Quais são os melhores dias para trabalhar a partir de casa?

O futuro do trabalho irá passar pela adoção de modelos híbridos, entre o presencial e o remoto, mas muitas empresas deparam-se com a questão de como organizar essa nova forma de trabalhar. A definição dos dias e horários de trabalho levanta várias dúvidas, e no caso de os funcionários terem opção de escolha, o The Economist ajuda a criar um modelo de trabalho híbrido e deixa algumas dicas sobre quais os melhores dias para ficar em casa.


Segunda-feira:
Nos séculos XVIII e XIX, quando as pessoas eram pagas aos sábados, o absentismo no primeiro dia oficial da semana de trabalho era de tal forma comum que ficou conhecido como “Segunda-feira Santa”. No contexto laboral, as segundas-feiras costumam ser o dia em que a equipa se reúne e define as prioridades para o resto da semana. Opte por ir para o escritório nesse dia e assim adiar o tempo de trabalho solitário para o final da semana. Irá criar uma boa impressão ao mostrar o seu entusiasmo e aparecer no escritório à segunda-feira.

Terça-feira: Poucos escolhem passar as terças-feiras em casa, pois divide a semana de trabalho em dois blocos desiguais. Então não há nada mais satisfatório do que ver os colegas a sair para o trabalho, enquanto fica em casa, de chinelos, a beber um café.

Quarta-feira: Dois dias de trabalho no escritório, um dia em casa, mais dois dias no escritório e depois um fim-de-semana de dois dias. Esta será uma escolha bem aceite pelas empresas, já que as segundas e sextas-feiras serão as opções mais populares.

Quinta-feira: Embora divida a semana de trabalho de maneira semelhante, este é um dia de trabalho a partir de casa menos satisfatório do que a terça-feira. Isto porque, tendo evitado ir ao escritório na quinta-feira, vai ter de repetir o processo no dia seguinte. Contudo, ao optar por este dia pode começar a pensar no fim-de-semana na quarta-feira à noite.

Sexta-feira: Tal como a segunda-feira, é uma escolha que levanta mais questões. Os colegas vão sorrir com conhecimento de causa quando disser que está “a trabalhar em casa” às sextas-feiras. É provável que receba telefonemas em vários momentos do dia a confirmar se está ou não a trabalhar. É verdade que as sextas-feiras tendem a ser dias mais relaxadas no escritório. Se realmente quer ausentar-se do trabalho, vá às sextas-feiras e aproveite o seu tempo de lazer num outro dia. E se for um funcionário dedicado que deseja manter uma boa reputação, não escolha a sexta-feira para ficar a trabalhar a partir de casa.

Algumas empresas podem permitir até dois dias de trabalho remoto, o que leva a outras combinações possíveis. Para evitar suspeitas, não escolha segunda/sexta ou quinta/sexta como a sua combinação de trabalho a partir de casa. Terça e quinta podem ser uma boa opção, pois significa que irá estar no escritório (e, portanto, visível) dia sim, dia não.

Há ainda a possibilidade de horários flexíveis. Os madrugadores podem aproveitar a oportunidade de começar a trabalhar às 8h, terminar às 16h e ainda ter o resto do dia. Mas, em muitas empresas, o chefe acorda cedo o que pode deixar o madrugador com todo o trabalho. Comece ao meio-dia e termine às 20h, não terá ninguém por perto a incomodar depois das 18h e anda pode jantar tranquilamente a ver Netflix. As regras estão a mudar tal como o potencial para as explorar, e para se vingar na era do trabalho remoto será preciso astúcia e pensamento tático.

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