O primeiro clube exclusivo para CEO já chegou a Portugal

«Criar um poderoso grupo de CEO portugueses e conectá-los a uma rede internacional de 24 mil membros», é o propósito da Vistage. A organização para CEO, proprietários de empresas e executivos de topo chega pela mão de Miguel Pardo Calvo e mais sete chairs.

Apresenta-se como a maior organização de aconselhamento para CEO e incluiu recentemente Portugal na rota. A Vistage traz na bagagem 60 anos de experiência em aconselhamento executivo e uma rede de 24 mil CEO e empresários, em mais de 25 países, que trocam experiências e aprendizagens sobre liderança.

A pandemia não a impediu de chegar ao nosso mercado em fevereiro de 2020, depois de selecionar cuidadosamente a equipa de chairs – líderes experientes que desempenham as funções de conselheiros, mentores e facilitadores dos grupos de membros. Ainda que não tenha sido da forma planeada, Miguel Pardo Calvo, presidente da Vistage Portugal, está convicto de que o momento «foi extremamente oportuno para que os chairs pudessem cumprir o propósito: ajudar e conectar líderes, desde os EUA até Singapura. Entrámos no mercado português de maneira digital, selecionando os primeiros membros e oferecendo conteúdos e aconselhamento para aqueles que quiseram ter uma primeira experiência Vistage, focada nas questões da transformação e adaptação dos seus negócios e qual o impacto gerado na saída desta crise».

A Vistage promete networking e conexões globais. Adicionalmente, uma série de recursos e conteúdos com speakers de renome, de grandes escolas de negócio do mundo, com o objetivo de fortalecer os líderes empresariais, as empresas e as comunidades em Portugal. «Os CEO precisam do apoio de outros líderes para superar desafios e descobrir novas soluções», assegura Miguel Pardo Calvo.

No futuro, perspetiva «manter o alto nível e a exclusividade dos grupos. Agora em Portugal, onde até 2025 estimamos chegar aos 500 membros», sublinha, admitindo poder estar, juntamente com a Inglaterra e a Alemanha, entre os países mais fortes para a Vistage. «Somos muito criteriosos na seleção, queremos atrair apenas os líderes que partilhem os valores da Vistage que, desde 1957, norteiam o nosso pensamento e atuação.

Para fazer parte do grupo, explica, procura líderes que tenham uma mentalidade de crescimento e estejam em linha com os valores da Vistage – internacionalização, transformação dos negócios e impacto no desenvolvimento do país, tornando o mundo num lugar melhor. Em Portugal, estima que 5% dos líderes das mais de 18 mil empresas têm perfil para serem membros da Vistage.

Em conversa, Miguel Pardo Calvo explica à Líder o que é isto de ser um bom líder, como a Vistage acelera o crescimento das empresas até 2.2x, entre outros temas.

A Vistage é uma organização e associação para CEO, proprietários de empresas e executivos de topo. Qual é o vosso propósito?
É a maior organização de aconselhamento executivo do mundo para CEO, empresários e executivos de topo. Ajudamos estes líderes a resolver os seus maiores desafios, através de reuniões de grupos de pares e sessões de mentoria executiva, que melhoram os seus resultados nos negócios e na vida.

O que trazem de diferente a Portugal?
Trazemos 60 anos de experiência em aconselhamento executivo e uma rede de 24 mil CEO e empresários, em mais de 25 países, que trocam experiências e aprendizagens sobre liderança. Adicionalmente, uma série de recursos e conteúdos com speakers de renome, de grandes escolas de negócio do mundo, com o objetivo de fortalecer os líderes empresariais, as empresas e as comunidades em Portugal.

Quais foram os argumentos para a escolha do mercado nacional? É um mercado apetecível nesta área em que sentido?
Sim, identificámos em Portugal mais de 18 mil empresas de diversos sectores, que ainda não contavam com o apoio que a Vistage tem oferecido aos outros 25 países onde está presente. O potencial é imenso, tanto em criar um poderoso grupo de CEO portugueses, como em conectá-los a uma rede internacional de 24 mil membros.

Quais foram as lacunas identificadas neste mercado?
Os CEO de Portugal podem recorrer a diversos serviços de coaching disponíveis no mercado. Também contam com cursos e eventos de diversos perfis, tratando temas de liderança, gestão e até crescimento pessoal. São comuns as reuniões de networking empresarial, inclusivamente promovidas por associações setoriais. Contudo, não contam com uma organização que ofereça tudo isto e, ainda, reuniões confidenciais com líderes experientes com diferentes trajetórias e especialidades, que se ajudam mutuamente na procura de soluções para os seus problemas. Sem contar com o networking e conexões em todo o mundo.

Quando é que se vai formalizar a entrada em Portugal?
A Vistage chegou a Portugal em fevereiro de 2020, quando selecionámos cuidadosamente a nossa equipa de chairs – líderes experientes que desempenham as funções de conselheiros, mentores e facilitadores dos grupos de membros. Com a crise da COVID-19 não foi possível realizar um evento de lançamento da Vistage em Portugal. Por outro lado, foi um momento extremamente oportuno para que os Chairs pudessem cumprir o nosso propósito: ajudar e conectar líderes, desde os EUA até Singapura. Entrámos no mercado português de maneira digital, selecionando os primeiros membros e oferecendo conteúdos e aconselhamento para aqueles que quiseram ter uma primeira experiência Vistage, focada nas questões da transformação e adaptação dos seus negócios e qual o impacto gerado na saída desta crise.

