Organizações com forças de trabalho “multigeracionais” são mais produtivas

Já se sabe que as crises geram desempregos mas a Pandemia está a revelar uma nova realidade, mais preocupante, mas que é também uma oportunidade para as empresas. Uma análise da Rest Less, assente na experiência do Reino Unido, mostra que para além dos empregos jovens, já habitualmente mais afetados nas recessões, está agora a aumentar a probabilidade dos trabalhadores na faixa dos 50 e 60 anos perderem os empregos e por um longo período. O World Economic Forum considera que o momento “pode ser uma boa oportunidade para as empresas aproveitarem uma força de trabalho multigeracional que lhes pode trazer benefícios”, lembrando que um mercado de trabalho próspero, recetivo a pessoas de todas as idades e mais inclusivo, é um componente essencial de qualquer plano para reconstruir melhor este período pós-pandemia.

De acordo com o relatório do International Longevity Centre intitulado ” The Global Longevity Dividend “, as pessoas com 50 anos ou mais anos representam aproximadamente 28% da população do G20 – um aumento de 8% desde o ano 2000 e um valor que se prevê que aumente para cerca de 35% até 2035. Essa mudança demográfica radical das últimas décadas tem impactado nos indivíduos, nas empresas e nas sociedade, em particular nos locais de trabalho. Se mais  longevidade implica trabalhar mais anos, também abre portas a um maior contato entre mais gerações diferentes.

Benefícios de uma força de trabalho multigeracional

As mudanças demográficas das últimas décadas resultaram em cinco gerações a co-habitarem ativamente nos locais de trabalho, o que para os especialistas é visto como uma “enorme oportunidade” para as empresas. Além de incentivar a felicidade no emprego,  aconselham os gestores a aproveitarem os benefícios de um grupo diversificado de pessoas com diferentes perspectivas, experiências e ideias e a explorarem esses insights para aprimorar e educar as camadas mais jovens. Da mesma forma, os trabalhadores mais velhos ganham ao aprenderem com as gerações mais novas em diferentes áreas e contextos, e é deste “cruzamento” de valências e experiências que pode resultar uma valorização das organizações e maior produtividade. O artigo conclui que quanto maior for a “mistura”e a interatividade entre gerações, quer nas atividades do dia-a-dia, quer nos empregos, mais forte e coesa se torna uma sociedade.

 

 

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