A Universidade Europeia implementou este ano letivo o modelo Experiential Learning Hyflex, que garante aos estudantes uma experiência de ensino imersiva e o acesso permanente à informação, a partir de qualquer lugar. Estamos a viver uma Era totalmente diferente (e inesperada). A Educação sofre alterações visíveis e a Universidade Europeia quer estar na linha da […]
A Universidade Europeia implementou este ano letivo o modelo Experiential Learning Hyflex, que garante aos estudantes uma experiência de ensino imersiva e o acesso permanente à informação, a partir de qualquer lugar.
Estamos a viver uma Era totalmente diferente (e inesperada). A Educação sofre alterações visíveis e a Universidade Europeia quer estar na linha da frente. Assim apostou num modelo de ensino inovador assente numa componente tecnológica, materializada na articulação das aulas presenciais, personalizadas, de base experiencial e que se mantêm como o pilar de atuação, com a flexibilidade das aulas à distância e a digitalização dos conteúdos.

O grande propósito é proporcionar um ensino único que aposta na autonomia do estudo e nos horários flexíveis. O Hyflex permite aos estudantes, independentemente da sua localização, interagir entre si e com o professor, ao mesmo tempo que perceciona os materiais didáticos e ouve e vê a sua exposição.
«Acreditamos que o modelo de ensino que construímos se aproxima daquilo que queremos que seja a nossa realidade na Universidade Europeia. Um futuro que já vínhamos a construir há algum tempo e cujo processo de implementação acelerámos devido aos desafios mundiais», sublinha Francisco Teixeira, diretor-geral da Universidade Europeia.
Em entrevista à Líder, Francisco põe-nos a par de toda a evolução de paradigma que construíram no ensino.
Durante todo este período a Universidade Europeia acabou por traçar um conjunto de alterações na metodologia de ensino. É uma mudança de paradigma do ensino?
Não diria mudança, mas sim, evolução. É um modelo que dá resposta aos desafios do presente, mas também consubstancia o nosso posicionamento, uma vez que antecipa as necessidades de ensino a longo prazo e tem uma forte componente tecnológica. Não é uma implementação precipitada que surge num âmbito exclusivo da realidade que atravessamos. É um modelo que tem vindo a ser pensado, delineado e, de certa forma, implementado há já algum tempo.
A transformação digital do setor era urgente. A pandemia apenas fez com que antecipássemos aquilo que estava previsto para o médio-longo prazo.
É um modelo académico flexível e personalizado que utiliza tanto a sala de aula física como as plataformas virtuais, redesenhando o ambiente de aprendizagem, permitindo o ensino tanto no campus como à distância. Como descreveriam a experiência de ensino que querem proporcionar?
É através do modelo Experiential Learning HyFlex, assente na construção de experiências académicas, no ensino híbrido e na flexibilização da aprendizagem, que as nossas Instituições procuram inovar no Ensino Superior em Portugal e garantir a excelência dos resultados académicos e profissionais dos seus estudantes. De uma forma prática, estamos perante um modelo de ensino que coloca no centro da equação as necessidades individuais dos estudantes e o tempo de que dispõem. Desta forma, queremos dar aos estudantes a possibilidade de personalizar o seu modelo de aprendizagem, tornando-o mais orgânico e adaptado às suas circunstâncias pessoais e profissionais e podendo agora planificar e personalizar a formação a um nível sem precedentes, de uma forma totalmente flexível e garantindo o acesso aos conteúdos a qualquer hora e a partir de qualquer lugar.
Assumem uma evolução do modelo de ensino e de aprendizagem, tendo sempre o estudante no centro da nossa comunidade académica. Que tipo de estudante tencionam criar e formar?
Este é um modelo personalizado e centrado no estudante, pois é ele que lidera a aquisição de aprendizagens. Concretamente, este modelo de ensino integra as diferentes capacidades do estudante, permitindo que cada qual siga ao seu ritmo, adquirindo aprendizagens nos horários que lhe são mais favoráveis. O nosso modelo de ensino visa prepará-lo para um mundo global, em constante movimento, através da aquisição de conhecimento e do desenvolvimento de competências que potenciam a sua empregabilidade em qualquer parte do mundo.
Desde quando estão preparados para receber os alunos de forma presencial?
O ano letivo iniciou-se no dia 14 de setembro e, até hoje, têm decorrido tranquilamente. Para garantir a segurança de todos, foi criado um novo sistema, i.e., foram criadas subturmas e definiu-se que o acesso às aulas presenciais é feito de forma alternada semana sim, semana não. Para manter o ensino de excelência e garantir que a sua educação não é comprometida, as aulas são transmitidas através de streaming e os conteúdos acessíveis de forma digital a partir de qualquer lugar nas plataformas internas das Instituições.
Quais as medidas implementadas para assegurar a saúde e segurança dos vossos colaboradores e alunos?Toda a nossa comunidade recebeu o kit #BeSafe, que inclui uma máscara lavável e um folheto com informação atualizada e relevante sobre circulação nos vários campus e sobre as medidas de proteção e higiene que deve praticar. Paralelamente, reforçámos os dispensadores de álcool gel, já disponíveis no nosso campus, e todos os espaços estão devidamente sinalizados com as medidas de segurança recomendadas. Criámos ainda um Plano de Abertura de Campus, que foi disponibilizado a toda a comunidade, e que inclui toda a informação relativa às medidas de segurança tomadas.

