Radar Portugal: O que precisamos mudar?

Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?

Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião na Líder e serão capa. Na verdade, esta iniciativa surge no seguimento de uma capa publicada por outro órgão de comunicação social onde só era refletida a opinião de homens, 14 homens.

A justificação foi a ausência de respostas de mulheres. A Líder contactou 14 mulheres e responderam 12. A taxa de participação foi de 85,7%. A seguir continuaremos com mais 14 personalidades de cada um dos grupos referidos.

Na Líder, a capa é para Todos.

Luísa Lopes é neurocientista e Group Leader do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes – Faculdade de Medicina de Lisboa

O que queremos para Portugal? Um País destemido.

A educação e o mérito precisam de ser valorizados em detrimento das relações pessoais, por forma a que a qualidade e diversidade das competências aumente. Seria desejável sermos mais ambiciosos em termos globais e menos complacentes com más práticas, tais como os conflitos de interesse e a corrupção, que são um verdadeiro entrave ao desenvolvimento do país.

Precisamos de apostar num país com políticas fiscais mais dinâmicas, menos burocratizadas, onde o empreendedorismo seja incentivado e reconhecido, bem como as parcerias público-privadas que seja na Saúde, na Educação ou outras. Com forte supervisão e maior exigência nos serviços públicos, que devem ser de acesso universal e tendencialmente gratuito.

Isso só se consegue com geração de maior riqueza, criação de competências a nível académico, artístico, técnico, aposta forte na educação de qualidade, no espírito de iniciativa, evitando uma cultura de atalhos e a tradição de premiar a mediocridade e a adulação.

Investir na informação, no jornalismo de qualidade e no sentido crítico individual, a par de uma Justiça isenta e eficiente, como garante de uma sociedade democrática, justa e exigente. Cujos orgãos se auto-regulem ao invés de se tornarem corporativos e camuflados.

Um Portugal de futuro, corajoso.

 

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