World Economic Outlook (FMI): A economia portuguesa vai cair 8% em 2020

A confirmar-se a previsão do último relatório World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia portuguesa vai cair 8% em 2020, fruto do apelidado “Grande Confinamento” devido à pandemia da Covid-19.

As previsões apontam ainda para uma subida da taxa de desemprego para mais do dobro em 2020 – de 6,5% para 13,9% – e para uma quebra de preços no consumidor de 0,2%. Contudo, a previsão para 2021 é para que aconteça uma retoma de 5% na economia e uma queda da taxa de desemprego para os 8,7%.

A esta crise do coronavírus o FMI já deu um nome: “The Great Lockdown” ou “O Grande Confinamento”. Hoje, a política económica é muito diferente. Em crises normais, os governos tentam incentivar a atividade económica através do estímulo da procura. Mas nesta crise observa-se o contrário, ela é em grande parte uma consequência das medidas de confinamento, que impõem a redução do consumo e a diminuição drástica do crescimento global.

“Temos uma rede global de segurança financeira mais forte – com o FMI no centro”

Para os técnicos do FMI há fases: uma fase de contenção e estabilização seguida de uma fase de recuperação. Em ambos os momentos, a saúde pública e as políticas económicas têm um papel crucial. Quarentenas, confinamentos e distanciamento social são essenciais para diminuir a transmissão, dando tempo ao sistema de saúde para lidar com o aumento da procura pelos seus serviços e ganhando tempo para que a ciência encontre terapias e uma vacina.

Enquanto a economia está parada, os governos devem garantir que as pessoas têm as suas necessidades satisfeitas e que após o confinamento as empresas estejam prontas para prosseguir.

Na opinião do FMI são precisas medidas fiscais, monetárias e financeiras para manter os laços entre empresas e os seus trabalhadores. “Temos uma rede global de segurança financeira mais forte – com o FMI no centro.”

Há dez anos, os países membros do FMI aumentaram os recursos do FMI para ajudar países com restrições financeiras durante a crise financeira global de 2008-2009. “O FMI compromete-se ativamente a apoiar os esforços a nível nacional para limitar os danos económicos, facilitando empréstimos.”

 

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