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Home Gestão de Pessoas Notícias Trabalho Quer trazer os trabalhadores de volta ao escritório? Estas são as tendências que estão a transformar os espaços

Trabalho

Quer trazer os trabalhadores de volta ao escritório? Estas são as tendências que estão a transformar os espaços

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27 Agosto, 2026 | 5 minutos de leitura

Flexibilidade, bem-estar, sustentabilidade, tecnologia e segurança estão a redefinir os espaços de trabalho. Com o avanço dos modelos híbridos, as empresas procuram adaptar os edifícios existentes às novas formas de trabalhar, colaborar e atrair talento.

Os modelos de trabalho híbridos já são quase regra, mas a presença no escritório tem vindo a ganhar protagonismo, mas os empregadores a quererem os trabalhadores mais dias nos escritórios. Segundo um estudo da JLL, 62% das organizações exigem um número fixo de dias no escritório, contra 49% em 2025 e 28% em 2022. Os modelos totalmente flexíveis também diminuíram de 40% em 2022 para 14% em 2026;

É neste contexto que a reabilitação dos espaços de trabalho ganha importância, permitindo adaptar os espaços existentes às exigências de flexibilidade, sustentabilidade, tecnologia e bem-estar. A GesConsult identifica cinco tendências que estão a marcar esta transformação.

Segundo Nuno Garcia, Diretor-Geral da empresa, a evolução do mercado está a conduzir à criação de ambientes que colocam «a sustentabilidade, a eficiência e o bem-estar dos colaboradores no centro da decisão».

 

1. Escritórios mais flexíveis e preparados para a colaboração

O trabalho híbrido está a reduzir a predominância dos postos fixos e das secretárias individuais. Em alternativa, começam a surgir áreas partilhadas e espaços multifuncionais, pensados para responder a diferentes tarefas e momentos do dia.

Salas destinadas a reuniões, zonas de trabalho informal, espaços para chamadas ou videoconferências e áreas de concentração individual podem coexistir no mesmo escritório. O objetivo passa por permitir que cada espaço seja adaptado às necessidades das equipas, sem desvalorizar a identidade ou as características arquitetónicas dos edifícios existentes.

A flexibilidade torna-se, assim, uma condição essencial para criar ambientes mais funcionais, modernos e capazes de acompanhar a evolução das organizações.

 

2. Bem-estar ganha espaço nos projetos de reabilitação

À medida que o escritório se afirma como um local de relação e colaboração, o conforto dos trabalhadores assume maior relevância. A valorização da iluminação natural, a qualidade acústica e a integração de elementos verdes são algumas das soluções que começam a ganhar espaço nos projetos.

O isolamento e a absorção acústica podem ajudar a reduzir o ruído, favorecendo a concentração e a produtividade. Já a presença de plantas e de espaços verdes contribui para a criação de ambientes de trabalho mais agradáveis e saudáveis.

A reabilitação deixa, por isso, de estar centrada apenas na dimensão física ou estética do edifício. A experiência de quem utiliza o espaço passa também a ser considerada durante a conceção do projeto.

 

3. Sustentabilidade e critérios ESG chegam aos edifícios

A adaptação dos escritórios existentes representa uma oportunidade para melhorar o desempenho ambiental e energético dos edifícios. Esta preocupação está a aumentar a procura por soluções de eficiência energética e por certificações como LEED ou BREEAM.

Também a escolha dos materiais começa a ser feita com maior atenção à respetiva duração e impacto ambiental. Materiais recicláveis, biodegradáveis ou produzidos segundo critérios de sustentabilidade podem contribuir para reduzir a pegada associada às obras e à utilização futura dos edifícios.

A reabilitação permite ainda prolongar a vida útil dos imóveis e adaptar estruturas já existentes, evitando que a transformação dos espaços dependa exclusivamente de novas construções.

 

4. Tecnologia transforma escritórios em edifícios inteligentes

A digitalização dos espaços de trabalho é outra das tendências identificadas pela GesConsult. Os edifícios começam a integrar sistemas capazes de ajustar o funcionamento dos equipamentos à ocupação e às necessidades dos utilizadores.

Sistemas inteligentes de iluminação e climatização, sensores de presença e luminosidade e ferramentas de monitorização da utilização das salas de reunião permitem gerir os recursos com maior eficiência.

Além de apoiarem os modelos híbridos, estas soluções podem ajudar a perceber como os espaços são efetivamente utilizados. A informação recolhida permite ajustar o funcionamento do edifício, evitar desperdícios e tomar decisões mais fundamentadas sobre a organização das áreas de trabalho.

 

5. Segurança torna-se parte da gestão inteligente dos espaços

A segurança continua a ser um elemento central na conceção e reabilitação dos escritórios. Sistemas de controlo de acessos, videovigilância, deteção de incêndios e alarme ajudam a reforçar a proteção dos trabalhadores e dos ativos das empresas.

A integração destas soluções permite também melhorar a gestão dos edifícios e assegurar o cumprimento dos requisitos legais. Num espaço de trabalho cada vez mais tecnológico e flexível, a segurança deve acompanhar a evolução das formas de utilização e circulação.

Redação,
Equipa editorial Líder

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