Radar Portugal: O que precisamos mudar?

Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?

Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião na Líder e serão capa. Na verdade, esta iniciativa surge no seguimento de uma capa publicada por outro órgão de comunicação social onde só era refletida a opinião de homens, 14 homens.

A justificação foi a ausência de respostas de mulheres. A Líder contactou 14 mulheres e responderam 12. A taxa de participação foi de 85,7%. A seguir continuaremos com mais 14 personalidades de cada um dos grupos referidos.

Na Líder, a capa é para Todos.

 

Isabel Neves é CEO da StarBusy –  Investimentos & Inovação

O Mundo vive tempos de mudança de paradigma, tempos de disrupção, em que existe uma enorme necessidade de encontrar respostas e soluções para os problemas sociais e económicos que essa mudança comporta.

Vivemos em plena era da globalização, num espaço digital, em que as comunicações se fazem à distância de um click e em que trabalhamos, compramos e divertimo-nos à frente de um pequeno ecrã.

Aquilo que ainda há pouco pensávamos ser o “Futuro” e “Ficção Científica” já chegou!  É o presente.

E agora?

Não será fácil decerto, nem ninguém tem uma varinha de condão para dar resposta imediata a todos os problemas que esta viragem comporta, nas nossas vidas e na sociedade. Qualquer que seja a solução, ela passa pelo aproveitamento da criatividade, da capacidade de inovar, de realizar, de criar valor, do talento de TODOS que temos de nos saber reinventar para dar resposta aos desafios.

Sabemos que Portugal precisa de uma Liderança forte, de uma Estratégia Global que promova o seu desenvolvimento económico, a coesão social e a diminuição das assimetrias regionais; de políticas estáveis; de um pacto de estabilidade que permita as reformas estruturais que vêm sendo adiadas há décadas, de alterar a política fiscal, de ensino, industrial, agrícola… sim é verdade precisamos de tudo isso.

Mas nada mudará se as lideranças se mantiverem iguais e se não forem obrigadas a mudar e quem tem o poder da mudança somos nós, os cidadãos, a sociedade civil.

Essa sociedade que se sente pouco estimulada, que pouco ou nada participa, que se demite de intervir nos momentos críticos em que o país precisa da ajuda de todos, porque a forma de fazer política está anquilosada, esgotada, pouco motivadora, sobretudo para os mais jovens.

É necessário que a sociedade se mobilize e participe ativamente na discussão dos problemas e das questões que a afetam, para que, então, os Líderes sejam capazes ou forçados a compreender a necessidade de mudança na forma de pensar a política e de a voltar a colocar ao serviço de todos.

Portugal tem muita gente com talento e precisa de todo o seu acervo de criatividade e capacidade empreendedora.

Precisa de mais esperança e menos pessimistas.

“Não pergunte o que o seu País pode fazer por si, pergunte o que pode fazer pelo seu País”            

John Fitzgerald Kennedy

 

 

 

 

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