Universidade do Minho é a que mais patentes pediu em Portugal, calcula o Barómetro Patentes Made in Portugal 2020

No top 10 das principais organizações que pediram patentes com origem em Portugal está em primeiro lugar a Universidade do Minho, seguida da Universidade do Porto, Novadelta, Universidade de Lisboa, Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, Bosch, Bial Portela & CA, INESC TEC, e em décimo lugar a Saronikos Trading & Services.

Segundo o Barómetro Patentes Made in Portugal 2020, lançado pela Inventa International, consultora especializada em propriedade intelectual, as invenções desenvolvidas por requerentes nacionais estão cada vez mais a internacionalizar-se.

Estas são submetidas maioritariamente perante o Instituto Europeu de Patentes (EPO) e o Instituto Norte-Americano de Patentes e Marcas (USPTO).  Ainda assim, destacam-se os avanços no aumento de pedidos de patente, nomeadamente apresentados perante o Instituto Chinês de Patentes.

A variedade de setores tecnológicos representados pelos pedidos de patente de requerentes portugueses, inclusive em diversas tecnologias ambientalmente amigáveis, tem crescido ao longo dos anos.

Setor farmacêutico no topo

Quais os setores que mais têm pedido patentes? Segundo este estudo, que acompanha a evolução dos pedidos de proteção de patentes em Portugal, entre 2008 a 2018, foi o setor farmacêutico principalmente, seguido da Engenharia Civil, Química Fina Orgânica, Tecnologias Médicas, Mobiliário, Jogos, Biotecnologias, Transportes, Produtos químicos da indústria de base, Medição, Dispositivos para manipulação para transporte e embalagem.

Em 2019, foram submetidos 272 pedidos de patente Europeia em comparação com os 221 pedidos de 2018, destacando-se a evolução de pedidos nas regiões geográficas do Norte (o número de pedidos aumentou 40,4% quando se comparam os dados de 2019 com os respetivos dados de 2018), em Lisboa (aumento de 47.5%) e Alentejo, cujos números mais do que duplicaram em 2019.

Apesar do notável avanço que se tem feito sentir nos últimos vinte anos, Portugal é apenas o 32.º país em termos de total de pedidos de patente europeia (segundo estatísticas oficiais do EPO em 2019) e ocupa a 39.ª posição no ranking de total de pedidos de patente submetidos por pais de origem (segundo o relatório de Propriedade Intelectual da Organização Mundial da Propriedade Industrial de 2019).

Para chegar a estas conclusões, a Inventa International recorreu a bases de dados da WIPO (Organização Mundial de Propriedade Industrial), e do EPO (Instituto Europeu de Patentes), consultando dados de 2000 a 2018, assim como estatísticas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e relatórios anuais do INPI (instituto Nacional de Propriedade Industrial).

Na apresentação dos resultados esta semana através da plataforma Zoom, esteve Vítor Moreira, um dos responsáveis pela realização do Barómetro Inventa Patentes Made in Portugal 2020.  “Este estudo demonstra a elevada qualidade das tecnologias desenvolvidas por empresas ou inventores portugueses, que se reflete na quantidade de patentes concedidas; a tendência crescente de internacionalização das mesmas e a variedade dos setores tecnológicos que incluem tecnologias ambientalmente amigáveis”, disse em jeito de conclusão.

Este barómetro pretende continuar a acompanhar a evolução de pedidos de patentes em Portugal com publicação de resultados numa base anual ou bianual.

 

 

 

 

 

 

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