Trabalho remoto: 4 sugestões de boa liderança para acabar com o mau ambiente

O modelo de trabalho à distância não é um antídoto para um ambiente tóxico, muito pelo contrário. A ausência de convívio presencial, o défice de colaboração espontânea no local de trabalho e a falta de confiança entre colegas são alguns dos fatores que podem gerar conflito e drenar as equipas das suas energias.

O estado geral é de cansaço. A empresa de consultoria em RH, Adecco Portugal, identifica as várias manifestações de toxicidade nas equipas, num modelo de trabalho à distância: comunicação passivo-agressiva ou agressiva (seja através de e-mails/textos ou em reuniões de vídeo); comunicação fora do horário de trabalho frequente para criticar ou mesmo minar os membros da equipa; líderes tóxicos que ficam com o crédito pelos sucessos; uma falta de equilíbrio das crescentes exigências e expetativas no trabalho.

Para ajudar a mitigar as relações tóxicas de trabalho em equipa em modelo virtual, a Adecco, apresenta 4 soluções:

  1. Virtual não deve significar menos contacto – Num mundo virtual, o contacto individual entre o líder sénior que supervisiona a equipa e os seus membros é mais importante do que nunca. Os líderes precisam de se ligar aos membros-chave da equipa um-a-um para descobrir se há algum problema. E isto tem de ser feito com muito maior frequência. Tem de se contactar com os membros-chave pelo menos duas vezes por semana, e com toda a equipa pelo menos uma vez por mês.
  2. Humanizar os colaboradores e o seu contexto de trabalho – É essencial reservar tempo para que os membros da equipa partilhem alguns dados pessoais e se conheçam uns aos outros. Têm cônjuges a trabalhar a partir de casa? Filhos? Estão a ser solicitados a cuidar de pais idosos? Estes podem parecer detalhes mundanos, mas ajudam a humanizar os membros da equipa. A partilha de informação pessoal gera confiança, o que leva a menos conflitos interpessoais e a um melhor desempenho global.
  3. A resolução de problemas é uma competência da equipa – É preciso deixar claro que a equipa deve ser a principal responsável pela resolução de problemas. Os líderes podem fornecer supervisão e feedback, mas é essencial que a sua equipa se possa concentrar em encontrar as suas próprias soluções. Uma equipa é disfuncional quando está constantemente a pedir a um líder para mediar desacordos ou escolher entre uma série de soluções. A resolução independente de problemas é a marca distintiva de uma equipa saudável.
  4. Os problemas são para se debater abertamente – As boas equipas não se escondem dos seus contratempos ou falhas. Mas para o fazer, devem estar num espaço (mesmo um espaço virtual) onde as pessoas possam falar abertamente sobre problemas sem medo de represálias por parte dos colegas. Parte disto pode ser conseguido nas sessões individuais acima mencionadas. Mas, a certa altura, a liderança precisa de criar um ambiente seguro para os membros da equipa falarem abertamente sobre os problemas. Reservar tempo em cada reunião especificamente para discutir contratempos ou erros e o que poderia ter sido feito melhor. Um ambiente de equipa verdadeiramente seguro é aquele em que todos podem discutir os erros uns dos outros sem medo de recriminações ou embaraços.

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