Pedro Matias: Quem vai “escrever” as linhas de código do algoritmo da Ética?

A grande questão que se impõe analisar e discutir hoje é como respeitar a Ética, essencial à vida dos seres humanos, neste quadro tecnológico.

Chegámos a um ponto de não retorno já que «as diversas tecnologias vão ser parte integrante da vida dos nossos filhos e netos», esta foi uma das convicções que a crise atual trouxe a Pedro de Almeida Matias, presidente do Conselho de Administração do ISQ.

Colocámos a pergunta: Pode a tecnologia esmagar a curva da crise? a alguns líderes, Pedro de Almeida Matias aceitou o desafio:

«Uma das coisas que esta crise demostrou é que a tecnologia faz cada vez mais parte da vida do ser humano e que o seu uso vai crescer exponencialmente nos próximos tempos. As diversas tecnologias, nomeadamente as baseadas no Digital, vão assumir um lugar de destaque na vida de todos nós e vão ser parte integrante da vida dos nossos filhos e netos.

Chegámos a um ponto de não retorno quanto ao uso de tecnologias digitais pelo que a grande questão que se impõe analisar e discutir hoje é como respeitar a ética, que é essencial à vida dos seres humanos, neste quadro tecnológico.

Num mundo em crescente mudança e em que diversos algoritmos comandam literalmente a nossa vida pessoal e profissional no quotidiano e no futuro, a grande questão parece ser quem vai “escrever” as linhas de código do algoritmo da ética e que algoritmo vai controlar os restantes…

Quanto à questão da crise económica prevê-se, infelizmente, que ela vai ser assustadoramente forte nos próximos anos de tal modo que os Governos terão eles próprios de se reinventar para lidar com este cenário/realidade.

A tecnologia vai ajudar muito, sem dúvida, mas sobretudo alguns setores específicos. Há áreas em que a tecnologia está lá, permite mais eficácia e eficiência, mas não permite inverter a tendência e a necessidade da presença física ou humana.»

[O testemunho foi publicado na edição n.º 11 da revista Líder]

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