Transformar a dedicação na inovação em ações de responsabilidade social

O mundo mudou. Todos sabemos que sim. De forma natural e gradual, habituarmo-nos a estes novos ritmos, nunca antes vividos. Tem sido um período duro e intenso, porque estamos perante o desconhecido, cujo comportamento não controlamos, e porque não há data de fim. Por outro lado, temo-nos reinventado, no sentido de satisfazer novas necessidades de quem nos procura, respondendo aos novos desafios inerentes a esta pandemia.

Nestes últimos tempos, evoluímos em termos humanos e tecnológicos, o que demoraríamos anos para alcançar em circunstâncias normais. Em poucos meses, fomos criativos, inovadores e criamos novas formas de trabalhar, novas formas de servir saúde, mas também de cuidar mais de quem precisa. Paralelamente esta situação também nos tem trazido desafios, como o crescimento do desemprego e lay off acentuados, em setores fundamentais da nossa economia nomeadamente a restauração e hotelaria.

O “novo normal”, hoje, traz enormes desafios e a que ninguém pode ficar indiferente, para além dos já conhecidos desafios do teletrabalho e de distanciamento social e higiene.

O primeiro grande desafio é a saúde. Profissionais de saúde, instituições públicas e privadas ganharam evidência e importância alargada no contexto atual. Efetivamente sem saúde, não podemos apreciar o que de melhor a vida nos dá.

Por isso, quem atua neste setor tem o seu papel estendido. Além do contributo no sentido de salvar vidas, hoje mais que nunca, os profissionais de saúde enfrentam um desafio muito relevante que passa por ajudar, contribuir, assumir o nosso papel individual e coletivo no bem-estar das comunidades e consequentemente assumir a vertente da responsabilidade social.

O segundo desafio, advém do primeiro, e significa transformar este contributo social, hoje mais que nunca, neste novo normal, em inovação, em algo real e palpável, com consequências evidentes e mensuráveis.

Em tempos de mudança, a comunicação, o marketing e a inovação têm por isso um papel preponderante, para relembrar no seio das organizações, a importância da comunicação ágil e dinâmica, da manutenção do estado de influência para garantir suporte a quem precisa e para acompanhar os desafios diários.  Por isso, muitas empresas como é o caso do Grupo Lusíadas Saúde, agem estrategicamente a fim de alcançar esse objetivo. Mais do que vontade, é preciso dedicação, criatividade, investimento na inovação para efetivar ações de responsabilidade social.

O terceiro desafio será também o de gerar confiança, num momento em que os seus níveis em comunidade são baixos. Sociedades mais fragilizadas, necessitam de sentir confiança para se reerguerem com ânimo. Na responsabilidade social, há que agir com sustentabilidade, seja na escolha de parceiros, instituições beneficiárias como das ações nas quais vão impactar, na população abrangida e na avaliação de resultados. A título de exemplo, não podemos esquecer que a pandemia trouxe necessidade de assistência urgente às comunidades vulneráveis em Portugal, que enfrentam dificuldades sem precedentes. Falamos aqui maioritariamente de populações idosas, pessoas em situação de sem abrigo e/ou insegurança alimentar e crianças ao abrigo de instituições sociais. Estas são comunidades que permitem a maior sustentabilidade nas ações desenvolvidas, pela real necessidade de suporte.

Se hoje, se amanhã, juntos, conseguirmos dar um contributo, aliando tudo o que de bom a comunicação, o marketing e a inovação têm para pôr ao serviço de uma estratégia de responsabilidade social, teremos conseguido alcançar estes três desafios.


Por Nuno España, diretor de Inovação, Sustentabilidade, Comunicação, Marketing & Customer Management da Lusíadas Saúde

 

 

 

Artigos Relacionados: