“Ser Feliz em Portugal” é no Vila Galé Sintra Resort Hotel

 

O Vila Galé Sintra Resort Hotel, Conference & Spa diferencia-se pelo seu conceito inovador na área da saúde, e foi pensado para famílias.

«Com uma forte componente de wellness e bem-estar, este projeto conta com todas as facilidades de um hotel, como restaurantes com propostas de alimentação gourmet light e buffet de baixo teor calórico, piscina exterior, spa e área de fitness e também salas de reuniões e salão de eventos.
A grande aposta deste healthy lifestyle hotel são os diferentes programas de bem-estar físico e mental, com propostas de alimentação saudável e equilibrada, reeducação de hábitos alimentares, feitos à medida de cada utilizador e acompanhados por profissionais como personal trainers, nutricionistas e terapeutas.
A vocação para receber famílias é outra das características do Vila Galé Sintra, Resort Hotel, Conference & Spa, que dispõe de um carrocel, de um parque de trampolins para crianças e ainda uma piscina infantil coberta com escorregas. Neste hotel sugerimos que se experimente o brunch saudável todos os domingos, as terapias holísticas disponíveis no healthy lifestyle spa ou a infinity pool aquecida», destaca a direção do hotel.

Na primeira pessoa: Pedro Ramos, Director de Recursos Humanos do Grupo TAP e conselheiro da Líder

Cultura, Diversão, Descanso, Simpatia, Emoção e Proximidade foram os ingredientes que usei na preparação de um COCKTAIL bem animado no excelente bar do Hotel Vila Galé Sintra! E, sim, fui Feliz em Portugal! Quer saber porque?

Eu urbano-dependente me confesso! Sou muito mais de cidades grandes (muito grandes mesmo!), ruídos de aviões, comboios e carros de policia e bombeiros. Não gosto (habitualmente) de campos verdejantes, de chilreares de pássaros e muito menos de cantos de galos ou “estridentes” ruídos de cigarras ao final de tardes de calor, gosto de prédios, de cimento, de empreendimentos novos e volumosos, não gosto de adormecer ao som “do nada”, das águas a passar pelos riachos.Não, isso dá-me stress! Muito stress! Eu sou de gente, muitas pessoas juntas e ao mesmo tempo. Muito barulho, mesmo! Adoro aeroportos, ruas cheias de gentes que tem destinos diversos e de buzinas, muitas buzinas mesmo. E sou daqueles que gosta bem mais de iluminações urbanas do que distinguir estrelas e constelações num céu escuro e assustador, até porque nunca consigo distinguir nada.
Portanto, um fim de semana em Sintra, tinha mesmo (quase) tudo para correr mal. Quer dizer, “menos bem”, como agora gostamos de referir.

O desafio da Revista Líder foi “vem ser feliz em Sintra”! E, eu sou de aceitar desafios!

Peguei na família e fui até lá. No caminho fui refletindo sobre há quanto tempo não vivia essa emoção de poder recordar locais históricos e culturais neste Portugal cheio de memórias vivas e outras registadas em locais mais ou menos secretos. E, depois, logo Sintra, que tem tudo a ver com um passado cheio de roteiros para o futuro.
Pelos caminhos de Sintra para Colares e o Hotel Vila Galé Sintra (ao que eu naturalmente apelidaria de “caminho para o fim do mundo”), muitas curvas e igual número de emoções, senti-me como Álvaro de Campos, o meu heterónimo “favorito” de Fernando Pessoa – um homem, tal como eu, que prefere as “engrenagens”, os ruídos ao silêncio, os RRRRRs das máquinas e muitas pessoas à conversa – quando desabafou enquanto guiava pelas estradas de Sintra, tal como eu.

“Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra / Ao luar e ao sonho, na estrada deserta / Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça / Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo /Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter / Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir? / Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa / Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa. / Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência, Sempre, sempre, sempre,/ Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida…” – Álvaro de Campos

Mas à chegada ao Hotel Vila Galé Sintra, pelo seu enquadramento envolvente, uma vista soberba sobre o Palácio da Pena, e uma paisagem de cortar a respiração, mas no quadro de uma instalação urbana, super moderna em que o vidro e a luz natural “organizam” as leituras das pessoas e remetem para uma nova dimensão de intervenção sobre a paisagem e a história, tudo mudou de figura.
Por falar em figura, à chegada (e à partida!) um conjunto de “ilustres” que já passaram por estas bandas dão-nos as boas vindas! Ilustres escritores, visitantes, reis e rainhas que viveram aqui em Sintra e que, tal como eu, gostaram de gente, de descrever hábitos de gente e até de gerir Pessoas em contextos de mudança e transformação! Muitos séculos atrás, bem sei. Mas, vai uma nova “leitura” sobre o papel da liderança real de um Portugal permanentemente em (re)construção?
Voltemos ao “terreno” da Cultura.
Uns anos (longos) depois também voltei a fazer o percurso a pé – subindo, subindo muito… – entre São Pedro de Sintra e o Palácio da Pena! Entre arrependimentos múltiplos [a tal minha “costela Álvaro de Campos”], mas também a maior expectativa sobre o fascínio que poderia (re)encontrar no fim desse caminho sem fim, fui desta vez, “assaltado” pelo que o outro heterónimo de Pessoa, Alberto Caeiro, o “homem” fascinado pela natureza e pelas pequenas coisas da vida, uma vez mais imbuído deste “espirito de Sintra”, e que tem tudo a ver com o meu sentimento naquele momento…

“Para além da curva da estrada / Talvez haja um poço, e talvez um castelo / E talvez apenas a continuação da estrada. / Não sei nem pergunto. / Enquanto vou na estrada antes da curva / Só olho para a estrada antes da curva / Porque não posso ver senão a estrada antes da curva. (…)  / Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos. / Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer (…)” – Aberto Caeiro»

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