sustentabilidade e, claro, as pessoas que nele colaboram. Algo diferenciador será durante a conversa mostrar o site, uma vez que nos queremos aproximar da vertente do online. Acreditamos que um site é um cartão de visita para outros clientes, e países, e serve também como incentivo a outras empresas para “rechearem” os seus sites com aquilo que desenvolvem. Iremos ter como convidados todo o tipo de PME e as várias áreas de negócio que existem no nosso tecido empresarial.

Como exemplo, no programa de estreia temos o Grupo Bernardo da Costa, que é uma empresa familiar de terceira geração que começou com instalações elétricas de apoio à construção civil. Uma PME que soube crescer e investiu em 2004 na importação e distribuição de sistemas de deteção de intrusão de incêndio, equipamentos de segurança eletrónica e áreas de controlo de acessos. Hoje investe em soluções de domótica, anti-shoplifting, análise vídeo, chamadas de emergência. O interessante deste episódio, é que o segredo do sucesso da empresa é apontado pelo seu CEO, Ricardo Costa, como sendo as pessoas! Queremos dar estes exemplos, para valorizar as pessoas que fazem parte e que tanto contribuem para o sucesso destas empresas. Também vamos ter outras empresas de áreas bem distintas, como a Sports Partner (pavimentos e equipamentos desportivos) e a Wavecom (especialista em tecnologias wireless), como exemplos de empresas de olhos postos no futuro.

“O percurso das PME portuguesas com os olhos postos no futuro!” é o mote do programa. O que identifica como ponto em comum a essas empresas?

O percurso das PME portuguesas que queremos mostrar com os olhos postos no futuro são PME que ambicionam mais, serem melhores, que querem expandir, ou continuar a expandir, e que se orgulham de serem portuguesas! São empresas onde encontramos pessoas que nela trabalham e que acreditam, e além de acreditar que fazem acontecer, que concretizam.

Quais os traços de um líder inspirador?

Para mim um líder inspirador inspira-nos a ser melhor. Acredito que este tipo de líder tem a capacidade de envolver as pessoas num propósito e de incentivá-las a fazer a sua parte. É alguém que tem algo que eu destaco sempre, a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Para que as pessoas sejam estimuladas a agir, é preciso que haja o ambiente certo, uma cultura de fazer, mudar e aprimorar. É aquele que não tem medo de percorrer novos caminhos. Assume riscos, dá o primeiro passo e mostra uma fresh perspective.

O que a inspira?

Inspira-me acreditar que vivemos inseridos em algo maior, que resulta de estarmos em comunidade, e que se cada um fizer a sua parte, o melhor que sabe, todos vamos mais longe e ficaremos melhor. Inspira-me saber que o que fazemos no nosso dia a dia pode ter impacto positivo na vida de outros. Inspira-me uma boa história e quem ousa acreditar nos seus projetos e negócios.

O que espera de 2022?

Espero que depois da Primavera haja uma retoma efetiva das nossas vidas, que o medo dê lugar à esperança, ao otimismo, às oportunidades. Desejo muito que os eventos que são tão importantes para as empresas e para as pessoas possam voltar a acontecer de forma continuada e reiterada, refletindo o sinal de que demos a volta! Que 2022 seja o celebrar da frase que eu cresci a ouvir, “depois da tempestade vem a bonança”.

Assista aqui ao primeiro episódio.

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