Numa nova análise, a Geração Z foi questionada relativamente às suas expectativas profissionais e as condições de trabalho que valorizam. As respostas foram claras: num ambiente tóxico, sem possibilidade de progressão de carreira, e com horas extra de trabalho como norma, não se hesita em pedir a demissão. Além disso, no que toca à comunicação […]
Numa nova análise, a Geração Z foi questionada relativamente às suas expectativas profissionais e as condições de trabalho que valorizam. As respostas foram claras: num ambiente tóxico, sem possibilidade de progressão de carreira, e com horas extra de trabalho como norma, não se hesita em pedir a demissão. Além disso, no que toca à comunicação entre colegas, mais de metade prefere um contacto presencial, por oposição a troca de e-mails, Whatsapp ou Zoom, apesar de preferirem trabalhar remotamente.
E o que os trabalhadores nascidos entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010 mais valorizam numa empresa, a nível de benefícios, é ter um horário flexível, trabalhar remotamente, ter um salário competitivo e um bom seguro de saúde.
“Geração Z vs. O Escritório” foi o nome do estudo conduzido pela Zety Brasil, uma plataforma de construção de currículos e de aconselhamento de carreiras, que entre uma amostra de 200 trabalhadores da Geração Z, considerou ainda que cerca de 71% estariam dispostos a ter uma redução salarial se isso implicar trabalhar num local que tenha mais impacto.
Estes colaboradores consideram importante trabalhar numa empresa que ajude a fazer do mundo um lugar melhor. Cerca de 62% da amostra aponta que a compatibilidade entre valores da empresa com o que acreditam é a segunda qualidade mais importante numa organização, sendo que a primeira é que esta proporcione um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Além disso, as lideranças podem fazer toda a diferença na questão da retenção de talento. A análise apurou que se os colaboradores pudessem escolher o seu próximo líder ou manager, as qualidades e características mais importantes seriam alguém que:
– Demonstre interesse/preocupação com o bem-estar dos colaboradores;
– Seja competente a dar formação/training;
– Crie critérios transparentes e avalia a performance objetivamente;
– Seja bom comunicador, que ouve e partilha informação com os colegas;
– Reconheça o valor dos colaboradores frequentemente.
Apesar de ser uma Geração associada à rápida movimentação entre empregos, o estudo apurou que a lealdade é uma das principais características destes colaboradores, sendo que 43% prevê apenas trabalhar em 2-4 organizações diferentes ao longo da sua carreira profissional.
Mais informações sobre o estudo aqui



