Um mundo novo de trabalho: os casos da Altice e da Microsoft


Controlar as pessoas em teletrabalho não faz sentido, defende Clara Celestino, diretora de Recursos Humanos da Microsoft Portugal. Pelo contrário, o que funciona é apostar no empowerment, dando às pessoas responsabilidade e objetivos para cumprir.

Durante a 2.ª edição da “Leading People – International HR Conference”, evento que aconteceu esta semana e que pode ser visto na “Líder TV“, na posição 165 da grelha do MEO, e na SAPO Vídeos, a executiva portuguesa da empresa de software americana explicou que já antes da pandemia tinham a infraestrutura e as plataformas colaborativas prontas, o caso da Microsoft Teams.

Mas, por muitos planos de contingência que tivessem, afinal a realidade mostrou várias dificuldades: além de terem de fazer a sua própria transição, a Microsoft Portugal tinha de ajudar os clientes a alterar o modelo de presencial para remoto. “Organizar a nossa casa, ao mesmo tempo que ajudávamos os clientes a organizar a casa deles e garantir que a produção continuava”, foi o desafio, segundo Clara Celestino.

Alguns estudos vieram mostrar que as pessoas estavam mais cansadas em casa, que passavam muitas horas à frente do ecrã. Perante isto, a empresa deu formação sobre melhores hábitos para quem estava em teletrabalho e passou a aconselhar mais paragens ao longo do dia e caminhadas à hora de almoço.


Na Altice Portugal também antes da pandemia havia a capacidade de ter pessoas a trabalhar à distância. Mas, “enviar 6000 para casa de uma só vez foi complicado”, explicou Graça Rebocho, diretora de Recursos Humanos da Altice Portugal, no âmbito do debate “A brave new world of work” moderado pelo jornalista Luís Maia.

Ela própria optou por manter-se na empresa e não em teletrabalho, o que, como partilhou, “foi um pouco angustiante no início” pela dificuldade em comunicar à distância, sem a presença física das pessoas como estava habituada.

Hoje, algumas pessoas pedem para, em vez de trabalhar em casa, trabalharem nas instalações da empresa, mas é uma minoria. “De uma forma geral, os trabalhadores adaptaram-se e bem ao teletrabalho”, destacou Graça Rebocho.

Neste momento, a Altice tem um modelo híbrido e procura gerir a rotatividade entre as equipas. Na empresa de telecomunicações nacional é a chefia que decide quem está remotamente ou na empresa. As maiores dificuldades “não são técnicas”, mas comportamentais, como, por exemplo, a necessidade de ser resiliente, automotivado e não perder o espírito de equipa.

O “Leading People – International HR Conference” é uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, International Club of Portugal, APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas e da APESPE RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos.

O evento conta ainda com o apoio da Capgemini, Multipessoal, Axians, Tabaqueira, Multitempo, Consulting House, Sofia Calheiros & Associates, Turismo de Portugal, ASUS, Holmes Place, Lift, FCB Lisboa, Made2web e Carla Rocha Communication Training.

Acompanhe toda a conversa aqui:

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