Que desafios se impõem à operação?
A tecnologia é o pilar essencial do modelo académico – Experiential Learning HyFlex – pois é através dele que a experiência pedagógica é facilitada. É esse o nosso principal desafio: garantir que tudo funciona, a todo o instante.
Todo o sistema foi desenhado para integração plena com o nosso LMS (Learning Management System) para que as aulas decorram conforme planeadas, mas para que também interações, até aqui apenas possíveis na sala de aula, possam também ocorrer quando um aluno esteja à distância. Ou seja, com o sistema implementado, um aluno também pode ser chamado ao quadro para resolver um exercício, mesmo não estando na sala. Tudo pensado ao detalhe para que a experiência do aluno seja plena onde quer que ele esteja. Presentes ou ausentes da sala presencialmente, os nossos alunos assistem da mesma forma à aula, interagem com o docente e/ou interagem com os colegas da mesma forma.
Mesmo para as matérias pedagógicas mais exigentes e que necessitam da utilização de softwares específicos, a experiência do aluno é completa. Através da implementação destes equipamentos tecnológicos integrados com o LMS, não há barreiras ao ensino para os alunos do da Universidade Europeia. Onde quer que estejam. Mais do que uma flipped classroom as nossas Hyflex Classroom são salas de aulas aumentadas, onde as barreiras físicas são completamente eliminadas.
Perspetivam fazer remodelações/obras nos Campus?
O que fizemos foi um upgrade às nossas infraestruturas:
Equipámos as salas de aula com material tecnológico de excelência, que permite encurtar as distâncias entre estudantes, flexibilizando a sua aprendizagem.
Os tradicionais quadros e projetores foram substituídos e integrados numa solução única, composta por ecrãs tácteis de amplas dimensões, onde o conteúdo desenhado e o material projetado pelo professor na sala de aula é transmitido em live streaming no Blackboard, estando disponível a cada estudante no seu computador, tablet ou telemóvel.
A transmissão bidirecional do áudio de professor e estudantes, presentes e não presentes na sala de aula, é garantida através de microfones e colunas de alta definição dispersos pela mesma. Cada sala tem ainda alocado, lateralmente, um monitor de amplas dimensões, onde o vídeo do estudante não presente fisicamente na aula é transmitido, de forma síncrona, enquanto este interage com os colegas e professor presentes na sala.
Dotando-os de equipamentos tecnológicos e de outras soluções complementares para assegurar aos seus alunos o funcionamento pleno do modelo pedagógico Experiential Learning Hyflex. Este investimento envolveu também a criação de estúdios de produção de conteúdos educativos, melhoria das condições de conectividade in e out of campus, e upgrade do LMS (Learning Management System).
Quando perspetiva o regresso à normalidade?
Acreditamos que o modelo de ensino que construímos se aproxima daquilo que queremos que seja a nossa realidade na Universidade Europeia. Um futuro que já vínhamos a construir há algum tempo e cujo processo de implementação acelerámos devido aos desafios mundiais.

Quais são as vossas prioridades?
A Universidade Europeia mantém as suas prioridades:
Educação e acompanhamento personalizados. O aluno tem flexibilidade de acesso aos conteúdos programáticos a qualquer hora e a partir de qualquer lugar e mantém a relação próxima com o corpo docente, mesmo que esta tenha uma componente paralelamente presencial e a distância. Tem a melhor companhia na sua viagem, uma faculdade que o conhece, que o ajuda a avançar e lhe dá as ferramentas para ter um plano de estudo composto por aulas flexíveis e blocos interativos.
Internacionalização. Estudar num campus global com 30% de estudantes internacionais de mais de 50 nacionalidades, para se tornar um cidadão global aprendendo a funcionar em ambientes multiculturais e multilingues. 300 acordos com universidades de todo o mundo e diplomas em inglês.
Na linha da frente do emprego. Aprendizagem baseada em projetos, faculdade formada por profissionais ativos, ambientes simulados baseados na educação interprofissional, práticas profissionais 100% garantidas. Preparamos o aluno para a transformação digital, qualquer que seja a profissão que escolha.
Tecnologia acessível. “Trabalhar” antes de trabalhar. O estudante tem a possibilidade de praticar em ambiente experimental com a mais recente tecnologia de simulação, IA e laboratórios virtuais disponíveis mesmo fora das horas de aula. Ferramentas que lhe dão o que o mundo real não pode, para que possa ganhar “horas de voo”.
Compromisso social, económico e ambiental. Formamos cidadãos globais e socialmente, eticamente e ambientalmente responsáveis. Desenvolvemos futuros profissionais sensíveis à diversidade e orientados para o progresso social, num campus sustentável onde podem aceder à solidariedade e a iniciativas de voluntariado.
Qual é a vossa visão de futuro do ensino?
O Experiential Learning HyFlex é a nossa visão do futuro do ensino. Um modelo académico que define os princípios, instrumentos e objetivos do processo de ensino-aprendizagem da Universidade Europeia e que pressupõe que seja o estudante a liderar a construção do seu próprio conhecimento através de contextos de ensino 360º, facilitadores de aprendizagens, flexíveis e adaptados à individualidade de cada um.
Que ensinamentos lhe trouxe a pandemia?
A pandemia trouxe-me vários ensinamentos, mas eu diria que o principal do ponto de vista pessoal e profissional prende-se com a capacidade de adaptação e resiliência do ser humano perante situações inesperadas e incontroláveis e com a importância da tomada de decisão. Num período tão complicado como o que vivemos no início da pandemia, em que encontrámos desafios novos a cada minuto na gestão das nossas escolas, foi fundamental a capacidade de reação das equipas. Nesta altura foi muito fácil perceber que as pessoas que queremos ter ao nosso lado não são simplesmente os melhores tecnicamente. Aqueles que fazem realmente a diferença nestes períodos complicados de elevada pressão são aqueles que não deixam de acreditar, se adaptam, unem equipas, tomam decisões e colocam as mãos à obra. É um orgulho fazer parte de uma equipa que o fez apaixonadamente para assegurar o ensino de excelência que permitiu que os nossos estudantes continuassem a aprender e a formar-se.


