Tes Proos: «É a confiança que faz o mundo girar»

Desde a Cidade do Cabo na África do Sul, Tes Proos, presidente da delegação de África da Society of Incentive Travel Excellence, falou de confiança e de estratégias para recuperar o setor do Turismo em África.


Durante a Leadership Summit Portugal explicou como foi importante a colaboração entre 13 Associações de Turismo para o setor começar a ultrapassar a paragem obrigatória durante os períodos de confinamento que a África do Sul viveu.

“Dizem que o amor faz o mundo girar. Mas para mim é a confiança que faz o mundo girar. A confiança faz com que as relações sejam duráveis e permanecem – entre pais e filhos, líderes e empregados, governos e governantes”, exemplifica. “Remendar a confiança deve ser das coisas mais difíceis de fazer.”

Com os lockdowns na África do Sul, ou confinamento das pessoas em casa, o Turismo morreu. “O governo não tinha consciência do efeito que o fecho do país poderia ter na economia e principalmente na atividade económica que sustenta a economia do país, o Turismo.” Foi quando 13 Associações de Turismo se juntaram para começarem a trabalhar em conjunto como lobistas.

Resultado: fizeram pressão junto do governo e conseguiram aumentar a capacidade permitida em eventos, bem como garantiram a confiança junto dos dirigentes políticos ao criarem protocolos de COVID-19 para o Turismo.

O primeiro evento, dia 22 de julho, que funcionou como “prova de conceito” foi um sucesso, mas o problema é que não havia clientes, conta Tes Proos. Para o segundo evento, dia 1 de setembro, já convidaram clientes e com isso conseguiram algumas reservas. Mas não foi suficiente e os líderes da indústria viam que estavam a perder turistas para outros destinos concorrentes. Tudo experiências que fizeram parte da caminhada.

Passo a passo, o grupo de associações do setor conseguiu criar protocolos de COVID-19 comuns entre vários países africanos, o que veio facilitar as viagens dentro do continente, como deu, mais uma vez, confiança aos turistas de que a situação estava controlada pelo setor no que diz respeito aos procedimentos seguros face à transmissão do vírus.

Resumindo, diz a dirigente associativa: “O governo tem de confiar na nossa indústria. Sem confiança não há negócios.”

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