Para obter informação, a ciência de dados necessita de explorar, extrair e de refinar informação, como se de um recurso palpável se tratasse. Pode mesmo dizer-se que «os dados são o novo petróleo», de acordo com Bruno Jardim, Diretor Executivo do NOVA BI e Analytics Lab. Foi com esta frase, popularizada pelo matemático Clive Humpey […]
Para obter informação, a ciência de dados necessita de explorar, extrair e de refinar informação, como se de um recurso palpável se tratasse. Pode mesmo dizer-se que «os dados são o novo petróleo», de acordo com Bruno Jardim, Diretor Executivo do NOVA BI e Analytics Lab.
Foi com esta frase, popularizada pelo matemático Clive Humpey em 2006, que o Diretor começou a sua talk «Harnessing Data with Business Intelligence», fazendo referência ao facto de, tal como o petróleo em séculos anteriores, «os dados serem agora um dos principais vetores da economia e da digitalização das organizações».
Esta apresentação teve lugar na Data with Purpose Summit, na NOVA Information Management School (IMS), em maio.

Que valor pode ser extraído através dos dados?
Os dados são também comparáveis a energias renováveis, tais como a energia eólica, hídrica ou solar, «uma vez que podem ser reutilizados e são também uma forma de gerar desenvolvimento económico e competitividade dentro das organizações», numa ótica sustentável.
Business Intelligence é o enquadramento mais utilizado para a gestão de dados dentro das organizações e encarrega-se de extrair, integrar e normalizar a informação. Um dos focos da NOVA IMS é precisamente capacitar os futuros trabalhadores destas áreas, garantindo que as tecnologias que são utilizadas fazem jus à procura no mercado de trabalho. Algumas das ferramentas mais utilizadas pelos alunos são a Azure, Power BI ou a Microsoft Fabric. «Um dos verticais é a educação, o outro vertical é o da inovação e da investigação», refere Bruno Jardim.
Como exemplo do valor que se pode extrair através da Business Intelligence, existem várias parcerias entre a NOVA IMS e entidades públicas, tais como o Ministério da Defesa e a Câmara Municipal de Lisboa. O foco destas iniciativas é «gerir dados e criar análises relativas aos recursos humanos, referentes às missões que existem na defesa».
Outro caso de sucesso é o projeto entre o Urban Analytics Lab, da Nova IMS, e o IVDP, a organização que gere a cadeia de produção de vinho do Porto. «O que fizemos foi extrair todos os dados do IVDP e cruzar com informação de sensores, dados climáticos e, através de uma plataforma de dados, ser capaz de criar uma camada de descrição e de previsão da quantidade de vinho que vai ser produzida, por exemplo», explicou. Esta plataforma demonstrou a evolução do processo de produção do vinho, desde a uva até à garrafa, graças à recolha e tratamento de dados complexos.
Este tipo de gestão «permite uma tomada de decisão muito mais informada por parte dos políticos, mas também das próprias pessoas, de todos os cidadãos».
Temos a grande responsabilidade de garantir que esses dados são aproveitados da melhor forma, dados com propósito, o que significa que nós devemos aproveitar, analisar e extrair o valor dos dados, sempre com consciência social e alinhados com os objetivos de desenvolvimento sustentável
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