Organizações disruptivas

Observamos que alguns empresários começam a trocar a velha economia pela nova, que se estão a reinventar na chamada economia criativa, com grande flexibilidade para se adaptar às oportunidades e aos pedidos, de modelos de negócios e de vida disruptivos que questionam os padrões existentes e reinventam as formas de fazer e ainda de relacionamentos comerciais e profissionais que duram apenas o tempo que tem de durar.

Creio que o maior desafio das organizações e especialmente as mais tradicionais será evitar que a estrutura trabalhe principalmente para se manter a si mesma, garantindo a sobrevivência dos cargos e funções ao invés de servir os objetivos da organização.

Repare-se que o principal compromisso dos executivos é sempre com a sua carreira. E só depois, com a empresa. Em primeiro lugar, o seu futuro. Depois, o resto. Esse é o paradoxo. Quem entre nós diminuiria o próprio departamento – mesmo que isso fosse a coisa lógica a fazer? Quem de nós abriria mão da participação num projeto de grande visibilidade, ainda que fosse mais bem desenvolvido por outros?

Pois reflitamos sobre isto. Falamos em estruturas não hierárquicas, em que as pessoas se conectam umas com as outras em redor de projetos com começo, meio e fim. Falamos numa organização de equipas em redor de responsabilidades bem definidas, e não por meio de laços de subordinação funcional de longo prazo. Falamos de ambientes criativos e descentralizados, gerando resultados em rede, de modo colaborativo, sem uma liderança formal.

Isto não é ficção. Já está a acontecer. Com cada vez mais frequência. Mas é um padrão novo. Que precisa-se provar em várias frentes. Bom, ao menos uma coisa parece certa: o padrão antigo não é mais a melhor proposta para gerar bons resultados e distribuir felicidade e talvez nunca tenha sido.

Resta inventar o novo.


Por Maria Duarte Bello, MDB Coaching e Gestão de Imagem

 

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