Radar COVID-19: Executive Search em tempos de emergência

Líder não quer passar ao lado deste grande desafio de liderança chamado COVID-19, por isso mesmo está a falar com alguns dos principais CEO das nossas empresas e organizações para nos responderem a algumas questões. Neste caso, Carlos Sezões, partner da Stanton Chase Portugal, explica como a maioria dos projectos de Executive Search, Consultoria ou Executive Coaching estão a ser executados à distância.


Mudam-se os tempos, mudam-se as fórmulas e na Stanton Chase já se convertem programas de Executive Coaching em programas online, com sessões através de conference call, mantendo a sua eficácia e impacto.

Carlos Sezões, partner da multinacional de Executive Search em Portugal, assumiu há precisamente um mês a responsabilidade de HR Practice da Stanton Chase para os mercados EMEA. Um desafio que, em circunstâncias normais, o faria viajar entre a Europa, África e o Médio Oriente. Mas mesmo quando a realidade o força a adiar alguns sonhos e a revisitar filmes como Mad Max ou Blade Runner, Carlos Sezões diz estar sereno. Facto é que já apetrecharam a empresa do devido Estado de Emergência.

Em entrevista, via email, explica estar focado, com resiliência, no futuro.

O que é mais assustador nesta crise de saúde pública mundial?
O mais assustador é a imprevisibilidade do fenómeno, seja na duração como na intensidade, fruto do escasso conhecimento de que dispomos sobre o vírus.

Quais as medidas implementadas para assegurar a saúde dos vossos colaboradores?
A Stanton Chase Portugal decidiu aplicar a partir do dia 16 de março o seu plano de contingência COVID-19. As equipas dos dois escritórios (Lisboa e Porto) foram convidadas e a trabalhar de modo remoto a partir das suas casas. Continuamos, pois, ao dispor dos nossos clientes, candidatos e parceiros através dos canais à distância (video-call, telefone e email) para qualquer necessidade. As reuniões presenciais foram restringidas ao mínimo, assegurando assim a segurança e saúde de todos.

Que impacto no negócio?
Quantificar o impacto ainda é cedo. Será relevante mas, esperemos, não será dramático. A maioria dos projetos, seja de Executive Search, de Consultoria ou de Executive Coaching pode ser executado à distância. O maior impacto será a difícil do ciclo de decisão que, nestes contextos, tende a ser mais longo, com projetos adiados.

É possível já começar a desenhar algumas medidas a esse nível?
Para começar ter uma atitude positiva, com realismo em relação ao contexto mas focados nas soluções. Depois, ser práticos e criativos.  Por exemplo, converter programas de Executive Coaching em programas online, com sessões através de conference call, mantendo a sua eficácia e impacto.

Nestas circunstâncias como pensam atuar?
Manter os “rituais” de contacto e engagement da equipa (todos com todos). Mas já estamos a trabalhar em soluções.

Já tinham vivido um desafio destes?
Não, nunca, de todo. Nem no 9/11 nem na crise financeira de 2008/2009 se viu uma situação destas.

Qual o papel que o Estado deve assumir perante as empresas?
Acima de tudo, simplificar e flexibilizar, em termos de gestão do quadro de pessoal e no cumprimento das obrigações fiscais, com adiamentos que facilitem o seu cumprimento. E depois, claro, pacotes financeiros de ajuda à economia (que, aqui, pressupõe um acordo integrado, ao nível da União Europeia).

Conselhos que deixa aos portugueses que lideram outras empresas ou organizações?
Serenidade, resiliência e visão de futuro. O Mundo continuará depois deste surto e importa pensar nos mercados do futuro (que necessidades, que formas de as suprir, que competências e tecnologias aplicar).

E aos portugueses em geral?
Civismo, calma e o espírito positivo que já mencionei.

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