Sabe quem foi o CEO português mais falado nos media?

António Mexia, ex-presidente do Conselho de Administração Executivo da EDP, foi o líder com mais visibilidade nos media nacionais e Alexandre Fonseca, CEO da Meo/Altice, foi quem teve a cobertura mediática mais favorável, segundo um estudo da Carma, empresa de Media Intelligence, sobre a atividade mediática.


Quem foram os gestores mais falados em 2020? Por bons ou maus motivos? Como é que a pandemia os afetou ou beneficiou? Estas foram algumas questões colocadas pela empresa no relatório “CEO Media Report Portugal 2020″.

António Mexia foi um dos CEO com uma avaliação de favorabilidade mais baixa ocupando a penúltima posição no top 10 em 2020. A justificação pode estar na “investigação sobre as rendas excessivas, que se transformou num caso de justiça, e que ditou a suspensão do cargo que ocupava na EDP, justifica a baixa favorabilidade”, defende a Carma.

Após uma análise a milhares de notícias sobre os líderes das empresas mais mediáticas do País, a Carma revela um conjunto de conclusões sobre a reputação e relevância mediática dos principais gestores empresariais nos meios de comunicação social nacionais em 2020.

Alexandre Fonseca não é dos CEO com maior visibilidade nos media, mas lidera os índices de favorabilidade do estudo. “Em tempo de pandemia, o setor das Telecomunicações mostrou-se imprescindível para manter a economia a funcionar e a visão do futuro deste líder faz dele um dos CEO com imagem mediática mais positiva.”

Miguel Stilwell de Andrade, CEO interino da EDP que sucedeu a António Mexia, apesar de ter menos visibilidade, consegue uma imagem mediática mais positiva que o seu antecessor na EDP.

Antonoaldo Neves, ex-Presidente da TAP, é o segundo CEO com maior visibilidade. “Apesar de estar a conseguir diminuir o prejuízo da TAP, várias polémicas fizeram Antonoaldo sair pela porta dos fundos. Apresenta, por isso, a favorabilidade mais baixa deste ranking.”

Ramiro Sequeira, atual Presidente da TAP, assumiu provisoriamente as rédeas da TAP até que o Governo encontre alguém para o cargo. Com a saída de Antonoaldo Neves, Ramiro Sequeira teve como principal missão a apresentação de um plano de reestruturação da empresa, para que esta possa sobreviver com as ajudas vindas da União Europeia. Ocupa a segunda posição no ranking com uma favorabilidade muito positiva.

Pedro Soares dos Santos, CEO do Pingo Doce (Grupo Jerónimo Martins), tem a menor exposição mediática ao registar o menor volume de artigos na imprensa, mas ocupa a terceira posição no ranking de favorabilidade, com avaliação muito positiva.

Nuno de Freitas, Presidente da CP, é o CEO com a segunda menor exposição mediática. No entanto, em termos de favorabilidade consegue figurar no meio da tabela.

João Bento, CEO dos CTT, ocupa a terceira posição em termos de exposição mediática e consegue figurar no meio da tabela de favorabilidade.

De acordo com Luís Garcia, Managing Director da Carma em Portugal & Africa, “num período que abalou a confiança, intensificou-se a pressão sobre os CEO para fornecer orientação e segurança aos acionistas, colaboradores e clientes. Este relatório identifica como é que os CEO das maiores marcas e empresas de Portugal se destacaram durante um ano de extremos desafios e adversidades.”

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