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A inexorável presença da ausência: António de Castro Caeiro e o papel do assombro nos dias que correm

A inexorável presença da ausência: António de Castro Caeiro e o papel do assombro nos dias que correm

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22 Julho, 2025 | 6 minutos de leitura

O assombro manifesta-se como uma sensação de estranheza e inospitalidade perante a perda de objetos ou pessoas, atitudes inesperadas, mudanças súbitas no familiar, ou situações como a doença na infância e despedidas. É o insólito que irrompe no quotidiano, tornando o conhecido desconhecido e provocando a perceção de que tudo mudou.

Desde cedo, experiências radicais — como a morte, a separação ou a ausência — revelam a vulnerabilidade do tempo e do ser. O assombro nasce desse confronto com o outro, com o inesperado e com a transformação.

No Festival Internacional de Filosofia Espanto, o filósofo António de Castro Caeiro subiu ao palco para explorar o conceito de assombro, uma experiência que transcende o quotidiano e nos confronta com o que é simultaneamente familiar e estranhamente perturbador.

O assombro e o inóspito

Caeiro começou por destacar a riqueza semântica da palavra «assombro», que em português evoca sombras e escuridão, mas também horizontes de estranheza e perturbação. «O assombro é uma palavra que traduz bem, embora não etimologicamente, a palavra alemã unheimlich», explicou, referindo-se ao termo usado por Martin Heidegger e Sigmund Freud para descrever o que é «não-caseiro», o inóspito. «É o que nos faz sentir como peixe fora de água, perturbador, insólito, o que não é acostumado», acrescentou. Para o filósofo, o assombro não é apenas um sentimento, mas uma experiência concreta que revela um excesso de sentido, algo que excede a realidade objetiva.

O filósofo convidou a audiência a revisitar momentos de estranheza quotidiana, como o regresso inesperado a casa numa terça-feira de trabalho, quando «parece que surpreendemos a casa depois de ter estado exposta a um poltergeist». Objetos familiares – terrinas, roupas, móveis – parecem deslocados, como se a casa tivesse uma vida própria que se aquieta ao sermos surpreendidos. «Tudo está na mesma como deixámos momentos antes, mas a pergunta é: o que é que muda?».

Para Caeiro, o que muda é a nossa perceção, mediada pelo nus, em grego, traduzido por ‘espírito’, mas que é na verdade o ‘faro’ que nos permite captar o que está além das aparências, como o cão Argos que reconhece Ulisses apesar do seu disfarce em Ítaca.

Nós temos acesso, não apenas – diz a filosofia – à realidade objetiva, aos conteúdos das coisas, mas também ao que excede essa mesma presença

 

A praia da infância e a memória

O assombro manifesta-se também na tensão entre permanência e transformação. Caeiro evocou a experiência de regressar à praia da infância, como a sua na Costa Vicentina, onde «a morfologia geográfica é a mesma, mas tem um sentido completamente diferente». A praia, alterada pelo tempo ou pela construção de uma ponte pós-25 de Abril, permanece idêntica na sua essência, mas carrega a ausência dos que já não estão – pais, avós – e a nostalgia das ‘férias grandes’ da juventude, marcadas pela «sensação de véspera». «É exatamente o que tínhamos visto, e precisamente o que acontece é que nós nos deslocámos lá por GPS, mas a praia tem um sentido completamente diferente», refletiu.

Essa dualidade entre o idêntico e o diferente é, para o filósof, central ao assombro. Recorre ao conceito alemão de Stimmung – uma vibração ou mood – para explicar como a experiência não é estática, mas sim fluida. «Não gosto da palavra estado de espírito porque nada está estagnado, é uma forma sempre a decorrer», afirmou. Essa vibração emerge em momentos de ambiguidade, como entrar num quarto onde «um casal acaba de ter um arrufo e disfarça» ou onde «o ambiente é de cortar a faca». O assombro, aqui, é a perceção de um excesso de sentido, de «uma presença ausente».

A presença da ausência – e o seu peso

Caeiro aprofundou a ideia de praesentia in absentia (presença na ausência) com uma referência literária poderosa: a cena de Margarida no Fausto de Goethe. Quando Margarida entra no quarto após a saída de Mephistófeles, sente um «calafrio» e um ambiente «abafado», apesar de nada estar objetivamente diferente. «É difícil, do ponto de vista científico, explicar o que se passa aqui, porque não há causa nenhuma, só há efeito. Efeito de quê? Nada», observou Caeiro. Essa ausência que se faz sentir é o cerne do assombro, uma experiência que desafia a lógica cartesiana e revela a casa como um «organismo vivo» que muda com a presença ou ausência de pessoas.

O filósofo citou ainda o King John de Shakespeare, onde uma mãe descreve o quarto vazio do filho ausente, que foi raptado ou até mesmo morto: «A dor enche o quarto do meu filho ausente. Deita-se na sua cama. (…) Preenche as suas roupas vazias com a sua forma». Para Caeiro, essa «roupa cheia de nada» é uma metáfora do assombro, uma dor que capta a ausência de forma visceral. «Que tipo de percepção é esta que está a captar nada, rigorosamente nada?», atalha.

 

O tédio e a permanência

Numa reviravolta, Caeiro argumentou que o assombro não se limita à mudança, mas também à permanência. «O assombroso também se constitui na identidade», afirmou, referindo-se ao tédio – ou langeweile em alemão, até mesmo aburrimiento em espanhol – que surge quando «amanhã vai ser ontem, nunca mais nada vai mudar».

Essa estagnação, descrita por Virginia Woolf em ‘As Ondas’ como o desejo de «sentar-me sozinha com coisas simples, esta chávena de café, esta faca, este garfo», revela o horror da repetição imutável. Para Caeiro, tanto a diferença (Heráclito: «tudo flui») quanto a identidade (Parménides: «é a mesma coisa pensar e ser») coexistem no assombro, desafiando-nos a confrontar a irreversibilidade do tempo.

Caeiro concluiu com uma leitura do poema Salmo, de Georg Trakl, que evoca paisagens de perda e estranheza, como «uma vinha queimada e negra com buracos cheios de aranhas» ou «um barco vazio que desce o canal negro ao anoitecer». Através dessas imagens, o filósofo sublinhou que o assombro é universal, presente tanto em momentos de guerra em Gaza, Teerão ou Kiev, quanto em instantes quotidianos de solidão. «Estamos expostos à perda do tempo que passa, da perda de pessoas, da perda da vida», refletiu, não esquecendo a «insistência e permanência» do que se mantém.

Ao reconhecer o que está ausente no familiar, este assombro incauto recorda-nos que a vida é, em si, um constante confronto com o inóspito – e é nesse confronto que se encontra o sentido.

Leonor Wicke,
Jornalista e Coordenadora Editorial

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