O investimento em arte está a crescer e a deixar de ser elitista

Se antes o investimento em peças de arte era um negócio de acesso exclusivo a alguns, hoje já não é bem assim, defende a Pictorum, uma organização que representa artistas e apoia investidores.

Esta tendência está a mudar e o mundo da arte está a abrir-se a cada vez mais investidores. “O investimento em arte está a crescer, deixou de ser um negócio elitista, em que as portas fechadas apenas se abriam para alguns.”

A provar essa abertura está o lançamento de uma solução para jovens investidores e artistas, em que o modelo de negócios é semelhante ao de uma incubadora de artistas emergentes. Em 2018, ao reconhecer a mudança de paradigma, Matthew Navin, fundador da Pictorum, desenvolveu uma solução que responde às necessidades de investidores, artistas e compradores.

Na sua opinião, o investimento em arte tem sido até aqui do domínio daqueles que têm experiência nesta área e possuem somas consideráveis para investir. “Para quem não faz parte desse círculo fechado, o investimento em arte pode parecer difícil de alcançar”, reconhece. Mas é uma pena, lamenta, “esta área oferece não apenas bons retornos, como também a emoção de estar envolvido no mundo da arte.”

Como funciona a nova solução? A Pictorum gere o portefólio dos artistas da mesma forma que um agente gere a carreira de um ator, por um lado, e capta investidores, por outro lado. A forma de “casar” artistas e investidores é através de um programa de exposições, tanto na sua galeria em Londres, como online, em feiras de arte e mostras de arte privadas.

Segundo um estudo da AXA, os jovens colecionadores de arte representam cerca de um quarto de todos os colecionadores. E o relatório Wealth & Worth da US Trust Insights relativo a 2019 descobriu que 27% eram Millennials, ou seja, da geração da internet, aqueles que nasceram após o início da década de 1980.

“A geração Millennial encara hoje a arte como um ativo financeiro e parte de uma estratégia de construção de riqueza”, sublinha a Pictorum, acrescentando “não são apenas os compradores que estão a mudar, mas também a maneira como o mercado de arte dá resposta a esses clientes.”

Em 1988, o relatório Artnet Price Database registou apenas 18 casas de leilão e cerca de 8300 artistas. Hoje, esses números dispararam para 1800 casas de leilão e 340 000 artistas, uma subida “impulsionado pela procura de peças originais por empresas públicas e privadas que desejam “algo diferente”, lê-se num comunicado daquela organização privada de arte.

Ao trabalhar com artistas e investidores, a Pictorum faz questão de ser muito objetiva na relação contratual, nos cronogramas e responsabilidades. Junto dos investidores recomenda veemente que “qualquer investimento inicial em arte seja apenas uma pequena parte da estratégia de investimentos” e deixa bem claros os riscos envolvidos neste tipo de investimento.

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