Quanto mais ocupado estiver, mais necessita de silêncio

A autora da coleção Harry Potter JK Rowling, o biógrafo Walter Isaacson e o psiquiatra Carl Jung gerem o seu tempo de forma disciplinada para conseguirem cultivar períodos de profundo silêncio. Vários políticos americanos descreveram também períodos estruturados de silêncio como fatores importantes para o seu sucesso.

Estudos recentes, citados pela Harvard Business Review, mostram que reservar tempo para o silêncio restaura o sistema nervoso, ajuda a sustentar a energia e condiciona a nossa mente a ser mais adaptável aos ambientes complexos em que vivemos, trabalhamos e lideramos.

Imke Kirste, da Duke Medical School, descobriu recentemente que o silêncio está associado ao desenvolvimento de novas células na principal região cerebral associada à aprendizagem e à memória.

O médico Luciano Bernardi descobriu que dois minutos de silêncio inseridos entre peças musicais se mostraram mais estabilizantes para os sistemas cardiovascular e respiratório do que a música classificada como “relaxante.”

E um estudo de 2013 do Journal of Environmental Psychology, baseado numa pesquisa com 43 mil trabalhadores, concluiu que as desvantagens do ruído e da distração associadas aos escritórios em open space superavam os benefícios esperados, mas ainda não comprovados, com políticas para aumentar a moral e a produtividade a partir de interações não planeadas.

Mas cultivar o silêncio não é apenas obter alívio das distrações de conversas ou tweets do escritório. O verdadeiro silêncio sustentado, do tipo que facilita o pensamento claro e criativo, acalma as conversas internas e externas.

Quando estamos constantemente fixados na agenda verbal – o que dizer a seguir, o que escrever a seguir, o que twittar a seguir – é difícil abrir espaço para perspetivas verdadeiramente diferentes ou ideias radicalmente novas. É difícil entrar em modos mais profundos de escuta e atenção. E é aí que as ideias verdadeiramente novas podem ser encontradas.

Mesmo as pessoas incrivelmente ocupadas podem cultivar períodos de tempo em silêncio de forma sustentada. Siga estas práticas da Harvard Business Review.

Intercale reuniões com cinco minutos de silêncio. Se conseguir fechar a porta do escritório, retirar-se para um banco do parque ou encontrar outro refúgio tranquilo, é possível reiniciar usando a meditação ou reflexão.

Passe uma tarde silenciosa na natureza durante duas ou três horas. A imersão na natureza pode ser a melhor opção para melhorar as capacidades de pensamento criativo.

Desligue o e-mail por várias horas ou até um dia inteiro. Ou tente “jejuar” de notícias e entretenimento. Embora ainda haja muito barulho ao seu redor – família, conversas, sons da cidade -, pode beneficiar ao descansar as partes da mente associadas a obrigações intermináveis ​​de trabalho.

Mergulhe num retiro de meditação. Mesmo um pequeno retiro é sem dúvida a maneira mais direta de se voltar para uma escuta mais profunda e despertar a intuição. O jornalista Andrew Sullivan descreveu recentemente a sua experiência num retiro de silêncio como “a melhor desintoxicação.” Ele disse: “A minha respiração diminuiu. O meu cérebro acalmou-se.”

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