Pedro Duarte: «A ambição de transformar esta crise numa oportunidade»

A atitude positiva de Pedro Duarte não nos deixa indiferente. O Diretor de Corporate, External & Legal Affairs na Microsoft Portugal e Presidente do Conselho para a Economia Digital da CIP chama a si as palavras de Churchill: “Nunca se deve desperdiçar uma boa crise…”.


«É a hora do foco estratégico do País se concentrar nas empresas inovadoras com capacidade de concorrer no mercado global e com capacidade de integrar as grandes cadeias de valor à escala internacional», sublinha.

Pede para pormos os olhos na inovação, enquanto pilar fundamental da economia digital, verde e circular.

E desvenda-nos ainda os dois eixos onde acredita que assentará o sucesso futuro nesta nova economia.

Colocámos a pergunta: Pode a tecnologia esmagar a curva da crise? a alguns líderes, Pedro Duarte aceitou o desafio:

«Vivemos um ano que a História recordará como particularmente difícil. O impacto da pandemia é inegável e já está refletido na taxa de desemprego, na recessão económica, nas desigualdades crescentes e até no equilíbrio individual e familiar de cada um. Mas é nestes momentos que devemos recordar as palavras sábias de Churchill: “Nunca se deve desperdiçar uma boa crise…”

O caminho tem de passar por uma atitude positiva, com a ambição de transformar esta crise numa oportunidade. É a hora do foco estratégico do País se concentrar nas empresas inovadoras com capacidade de concorrer no mercado global e com capacidade de integrar as grandes cadeias de valor à escala internacional.

A economia digital, verde e circular desafia o status quo, as rotinas, as tradições… E tem na inovação o seu pilar fundamental.

Há dois eixos onde assentará o sucesso futuro nesta nova economia. Em primeiro lugar, na infraestrutura tecnológica. As redes de conetividade, a utilização de plataformas cloud e o acesso a dados abertos serão absolutamente críticos para gerar dinâmicas económicas que favoreçam o investimento, a atração de capital, a competitividade e o crescimento. E em segundo lugar, não menos importante, o capital humano. Este é o momento certo para todos – Estado, empresas e sociedade – apostarmos na requalificação das pessoas, seja os desempregados mais estruturais, as vítimas do lockdown trazido pela COVID-19, aqueles que ainda estão a formar-se ou ainda aqueles que, estando no ativo, devem renovar competências e aptidões. Saibamos aproveitar esta oportunidade».

[O testemunho foi publicado na edição n.º 11 da revista Líder]

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