Radar COVID-19: PHC Software em modo remoto

Líder não quer passar ao lado deste grande desafio de liderança chamado COVID-19, por isso mesmo está a falar com alguns dos principais CEO das nossas empresas e organizações para nos responderem a algumas questões. Neste caso, Ricardo Parreira, CEO da PHC Software, partilha o seu plano de contingência global para “vencer o vírus”.


Passou de “Business at Speed” para “Business at Home”. O claim da PHC Software adaptou-se, fruto das exigências dos tempos.

Ricardo Parreira, CEO da multinacional portuguesa especialista em soluções tecnológicas de gestão, decidiu eliminar todo o contacto físico desnecessário e, por isso, 96% dos colaboradores encontram-se a trabalhar de casa. E, atenção, isso significa manter operacionais 200 colaboradores via remota, seja em Lisboa, Porto, Madrid e Lima. As únicas operações que não sofreram adaptações, por enquanto, são as de Luanda e Maputo. De resto, apenas funções cuja presença física é necessária é que se deslocam ao escritório, mas, mesmo aí, fazem escalas para controlo. Também as reuniões internas e externas são realizadas por videoconferência.

É claro que o trabalho remoto já era uma realidade na PHC Software, mas a esta escala é uma nova realidade, que os obrigou a implementar medidas extra. “Por exemplo, passamos a ter uma sessão diária, em modo remoto, para toda a empresa, onde falo a todos e todos me podem colocar questões. É uma forma de manter a proximidade e a nossa cultura, num tempo em que não estamos juntos no mesmo local”, conta Ricardo Parreira.

Em entrevista, por email, explica-nos o que está a fazer, juntamente com a sua equipa, para que a empresa não encerre, mantendo os mesmos níveis de atividade, e como estão a digitalizar o PHC Open Minds – o maior evento da empresa para mil pessoas.

O que é mais assustador nesta crise de saúde pública mundial?
A desinformação é capaz de ser o que mais me assusta. Numa situação destas não podemos estar expostos ao fenómeno das fake news nas redes sociais, pois dificultam o combate ao vírus. Temos de seguir as fontes credíveis. Só assim será possível, todos juntos, combatermos o vírus.

Quais as medidas implementadas para assegurar a saúde dos vossos colaboradores?
Implementámos, desde o primeiro momento, um plano de contingência que previa diferentes cenários. Neste momento, passámos para uma fase de eliminar todo o contato físico desnecessário e, por isso, 96% dos colaboradores da PHC encontram-se em trabalho remoto. Todas as reuniões, internas e externas, só podem ser efetuadas por videoconferência. Apenas funções cuja presença física é necessária é que se deslocam ao escritório, mas mesmo aí fazem escalas para controlo.

Que impacto no negócio?
Estamos a fazer todos os esforços para que o impacto seja o mínimo possível. Nesta fase, a prioridade é parar o vírus. E depois teremos de combater a segunda parte da guerra, que será a recuperação económica. A crise será grande e será uma luta tão dura como a que enfrentamos neste momento. Teremos de combater nas duas frentes.

Como contornar esse impacto? É possível já começar a desenhar algumas medidas a esse nível?
A primeira medida está tomada: garantir que a PHC Software não está encerrada e que continuamos a nossa atividade, mesmo que num molde distinto. As empresas têm de se adaptar a esta nova realidade. Um exemplo de uma medida foi não cancelarmos o nosso maior evento: PHC Open Minds. Perante a contingência, alterámos o evento físico para um formato digital, este é um exemplo de que temos de usar os meios disponíveis para garantir que, dentro do possível, não paramos e o efeito será o menor possível.

Situação complexas em concreto que enfrentam e como pensam atuar?
A primeira situação foi a impossibilidade de organizar um evento para cerca de mil pessoas, que já tinha cinco meses de preparação e trabalho. Tivemos de tomar uma decisão rápida e passámos o evento para formato digital, que se assemelha a um programa de televisão. Queremos garantir que os parceiros PHC têm acesso ao evento e às nossas novidades para este ano. Depois, ter a empresa em modo remoto é um desafio. Pois, apesar do trabalho remoto ser uma realidade na PHC, é a primeira vez que acontece nesta escala, o que nos obriga a implementar medidas extra. Por exemplo, passámos a ter uma sessão diária, em modo remoto, para toda a empresa, onde falo a todos e todos me podem colocar questões. É uma forma de manter a proximidade e a nossa cultura, num tempo em que não estamos juntos no mesmo local.

Já tinham vivido um desafio destes?
Já vivemos surtos, como o da Gripe A, e sempre implementámos medidas de contingência. Mas esta foi a primeira que nos obrigou a medida extremas como ter 96% das pessoas a trabalhar a partir de casa. É um cenário novo, mas que estamos a lidar com serenidade, adaptação rápida e preocupação com todos.

Qual o papel que o Estado deve assumir perante as empresas?
A questão é muito complexa, porque existem diferentes tipos de empresas. Seja qual for a situação, deve garantir que o país não vai ficar parado. O país não pode parar.

Conselhos que deixa aos portugueses que lideram outras empresas ou organizações?
Garantam a segurança das pessoas e implementem formas de trabalho remoto. Foi o que fizemos. É importante lutarmos todos contra o vírus, e essa luta é tanto pela segurança como pela continuação da atividade económica. Mantenham as empresas a trabalhar e a produzir, com a máxima segurança para as pessoas. E hoje é possível com a tecnologia que temos à nossa disposição.

E aos portugueses em geral?
Procurem fontes credíveis de informação e reduzam comportamentos de risco. Com boa informação e as atitudes certas, vamos vencer o vírus.

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