A sustentabilidade, em todas as suas vertentes, tem marcado o pulsar individual e organizacional, assumindo um papel central e preponderante nas sociedades atuais. Ser sustentável já não é uma tendência, mas uma necessidade, assumindo-se como um incontornável fator de diferenciação num mundo cada vez mais consciente e informado. De acordo com o recente relatório “The […]
A sustentabilidade, em todas as suas vertentes, tem marcado o pulsar individual e organizacional, assumindo um papel central e preponderante nas sociedades atuais. Ser sustentável já não é uma tendência, mas uma necessidade, assumindo-se como um incontornável fator de diferenciação num mundo cada vez mais consciente e informado.
De acordo com o recente relatório “The state of new-business building”, redigido pela Leap by McKinsey, a sustentabilidade é um dos fatores de diferenciação para o crescimento, e uma área de oportunidade para a construção de novos projetos empresariais.
Estas conclusões surgem num contexto de crescente impacto das alterações climáticas, do surgimento de desigualdades sociais criadas pelo avanço da digitalização e da desintermediarização da comunicação gerada pelo fenómeno das redes sociais.
Neste cenário, assume-se de extrema relevância aludir, contemplar e incluir os princípios ESG (Environmental, Social, Governance) enquanto fator de longevidade, diferenciação e resiliência no mundo corporativo.
A incorporação dos critérios ESG assume-se como uma relevante métrica de avaliação para as organizações, que possibilita analisar a ligação entre estas últimas e o seu ambiente interno e externo.
O impacto da implementação e da avaliação de práticas sustentáveis vai muito além da relação com clientes e consumidores, impactando também, de forma muito significativa e em primeira análise, o seu capital humano e as comunidades onde se insere.
Além de produzir efeitos diretos e indiretos muito positivos, em maior ou menor escala, uma estratégia corporativa alinhada com os valores da sustentabilidade acaba também por munir a empresa de informações e ferramentas que a capacitem para lidar com eventuais desafios que possam surgir, quer em termos ambientais, como sociais ou de governance.
No âmbito da sustentabilidade ambiental, o foco está na minimização do impacto da atividade sobre o meio ambiente, e a sensibilização dos públicos de interesse para a prática de hábitos progressivamente mais verdes e eficientes.
Mas mais do que promover bons hábitos, as empresas podem e devem ir mais longe no seu compromisso através de ações mais abrangentes e comprometidas, como medir e avaliar a pegada de carbono, estabelecer parâmetros de relação com parceiros, investir em energia limpa e promover a digitalização como forma de combater as abruptas alterações climáticas. Os modelos de negócio que incorporam o conceito de economia circular são atuais e elásticos, primando por um uso inteligente dos recursos.
No plano social, estes valores evidenciam a forma como uma organização se relaciona com os seus colaboradores, as comunidades e a população, tendo em conta fatores como a empregabilidade, saúde, inclusão ou mesmo diversidade.
A consciência de que o talento é o motor de sucesso das empresas conduz a que as mesmas se posicionem como promotoras de uma cultura de motivação, inclusão, felicidade, crescimento e estabilidade. A diversidade gera valor, e integrá-la e promovê-la é dotar as organizações de um fortalecimento da sua posição estratégica.
A nova geração de colaboradores, mais sensibilizada e impactada por profundas transformações ambientais, tecnológicas e sociais, valoriza mais as empresas que colocam a sustentabilidade no centro da sua gestão, o que faz desta um fator chave ao nível da atração e retenção do talento. Trata-se da importância da implementação e melhoria contínua das iniciativas e políticas destinadas a potenciar o desenvolvimento e o bem-estar comum.
Na esfera da boa governança, é importante realçar a necessidade de um comprometimento inabalável com a ética, a transparência financeira, a integridade e práticas anticorrupção, independência, equidade e diversidade nos conselhos, entre outras, ou seja, boas práticas que reflitam e demonstrem que uma organização é de facto ética, consciente e sustentável.
Uma abordagem direcionada para os princípios ESG é primordial para o futuro competitivo de uma organização, transcendendo as instalações das empresas para provocar mudanças estruturais na sociedade, alicerçadas na reputação, na responsabilidade e na autenticidade. Mais do que um fator de competitividade, inovação e prosperidade, os princípios ESG alinham as empresas com o seu papel social de promotoras do desenvolvimento humano, num movimento conjunto e virtuoso de crescimento, inovação e mudança.

