Tecnologia ultravioleta portuguesa no combate à COVID-19

A empresa portuguesa NAN está a apostar em equipamentos ultravioleta (UV) para esterilizar espaços e objetos passíveis de transmissão da COVID-19. Mas é também uma forma segura de desinfetar o ar, que é o meio de propagação do vírus, um facto reconhecido agora pela Organização Mundial de Saúde.


Os equipamentos Goldensea UV estarão disponíveis no mercado em Portugal a partir da segunda quinzena de julho. São pouco maiores que um radiador, mas têm capacidade de, em poucos minutos, esterilizar espaços de qualquer dimensão, seja um elevador, uma loja ou uma estação de metro.

A radiação ultravioleta está a revelar-se uma das formas mais eficazes na prevenção da COVID-19 e tem sido alvo de inúmeros testes científicos realizados por parcerias entre universidades e empresas com resultados muitos animadores. A sua utilização tem sido cada vez mais recomendada pela comunidade científica, uma vez que desinfeta, não apenas as plataformas físicas, mas também o ar.

Há poucos dias, investigadores da Universidade de Boston validaram a ação das lâmpadas UV da empresa holandesa Signify, o maior fabricante mundial de lâmpadas no combate ao coronavírus. A radiação UV consegue destruir o RNA do vírus, inativando-o em segundos. É justamente esta tecnologia que é aplicada nos aparelhos Goldensea UV que a NAN traz agora para Portugal.

Eficácia comprovada

«A eficácia da tecnologia foi comprovada em laboratório, reduzindo em 99,99% a ação do Sars-cov-2, o novo coronavírus», diz Luís Vidigal, responsável da NAN em Lisboa. Quando a radiação UV-C entra em contacto com o vírus, causa uma reação que danifica o seu RNA tornado-o incapaz de se replicar, ficando assim inofensivo.

Segundo o especialista, o tempo necessário deverá ser calculado em função da área das superfícies a desinfetar e da potência do projetor mas estaremos sempre a falar de minutos. Isto é importante porque a desinfeção tem de ser feita entre utilizações do espaço uma vez que este tipo de radiação é perigosa para os humanos.

A tecnologia não é nova mas tem sido utilizada, quase exclusivamente, na esterilização de blocos e instrumentos hospitalares. Hoje, todos os setores procuram processos seguros e acessíveis para desinfetar espaços partilhados por milhares de pessoas.


«Os equipamentos que acabámos de disponibilizar no mercado, os Goldensea UV, situam-se entre os 500 e 3000 euros dependendo da capacidade de radiação. As lâmpadas duram 9 mil horas, garantido a sua utilização durante anos e traduzindo o uso diário em cêntimos por cada utilização. Estes são valores acessíveis praticamente à totalidade dos setores da sociedade, se pensarmos em escolas, restaurantes, autocarros, lojas ou outros espaços públicos», acrescenta Luis Vidigal.

A desinfeção por radiação ultravioleta está já a ser testada e implementada nas grandes cidades em todo o mundo. É o caso de Nova Iorque que iniciou um programa piloto de desinfeção do metro e dos autocarros por UV-C.

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