“Ser líder é ser regulador da dor social”, Patrícia Santos, CEO da Zome, na Leadership Summit Portugal

Quanto mais desenvolvemos os colaboradores, mais fazemos crescer as empresas. O contexto em que cada profissional se insere ajuda-o – ou não – a dar o melhor de si junto da entidade patronal. “A dor social é um ato de rejeição, humilhação, discriminação e injustiça. Ser líder é ser regulador desta dor social, é ter a capacidade de gerar um ambiente no qual as pessoas se sintam bem no trabalho tal como em casa: mimadas, acarinhadas, cuidadas, protegidas”. Foi na Leadership Summit Portugal que Patrícia Santos, CEO da Zome, apresentou a sua talk, “Neuroliderança como catalisador da humanização das empresas”, onde alertou para a importância de se proporcionar um  ambiente de trabalho seguro, para que todos tenham espaço “para crescer, errar e evoluir”.

“Quando as pessoas se sentem realizadas e felizes, as empresas crescem. Uma boa orientação e uma boa comunicação simplificam a liderança”, afirma, partilhando a ideia de que é possível “construir um negócio rentável e humanizado”.

A neurociência permite que se compreenda melhor a emoção associada a cada dor. E como somos mais emoção do que razão, Patrícia Santos revela, de forma prática, como a neuroliderança pode contribuir para resultados bem-sucedidos no mundo das empresas. Com o método MAC, diz, é possível humanizar o espaço onde trabalhamos: “M, de mimar. Quando o colaborador faz anos, recebe um postal de aniversário assinado por todos os elementos da equipa e um miminho – o que importa é a pessoa sentir que é mais do que um número e é lembrada. A, de apreciar. Sempre que alguém se distingue e faz muito bem a sua função, gostamos de a reconhecer. Para além do reconhecimento interno, criamos momentos para que essa pessoa partilhe com os seus pares como é que faz tão bem o seu trabalho, o que ajuda a desenvolver uma cultura de interajuda. C, de Cuidar. Temos guardiões na empresa que se preocupam com o bem-estar do próximo. Momentos que fortalecem relações e nos tornam emocionalmente mais fortes.”

Para a CEO da Zome, a liderança “é feita de coisas muito simples”. A preocupação genuína pelas pessoas e pelo seu desenvolvimento contribui não só para um ambiente mais humano dentro dos espaços laborais, mas também para resultados mais rentáveis no seio empresarial.

Liderar não é para super-homens nem para supermulheres – mas “para todos aqueles que estão na disposição de tirar a capa de super-heróis e mostrar que são seres humanos”. Revelar e compartilhar receios e reptos faz parte do percurso dos líderes junto dos colaboradores: “Ensinar e partilhar como é que superámos os medos e desafios, fazer desta capa uma écharpe com a qual abraçamos as pessoas e as fazemos sentir seguras em momentos de vulnerabilidade. As empresas são pessoas, quanto mais as desenvolvermos, mais se sentem realizadas – e mais vamos fazer crescer a empresa.”

“Não se trata apenas de deixarmos um mundo melhor, mas de deixarmos melhores pessoas neste mundo”, conclui.

Assista a todos os conteúdos da Leadership Summit Portugal 2021, disponível on demand, com acesso universal e gratuito, na posição 165 do MEO, no canal 560 da grelha NOS (UMA TV) e no site.

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