Como foram operacionalizados os primeiros dias?
Os nossos chairs rapidamente se adaptaram à nova rotina do home office, das vídeoconferências, dos webinars e de todas as outras formas de manter conexão com os futuros membros e a rede internacional da Vistage. Assim sendo, foi possível realizar sessões onde as barreiras geográficas e de idioma simplesmente não existiram. A pandemia não nos impediu de conectar CEO de Portugal e de todo o mundo, para debater, refletir, priorizar, criar oportunidades e vencer desafios.

Quais os objetivos que querem alcançar?
A relevância do serviço que a Vistage oferece e o valor que pode ter para os seus membros cresce ainda mais em momentos como os que estamos a enfrentar. Os nossos objetivos têm mais a ver com a qualidade do que quantidade. O que queremos é manter o alto nível e a exclusividade dos nossos grupos, agora em Portugal, onde até 2025 estimamos chegar aos 500 membros.

Ao todo são 24 mil membros em 25 países. Disse terem identificado mais de 18 mil empresas em Portugal. Neste mercado existem quantos potenciais membros?
Estimamos que 5% dos líderes das mais de 18 mil empresas têm perfil para serem membros da Vistage. Somos muito criteriosos nessa seleção, pois queremos atrair apenas os líderes que partilhem os valores da Vistage que, desde 1957, norteiam o nosso pensamento e atuação. Estamos a realizar este trabalho contínuo de entrevistas, ficando a conhecer melhor os líderes da região e acreditando que podemos estar, juntamente com a Inglaterra e com a Alemanha, entre os países mais fortes para a Vistage.

Como é feita a seleção dos líderes?
Estamos sempre à procura de líderes que tenham uma mentalidade de crescimento e estejam em linha com os nossos valores – internacionalização, transformação dos seus negócios e impacto no desenvolvimento do país, tornando o mundo num lugar melhor. O nosso processo passa por identificar líderes com este perfil, através da realização de entrevistas pessoais com os nossos chairs.

Que vantagens conseguem proporcionar aos líderes com a rede global?
Os membros da Vistage estão conectados com 24 mil líderes empresariais, em 25 países, podendo trocar conhecimentos e ideias, criar sinergias e impulsionar negócios com parcerias estratégicas, principalmente em países como a China, os EUA e o Brasil. Atualmente, mesmo na crise da COVID-19, foi possível ouvir empresários asiáticos a partilhar experiências e a antecipar questões que chegariam à Europa algumas semanas depois. Ou até mesmo descobrir oportunidades noutros mercados, como o norte americano e a América Latina. Além disso, a Vistage tem ao dispor dos seus membros diversos oradores internacionais de renome e conteúdos exclusivos, para que estes fiquem a par das últimas tendências, pesquisas, webinars, entre outros.

Os CEO são naturalmente pessoas mais isoladas. O que é preciso para se ser um bom líder?
A tendência dos CEO é tomar decisões solitárias e nós acreditamos que isso é muito arriscado. Também não é suficiente aconselhar-se com amigos, familiares, clientes ou executivos, que não chegam a ter as mesmas responsabilidades que o número 1. Para ser um bom líder é preciso contrastar as suas próprias verdades, praticar a escuta ativa, exercitar a capacidade de priorizar e tomar decisões complexas, de forma rápida e com pouca informação, que impactem positivamente tanto os resultados e as pessoas, como as comunidades e o planeta.

O que conseguiram já alcançar noutros países?
Nos países onde a Vistage está presente há mais tempo, chegámos a ter milhares de membros. É um efeito em cadeia, visto que os nossos membros são os nossos maiores embaixadores, recomendando novos membros e permanecendo nos seus grupos, em média, por sete anos. É uma rede que cresce cada vez mais, de ano para ano, e acelera o crescimento das empresas até 2.2x.

Quais os mercados em que este tipo de conceito tem funcionado melhor e porquê?
Os líderes de todos os países do mundo têm os mesmos problemas, desafios e dificuldades para realizar os seus negócios. Por isso, o conceito funciona, independentemente da política e níveis de desenvolvimento social e económico. A Vistage abraça a diversidade, o que enriquece a nossa rede.

E quais os que ainda estão aquém do esperado? E quais os possíveis motivos?
A Vistage cresce em todos os países.

Qual o papel dos chairs em concreto?
Os chairs selecionam os membros e começam, logo de início, a ajudar a estimular o pensamento, a tomada de consciência, a formular problemas e alternativas, conduzir discussões, definir prioridades, aprofundar temas importantes e assegurar que todos os compromissos sejam cumpridos. Além disso, facilitam as sessões em grupo e personalizadas, criando o ambiente ideal para a solução dos mais diversos problemas, com a máxima confiança e confidencialidade.

Como foi feita a escolha da equipa em Portugal, constituída por seis homens e uma mulher?
Através de um rigoroso processo de seleção, com entrevistas e dinâmicas diversas, chegámos ao nome destes magníficos profissionais, com diferentes trajetórias e perfis, porém bastante alinhados com o propósito da Vistage. Oferecemos-lhes a formação intensiva da Chair Academy, para poderem emergir na experiência e nas metodologias Vistage, desenvolvidas durante mais de 60 anos. Como presidente, sinto-me muito entusiasmado com este grupo e ainda mantenho as portas abertas aos que quiserem fazer parte deste projeto extremamente promissor e gratificante.

Quais são as prioridades para este mercado?
Através da colaboração contínua entre chairs e membros da Vistage, construir uma liderança de excelência, que eleva as empresas, fortalece as comunidades, proporciona resultados significativos e fomenta o crescimento sustentável.

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