Radar COVID-19: «Minimizar o impacto desta crise na vida das pessoas»

A atividade da Multipessoal está diretamente relacionada com a sua visão: “ser a primeira escolha no mundo do trabalho, disponibilizando mais do que oportunidades de emprego, o suporte necessário em todo o processo”. E nos tempos actuais, esta tarefa não parece estar facilitada.


Neste momento, existem alguns setores onde não vai ser possível manter no ativo as contratações. Mas António Valério, CEO da Multipessoal, garante estar a dar o seu melhor para conseguir ter sucesso na realocação dos colaboradores, que ficaram sem trabalho.

Por isso, os desafios da Multipessoal são de peso. E a comunicação tem sido o farol do CEO e a forma de manter a proximidade e garantir que, tanto os colaboradores diretos como os colocados em clientes, têm acesso aos esclarecimentos necessários.

Mas já em fevereiro, tinham sido implementadas as medidas preventivas, seguindo as recomendações da Direção Geral de Saúde (DGS), mesmo antes do primeiro caso de COVID-19 em Portugal, a 2 de março. «Aumentámos a frequência de limpeza e desinfeção das nossas instalações, bem como disponibilizámos materiais para que cada colaborador proceda corretamente à sua higienização. Neste momento, a maior parte dos colaboradores estão a trabalhar remotamente, e para aqueles que precisam de se deslocar ao escritório disponibilizámos refeições para diminuir ao máximo o número de saídas necessárias do nosso espaço. Adicionalmente, encerrámos ao público os nossos espaços físicos de atendimento, encaminhando os nossos colaboradores e candidatos para os nossos habituais canais alternativos, estando também a desenvolver uma linha de atendimento», explica.

Em conversa com a Líder, antes do anúncio das medidas de desconfinamento, António Valério reforçou a importância da proximidade. «Este é um momento não só desconhecido, como delicado para todos e acredito que a cooperação e solidariedade serão fundamentais para que se reestabeleça a normalidade, tanto para as pessoas e profissionais, como para as empresas».

O que é mais assustador nesta crise de saúde pública mundial?
O mais preocupante serão sempre os danos causados nas pessoas. Naturalmente que as preocupações económicas são uma questão, e claro, estão diretamente relacionadas com o bem-estar das pessoas. No entanto, acredito que devemos olhar para os esforços de todos e parabenizar as atitudes individuais e colectivas no combate a esta pandemia. Desde o trabalho realizado por profissionais nas mais variadas áreas para garantir tanto a proteção da saúde e bem-estar de cada um de nós, como também a continuidade de um conjunto de atividades fundamentais para o funcionamento da economia e da sociedade de uma forma geral.

Quais as medidas implementadas para assegurar a saúde dos vossos colaboradores?
Com todos os nossos colaboradores prezámos, antes de mais, a comunicação e informação de modo a garantir que, tanto os colaboradores diretos como colocados em clientes, têm acesso aos esclarecimentos necessários.
Na Multipessoal implementámos medidas preventivas desde fevereiro, seguindo as recomendações da DGS. Aumentámos a frequência de limpeza e desinfeção das nossas instalações, bem como disponibilizámos materiais para que cada colaborador proceda corretamente à sua higienização. Neste momento, a maior parte dos colaboradores estão a trabalhar remotamente, e para aqueles que precisam de se deslocar ao escritório disponibilizámos refeições para diminuir ao máximo o número de saídas necessárias do nosso espaço. Adicionalmente, encerrámos ao público os nossos espaços físicos de atendimento, encaminhando os nossos colaboradores e candidatos para os nossos habituais canais alternativos, estando também a desenvolver uma linha de atendimento dedicada para que possamos de forma mais célere tratar questões contratuais e esclarecer todas dúvidas dos nossos colaboradores. Em todo o caso, continuamos atentos à evolução desta pandemia no sentido de identificar e implementar novas medidas que se considerem necessárias ao controlo da mesma.


