Com o encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, as performances dos atletas servem de base a lições sobre liderança. O alto desempenho, quer nas empresas ou numa pista olímpica, depende de precisão, foco e melhoria constante. Nenhum atleta bem sucedido chega ao sucesso sozinho. Pelo contrário, estão rodeados de pessoas e tecnologia que monitorizam, […]
Com o encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, as performances dos atletas servem de base a lições sobre liderança. O alto desempenho, quer nas empresas ou numa pista olímpica, depende de precisão, foco e melhoria constante.
Nenhum atleta bem sucedido chega ao sucesso sozinho. Pelo contrário, estão rodeados de pessoas e tecnologia que monitorizam, ajustam e melhoram o seu desempenho.
Craig Johns, ex-atleta neozelandês, dez vezes campeão nacional de hóquei, partilha as quatro áreas cruciais no desporto de alta competição e a forma como se aplicam aos líderes das empresas e organizações.
Gestão de energia
A gestão de energia é a ‘arma’ mais valiosa de um atleta. E assim como os atletas, os CEO e líderes precisam de resistência, precisão e foco para gerir equipas de alto desempenho. Tudo começa com a aplicação dos quatro fundamentos para o alto desempenho: exercitar diariamente; alimentação correta; libertar a mente; e o repouso.
No desporto de alta competição, os atletas são meticulosos quanto à sua gestão de energia. É feito um planeamento diário, semanal, mensal, anual e ao longo da carreira de forma a sustentar a sua performance e a motivação interna.
Os bons líderes devem reservar um tempo de recuperação das suas exigências diárias e funções, e isso inclui servir de exemplo para a sua equipa, em tirar dias de descanso.
Mindset
Produtividade, precisão, motivação e foco são características dos atletas profissionais. Tal começa com uma clareza de visão. Quando o nadador Michael Phelps tinha oito anos, ele visualizou-se no pódio com uma medalha olímpica de ouro no pescoço. Aos 19 anos, em Atenas, em 2004, Phelps ganhou seis medalhas de ouro e duas de bronzes.
Quando se tem clareza da sua visão, diz-se “não” em vez de “sim”. Diz-se “não” a tudo o que impede o alcance de o objetivo. E naturalmente forma-se uma mente disciplinada. Sabe-se que a complacência e a falta de motivação levam a erros e falhas.
Qual é a sua visão? Um líder, ou CEO de alta performance, também se deve adaptar às condições que estão sempre em mudança. É como um ciclista do Tour de France que lida com diferentes terrenos, superfícies de estrada e condições climáticas.
Trabalho em equipa
No desporto, o trabalho em equipa pode ser uma questão de ‘vida ou morte’, e no mundo dos negócios também é vital para o sucesso.
Numa paragem de pit-stop em Fórmula 1, como se trabalha com uma única unidade a realizar uma tarefa complexa sob pressão e com uma margem mínima de erro? São necessários planeamento meticuloso, listas de verificação, ciclos de feedback rigorosos, prática e comunicação.
Para se chegar ao alto desempenho e mantê-lo sustentável por um longo período, uma equipa deve ter:
Uma visão positiva baseada na qualidade do desempenho e um nível mínimo aceite;
Ecossistema versus ego-sistema, isto é foco em elevar tanto o valor próprio quanto o valor coletivo da equipa;
Disciplina, cada um sabe o seu papel, quando liderar e quando ser liderado;
União e coragem para iniciar, de forma rápida e acessível, conversas honestas.
Monitorização do desempenho
A maior diferença entre desporto e os negócios é o nível de monitorização do desempenho. Os atletas têm um ciclo de feedback muito rigoroso que aplicam no seu desempenho, estando sempre focados em receber feedback de alta qualidade e em tempo real. Eles sabem que o crescimento constante minimiza o sucesso ou o fracasso.


