Os almoços de negócios estão a ganhar popularidade e parecem ter vindo para ficar. Em média, os líderes empresariais participam em 4,5 almoços de negócios por mês, sendo que 69% os consideram essenciais para concretizar negócios e 82% a reconhecer o seu impacto positivo nos resultados empresariais. É o novo estudo da International Workplace Group (IWG) que o diz, […]
Os almoços de negócios estão a ganhar popularidade e parecem ter vindo para ficar. Em média, os líderes empresariais participam em 4,5 almoços de negócios por mês, sendo que 69% os consideram essenciais para concretizar negócios e 82% a reconhecer o seu impacto positivo nos resultados empresariais.
É o novo estudo da International Workplace Group (IWG) que o diz, reforçando que os líderes empresariais estão a utilizá-los para fortalecer relações profissionais e expandir redes de contacto, uma tendência impulsionada pelo modelo de trabalho híbrido.
A pesquisa, que envolveu mais de 500 líderes empresariais, indica que 68% afirmam participar em mais almoços de negócios do que há dois anos. No seio dos profissionais entre os 25 e os 34 anos, este número sobe para 80%, evidenciando a importância que os executivos da Geração Z e Millennials atribuem ao contacto presencial, mesmo num contexto de trabalho flexível.
«Este estudo demonstra que os almoços de negócios continuam a desempenhar um papel essencial na construção e fortalecimento das relações profissionais. Tal como a ida ao escritório, esta prática está longe de desaparecer, está apenas a evoluir, acompanhando a descentralização do trabalho e a preferência por encontros mais próximos das comunidades locais», sublinha Mark Dixon, fundador e CEO da International Workplace Group.
Almoços afastam-se dos centros urbanos
As conclusões do estudo revelam ainda, que estes almoços decorrem, cada vez mais, fora dos grandes centros urbanos, passando a realizar-se em zonas suburbanas mais próximas das residências dos colaboradores.
Quatro em cada cinco executivos (80%) afirmam realizar estes encontros mais perto de casa, tendência facilitada pela crescente adoção de espaços de trabalho flexíveis e locais, que reduzem a necessidade de longas deslocações.
Em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) quase 18% dos colaboradores trabalhavam remotamente no final de 2023, muitos deles em regime híbrido, um contexto que favorece os encontros de networking em espaços mais próximos, evitando deslocações demoradas.
Ainda neste contexto, dados da Boston Consulting Group, avançam que 71% dos profissionais portugueses preferem modelos híbridos ou remotos, valorizando a redução dos tempos de deslocação e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Esta mudança reflete também uma nova dinâmica económica: com o modelo híbrido, os profissionais e as empresas valorizam mais os espaços próximos de casa, contribuindo para impulsionar os negócios locais e fortalecer as comunidades onde vivem e trabalham.
Num mundo cada vez mais digital, 87% dos executivos acreditam que os encontros presenciais continuam a ser fundamentais. Além disso, estes momentos tornaram-se mais focados e personalizados: 81% afirmam que as reuniões presenciais são agora mais curtas e direcionadas, em contraste com os encontros de maior dimensão que eram comuns antes da pandemia.