Que impacto no negócio?
Neste momento, e face à dificuldade de previsão dos reais impactos que esta pandemia irá ter nas economias e nas sociedades em termos gerais, é difícil avaliar de forma objetiva os impactos no nosso negócio. Aquilo que podemos dizer à data de hoje, é que serão bastante significativos ao nível da economia global, e consequentemente ao nível da economia portuguesa e no nosso setor em particular.


É possível já começar a desenhar algumas medidas a esse nível?
Garantindo a proximidade de todos aqueles que colaboram connosco: clientes, colaboradores, candidatos e parceiros. Este é um momento não só desconhecido, como delicado para todos e acredito que a cooperação e solidariedade serão fundamentais para que se reestabeleça a normalidade, tanto para as pessoas e profissionais, como para as empresas. Adicionalmente, é fundamental que o mundo empresarial esteja atento a todas as alterações de comportamentos das pessoas e das sociedades no sentido de conseguir ajustar rapidamente os modelos de negócio às novas realidades.

Situação complexas em concreto que enfrentam e com pensam atuar?
Neste momento existem alguns setores onde não vai ser possível manter no ativo as contratações em colaboração com a Multipessoal. No entanto, estamos a dar o nosso melhor para conseguirmos ter sucesso na realocação destes colaboradores em outras oportunidades de emprego/outros setores de atividade, no sentido de minimizar o impacto desta crise na vida das pessoas.

Já tinham vivido um desafio destes?
Pessoalmente não. A maior crise que vivi presencialmente foi a grande crise dos mercados financeiros em 2008, a qual em termos de dimensão e impacto vai ficar muito aquém da que estamos a viver atualmente.

Qual o papel que o Estado deve assumir perante as empresas?
As primeiras preocupações do Estado foram, e bem, de foro social com a criação de medidas que permitam a manutenção do maior número de postos de trabalho possível. Consoante se vão percebendo as implicações desta realidade na economia vão aumentando, também, as medidas de apoio do Estado às empresas, de forma a tentar minimizar o impacto desta pandemia. Medidas como a disponibilização de linhas de financiamento com condições especiais e benefícios fiscais são algumas das novidades e, a seu tempo, outros apoios irão surgir para fazer face a esta crise de dimensão mundial.

Conselhos que deixa aos portugueses que lideram outras empresas ou organizações?
Neste momento acredito que o mais importante seja priorizar o que é, efetivamente, prioritário: as pessoas, a saúde e proteção de cada um dos profissionais que lideramos. Nesta fase, e em especial com os colaboradores que estão em regime de teletrabalho, considero primordial manter uma liderança muito próxima, privilegiando o contacto direto com cada um dos colaboradores, sempre que possível, ou em alternativa com grupos de colaboradores. Adicionalmente, é fundamental manter todas as pessoas devidamente informadas sobre as medidas que tomamos, bem como estarmos totalmente disponíveis para quaisquer esclarecimentos que sejam necessários.
Bem sei que do ponto de vista de gestão é difícil tomar medidas que impliquem a paragem parcial ou total das nossas empresas. Mas neste momento estou plenamente convicto que não temos outro caminho. Só assim é que conseguiremos controlar esta pandemia, garantindo o bem-estar em termos de saúde da nossa sociedade, criando condições para que as pessoas possam voltar à sua rotina com segurança, e com isso as empresas e a economia voltem a funcionar com a devida normalidade. É uma obrigação e um “investimento” que nesta fase todos deveremos fazer.

E aos portugueses em geral?
Aos portugueses o meu conselho é que atuem de forma responsável e cumpram todas as recomendações das organizações especializadas, nomeadamente da DGS e da Organização Mundial de Saúde (OMS). Que saiam de casa somente para fazerem as tarefas que forem estritamente necessárias e que continuem a ser compreensivos e solidários como mostraram ser capazes até agora.
A nível da Multipessoal iremos continuar a garantir que tomaremos as medidas necessárias para proteger os nossos colaboradores, minimizando ao máximo o contacto social entre os mesmos. Adicionalmente, estamos disponíveis para os nossos clientes e candidatos através dos nossos contactos digitais e da nossa plataforma de emprego. Continuamos, e continuaremos sempre prontos, quando e sempre que formos precisos.

 

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