“Ser Feliz em Portugal” é no Vila Galé Collection Alter Real

 

 

«Acredito que o recém-inaugurado Hotel Vila Galé Collection Alter Real será um projeto marcante no Alto Alentejo. O Vila Galé reabilitou a mais antiga coudelaria em funcionamento interrupto do mundo, um projeto que resulta da concessão da Coudelaria de Alter do Chão, ao abrigo do Programa Revive. O Hotel tem como tema o turismo equestre e fica localizado num património tão rico e histórico onde se pretende manter a força do puro cavalo lusitano, que é uma marca de Portugal, e uma tradição da escola de arte equestre.

O investimento do Hotel, feito em cerca de 10 milhões de euros pretende ser um projeto âncora de dinamização turística e económica do interior, sendo fator importante de geração de riqueza e de criação de postos de trabalho. A Coudelaria de Alter, a mais antiga e notável coudelaria portuguesa (fundada em 1748 pelo rei D. João V), e agora gerida pela companhia das Lezírias, pode tornar-se  um importante polo de dinamização e estruturação do turismo equestre nesta região representando uma enorme oportunidade para afirmar Alter do Chão como um dos principais centros de turismo equestre em Portugal, promovendo a preservação do cavalo lusitano e o desenvolvimento económico do Alto Alentejo.

O Hotel Vila Galé Collection Alter Real tem 4 estrelas, 77 quartos, bar, três piscinas exteriores, spa com piscina interior aquecida, biblioteca, e um restaurante com forte aposta na gastronomia regional. Tem ainda uma enoteca e um tradicional lagar de azeite totalmente recuperado, com um típico forno a lenha, e uma enoteca, onde organizamos provas de vinhos e azeites regionais.

O Vila Galé recuperou ainda a Falcoaria e desenvolveu um respetivo museu de falcoaria vivo onde é possível não só conhecer a história e a arte, assistir ao voo dos falcões, como é também possível ter experiências como o “voar-a-ave-à-luva” ou participar em workshops da atividade cinegética promovidos para adultos e crianças.

Para além disto e fora dos 800 hc murados da Coudelaria de Alter, castelos e fortes medievais, portas góticas, antigas sinagogas, arcadas em ferradura, são apenas alguns exemplos da riqueza e complexidade cultural da região que se pode visitar.
As casas, caiadas de branco, devolvem ao céu a luz do Sol, que, pelo Alentejo, abunda.
O mesmo Sol que doura as cearas de trigo e adoça as uvas, os quais, tempos depois, nos chegam à mesa, nas formas de pão e de vinho, dois dos ex-líbris gastronómicos da região.
A esta mesma mesa juntam-se pratos como os secretos de porco preto, as sopas de cação, o arroz de açafrão, o bacalhau dourado, o gaspacho, o sericaia, o tecolameco, a encharcada, queijos, enchidos e outros fumados. Todos estes pratos são possíveis de degustar no Inevitável, restaurante do Hotel.
Na região ainda é possível descobrir bordados, olaria, tapeçaria (como a de Arraiolos ou de Portalegre), executados com o saber acumulado de gerações.
Somam-se os recursos endógenos do Alto Alentejo que permitem o turismo de aventura, turismo de natureza e turismo desportivo, podendo, ao mesmo tempo, interagir com outros produtos turísticos, como a saúde e bem-estar, a cultura ou a gastronomia e vinhos.

Por aqui os produtos oferecidos pelo turismo equestre vão desde simples passeios a cavalo ou de charrete, a batismos e volteios, lições de equitação ou a itinerários onde os turistas vivem a experiência das lides do campo e o dia-a-dia de uma coudelaria, sendo ainda possível a organização de eventos equestres, feiras e a participação em provas desportivas.

A região oferece elementos diferenciadores, como o cavalo lusitano, a qualidade das instalações equestres na Coudelaria de Alter, a Falcoaria, o clima, a tradição, a hospitalidade alentejana, o charme e a qualidade do alojamento no Vila Galé Collection Alter Real, entre outros fatores que são determinantes na escolha do Alto Alentejo e de Portugal enquanto destino turístico, pois é possível articular o turismo equestre e cinegético com outros tipos de produtos turísticos, criando uma oferta composta e diferenciadora que proporciona experiências enriquecedoras e distintas», destaca Catarina Fonseca, Diretora do hotel.

Na primeira pessoa: Patrícia Matos, Jornalista e conselheira da Líder

«Conheço o Alto Alentejo como a palma da minha mão. Passei quatro anos da minha vida em Portalegre, onde me licenciei em Jornalismo e Comunicação. Por isso, na hora de escolher um destino para “Ser feliz em Portugal” não tive grandes hesitações!
Alter do Chão fica a quase 200 quilómetros de Lisboa e só a viagem é terapêutica. À chegada a Portalegre avisaram-me que, por lá, só há três estações: o inverno, o verão e a estação ferroviária. Nada mais certo.
A maioria das pessoas gosta do Alentejo com calor, eu adoro o frio, a chuva, o recolhimento. Aprendi a perceber a beleza que fica no chão, o cheiro da terra molhada, as cores do céu.
Como nunca tinha estado na Coudelaria de Alter, (nunca calhou!) juntei o útil ao agradável. O Hotel Vila Galé surge na paisagem sem interferir, como um prolongamento do casario, bem podia já existir há mais tempo, mas não tanto quanto a Companhia das Lezírias, que surgiu em 1836. Aqui, o conforto, a modernidade simples e o ar do campo são as mais-valias – é o sítio perfeito para calçar e sujar as botas!
Numa simbiose perfeita e na troca de valências que faz sentido: visitei a Coudelaria, a Falcoaria e ainda percebi o que se produz em matéria de vinhos e azeite, sem dar pelo passar das horas. Conheci o Beirão, o cavalo de puro Sangue Lusitano apurado para os Jogos Olímpicos de Tóquio, mas também outros exemplares e passei pelo picadeiro, onde treinadores trabalhavam com os cavalos.
No Hotel encontrei o conforto que precisava para trabalhar, descontrair e desfrutar. Adormeci a ouvir a chuva e acordei com o silêncio necessário para projetar o dia. Consegui como que suspender os mil planos que trago sempre na cabeça e sentei-me a saborear as aguarias alentejanas, sempre uma desgraça. A sopa de cação, o sericaia, as boleimas, as migas fizeram as minhas delícias, no Hotel e em Alter onde consegui almoçar, depois de uma curta visita ao centro histórico – a chuva não permitiu mais! Em Portalegre matei saudades de amigos e professores, da cidade que ganhou vida por naqueles dias devido à Baja, da paisagem que se mantém intocável… a natureza sabe mesmo o que faz. A proximidade a Campo Maior, Estremoz, Elvas e Marvão (que tem o castelo mais bonito de Portugal) permitem um itinerário rico e cheio de oportunidades.
O Norte Alentejano merece sempre uma visita».

 

 

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