«Quanto mais digitais, mais importante é o elemento humano», diz Elsa Carvalho

«Não queremos voltar atrás, mas também não queremos que este presente seja o futuro». As palavras são de Elsa Carvalho, diretora central de Recursos Humanos da Caixa Geral de Depósitos. Quem a conhece atribui-lhe a inquietação certa para fazer acontecer.


Habituada a grandes desafios, Elsa está consciente que vivemos tempos de aprendizagem intensa, exigente e acelerada. Ingressou a CGD em julho do ano passado, assumiu a missão do desenho e implementação de políticas corporativas para o mercado doméstico (em Portugal) e o seu alinhamento com o mercado Internacional. Depois de mais de uma década em consultoria em projetos e setores de atividade distintos, e de ter desenvolvido a atividade em desafios tão divergentes quanto o setor Automóvel, a Saúde e a Energia.

Hoje, são tempos em que as empresas aceleraram a jornada que já tinham iniciado, reinventando a forma de trabalhar, capitalizando a tecnologia. E a CGD não é exceção, aliás Elsa quer torná-la, juntamente com a sua equipa, best in place para o mercado e o setor bancário, desenvolvendo um branding atrativo.

«Possibilitamos os meios e aprendemos a ser produtivos. Experimentamos e gerimos as nossas equipas a trabalhar à distância. Vivemos num novo equilíbrio – onde confiança e responsabilidade se tornam valores ainda mais fundamentais», conta a diretora central de Recursos Humanos parte do caminho já traçado.

Visivelmente contente com a abrangência da CGD, em termos de dimensão, stakeholders, áreas de responsabilidade e complexidade, a par com o desafio de transformação no setor, Elsa diz estar num projeto único, atrativo e desafiante.

Em conversa com a Líder, a diretora central de RH chama ainda a atenção para os momentos de interação presenciais e socialização, fundamentais para a cultura da empresa. E não esquece que a liderança terá igualmente que evoluir.

Colocámos a pergunta: Que tipo de cultura faz sentido assumir no “novo normal”? a alguns diretores de Pessoas, Elsa Carvalho aceitou o desafio:

«Vivemos tempos diferentes. Esta pandemia trouxe-nos uma aprendizagem e uma necessidade de adaptação rápida e não programada. São tempos em que as empresas aceleraram a jornada que já tinham iniciado, reinventando a forma de trabalhar, capitalizando a tecnologia.

Possibilitamos os meios e aprendemos a ser produtivos. Experimentamos e gerimos as nossas equipas a trabalhar à distância. Vivemos num novo equilíbrio – onde confiança e responsabilidade se tornam valores ainda mais fundamentais. Esta é uma aprendizagem intensa, exigente e acelerada.

Experimentamos os benefícios de novas formas de trabalho para todas as partes – colaboradores, empresas e ambiente. Percecionamos igualmente o que nos faz falta e o que nos diferencia como pessoas. Não queremos voltar atrás mas, também não queremos, que este presente seja o futuro.

Precisamos de trabalhar um modelo flexível onde complementar o presencial e o remoto seja uma realidade. Os momentos de interação presenciais e a socialização são fundamentais para a cultura da empresa, potenciando a capacidade de conexão, espontaneidade, inovação e criatividade. Temos uma oportunidade única para uma cultura de empresa onde modelos colaborativos e de interação humana possam ser repensados.

A liderança terá igualmente que evoluir. Para uma liderança focada numa cultura de empresa de maior confiança e responsabilização. Um maior focus no trabalho por resultados será um desafio crescente. O desafio é agora na continuidade na disrupção. Com a certeza de quanto mais digitais nos tornamos, mais importante é o elemento humano.»

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