São Paulo está no top 30 mundial dos melhores ecossistemas para startups

De acordo com o Global Startup Ecosystem Report 2020 da Startup Genome, São Paulo é a única cidade da América Latina no top dos 30 melhores ecossistemas globais para as startups se desenvolverem no mundo. Um sinal claro de que a cidade está a liderar no mundo das startups.

O Brasil tem uma população de mais de 200 milhões de pessoas e é a oitava maior economia do mundo. Como tal, o país tem um grande mercado doméstico com elevada penetração mobile e utilização da Internet, ambos significativamente acima da média global.

As startups têm acesso a uma vasta gama de opções de financiamento, tanto de grandes investidores internacionais como nacionais, bem como a uma reserva de talentos de universidades como a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Minas Gerais.

O Governo brasileiro está também a experimentar várias políticas para fazer crescer o ecossistema empreendedor do país. Em 2018, lançou a Estratégia Brasileira de Transformação Digital, que visa uniformizar todas as iniciativas federais relativas ao ecossistema de inovação.

O Governo Federal formou vários subcomités, reunindo diferentes partes interessadas do ecossistema para discutir a estratégia em pormenor. Claro que ainda existem limitações, uma vez que muitas destas políticas não refletem a verdadeira natureza destes ecossistemas.

O investimento nas startups do Brasil tem vindo a crescer rapidamente nos últimos anos. A indústria fintech teve o maior incremento, tanto no número de negócios, como do montante investido, e é claramente um motor fundamental do ecossistema no Brasil.

Vários fatores apontam para o sucesso deste sector: a elevada utilização mobile do país e uma população jovem, bem como um ambiente favorável na área da regulamentação das fintech. Há ainda várias startups a apresentar soluções para automatizar o antigo sector imobiliário, o que o transforma num terreno promissor.

Federico Vega da CargoX, um mercado eletrónico com sede em São Paulo que liga clientes de fretes com transportadores da América Latina, diz que a sua empresa beneficiou do acesso a talentos de Engenharia de topo a um custo relativamente baixo.

“São Paulo tem universidades de classe mundial e muito pouca procura de talento de Engenharia quando comparada com outros polos de tecnologia”, diz, acrescentando que a cidade tem ainda uma grande cultura de startups tecnológicas entre os licenciados em Engenharia – “estes profissionais preferem trabalhar para empresas tecnológicas jovens do que para grandes empresas tradicionais.”

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