Portugal está mais competitivo em 2020, segundo o ranking global do IMD

Portugal regista uma subida de duas posições face a 2019, escalando do 39.º para o 37.º lugar, de acordo com o ranking global de competitividade do IMD World Competitiveness Center.

Em Portugal, de acordo com os resultados deste ranking – que integra dados de desemprego, PIB e despesas do Governo em Saúde e Educação -, a mão de obra qualificada (75,9%), o custo de oportunidade (65,1%) e a estabilidade das infraestruturas (61,4%) continuam a ser os fatores que tornam a economia nacional mais atrativa.

“O ranking dos países mais competitivos a nível mundial continua a ser liderado por Singapura, registando-se uma subida da Dinamarca e da Suíça ao segundo e terceiro lugares”, escreve a Porto Business School, parceiro exclusivo do IMD World Competitiveness Rankings para a recolha de dados relativos a Portugal desde 2015.

Hong Kong e Estados Unidos da América, que integraram o top 3 de 2019, registam uma descida significativa face aos resultados do ano anterior. Hong Kong desce três posições (do segundo lugar para o quinto), enquanto os Estados Unidos da América descem do terceiro para o 10º lugar.

Segundo o ranking, este é o melhor resultado alcançado pelo nosso país desde 2018, o que reflete uma economia mais sólida, influenciada pela inflação dos preços ao consumidor, pela exportação de produtos e por receitas turísticas – fatores que figuram no topo da lista das suas maiores forças económicas.

De acordo com Daniel Bessa, economista e antigo reitor da Porto Business School, “Portugal recupera duas das seis posições perdidas em 2019. O resultado seria francamente melhor se não fossem alguns pontos fracos que continuam a prejudicar a nossa competitividade, vindos tanto das políticas públicas (53.ª, entre 63 países avaliados, em matéria de política tributária) como das empresas (52.ª, entre os mesmos 63 países, em matéria de práticas de gestão). Ajudam também muito pouco, agora em termos de ambiente económico global, os baixíssimos níveis tanto de poupança como de investimento, de tudo resultando uma expectativa de crescimento económico futuro muito baixo”.

Se, por um lado, os resultados do ranking de 2020 revelam que países com economias mais pequenas, situados no norte da Europa, estão a tornar-se mais competitivos, por outro lado, assistimos à descida de grandes potências como os Estados Unidos da América – que desce sete posições no ranking deste ano, do terceiro para o décimo lugar – mas também da China – que caiu do 14.º para o 20º. lugar. Já o Reino Unido escalou do 23.º lugar para o 19.º, o que poderá estar relacionado com a perceção criada pelo Brexit de um ambiente mais favorável e propício para as empresas.

“Com este declínio das grandes potências e a solidificação do sistema económico das mais pequenas, começam a surgir questões que levam a questionar o futuro da globalização e o que se avizinha para o quadro económico-financeiro mundial”, conclui a Porto Business School, escola de negócios cujos programas de formação para executivos estão no top 100 mundial, segundo o conceituado ranking dos programas de educação para executivos do Financial Times.

 

Top10 do ranking dos países mais competitivos a nível mundial:

  1. Singapura
  2. Dinamarca
  3. Suíça
  4. Holanda
  5. Hong Kong
  6. Suécia
  7. Noruega
  8. Canadá
  9. Emirados Árabes Unidos
  10. Estados Unidos da América©PedroSantos

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