Com mais de 30 anos de experiência no setor automóvel, Nuno Braga é desde 2021 administrador da Caetano Auto, responsável pelos pelouros das vendas, marketing, finance e mobilidade. Reconhecido pela visão estratégica e capacidade de unir rigor e proximidade, Nuno Braga acredita numa liderança pela humanização: criar cultura, desenvolver talento e dar propósito às equipas. […]
Com mais de 30 anos de experiência no setor automóvel, Nuno Braga é desde 2021 administrador da Caetano Auto, responsável pelos pelouros das vendas, marketing, finance e mobilidade. Reconhecido pela visão estratégica e capacidade de unir rigor e proximidade, Nuno Braga acredita numa liderança pela humanização: criar cultura, desenvolver talento e dar propósito às equipas. A sua abordagem combina excelência operacional, foco no cliente e uma forte aposta nas pessoas, princípios que têm orientado a transformação da Caetano Auto e que sustentam o tema desta breve conversa: liderar num mundo em mudança com empatia, clareza e sentido de futuro.
Enquanto parceiro, a Caetano Auto apoia a mobilidade das empresas com soluções fiáveis, simples e flexíveis, com quatro marcas que cobrem todo o ciclo de vida: Toyota & Lexus, Caetano Colisão e GlassBack. Tal significa ter ao alcance todos os serviços num único parceiro, de norte a sul do país.
Paralelamente, adaptadas à realidade de cada negócio, as soluções de Renting & Leasing Operacional e de Mobilidade Flexível (Kinto), fazem parte do conjunto de ofertas partilhadas. O objetivo é otimizar custos, simplificar processos e trazer mais flexibilidade ao dia a dia das empresas.
Como descreve a visão da Caetano Auto e de que forma ela orienta as decisões de liderança e estratégia?
A nossa visão é de que a Caetano Auto deixe de ser apenas um conjunto de marcas automóveis. Queremos ser reconhecidos como uma comunidade de pessoas e experiências. Isso orienta cada decisão que tomamos: do tipo de comunicação que fazemos, à forma como estruturamos a empresa e investimos nas pessoas. Por exemplo, o lançamento da Academia Caetano Auto nasceu da convicção de que o diferencial competitivo é humano, não basta vender carros. Queremos cultivar talento, propósito e compromisso com a experiência do cliente.
Qual o tipo de cultura interna e como garantem essa transposição para a experiência dos clientes?
É uma cultura centrada no respeito, transparência, empatia e colaboração. Internamente, incentivamos o trabalho em equipa, a partilha de ideias e o envolvimento de todos na missão da empresa. Mais do que silos, queremos fluidez e sentido de propriedade. Para que isso se reflita externamente, treinamos equipas para tratar cada cliente como uma pessoa, não como uma venda. A ‘humanização’ não é só um slogan: orienta tudo; da receção ao pós-venda, da comunicação ao acompanhamento. Essa coerência entre cultura interna e promessa externa é, a meu ver, o que define o nosso diferencial.
Num sector tradicional como o automóvel, orientado pelo produto e performance, como conciliar a busca por resultados e uma abordagem humana e sustentável?
Não ignoramos que o negócio automóvel exige eficiência, resultados e metas. Mas cremos que os resultados mais sustentáveis e duradouros resultam de um equilíbrio entre excelência operacional e cuidado com pessoas e clientes. Significa investir em formação, desenvolver empatia, ouvir e adaptar processos. A longo prazo, essa abordagem gera fidelidade, reputação e vantagem competitiva. Por isso, a estratégia de humanização não é um custo extra, mas sim um investimento estratégico.
Num contexto em que as equipas são confrontadas com mudança, pressão comercial e exigência digital, como liderar sem perder o foco humano e a motivação das pessoas?
Acredito que liderar, hoje, não é apenas definir metas ou orientar estratégia, é sobretudo criar significado e pertença. A pressão existe, os números contam, mas as pessoas movem as empresas. Por isso, quando há momentos de grande transformação, como a digitalização, o novo perfil de cliente ou a exigência de rapidez. A nossa prioridade é garantir que as pessoas não perdem o sentido do seu papel. Isso faz-se com transparência, proximidade e reconhecimento. Não temos medo de falar sobre desafios ou dificuldades, mas, sempre que possível, envolvemos as equipas nas soluções.
A motivação não se impõe. Constrói-se com confiança, escuta e propósito partilhado.
Qual é a sua visão da relação com o cliente e o papel dos líderes nos próximos anos?
Vejo o futuro do retalho automóvel como uma experiência cada vez mais integrada, omnicanal e emocional. Continuaremos a vender carros, claro, mas cada vez mais vamos vender confiança, serviço, experiência e relação. O cliente final quer ser tratado como pessoa, não como transação. A liderança terá a responsabilidade de preparar as equipas para isso, formar competências humanas, digitais e comportamentais; criar ambientes colaborativos e estimular a antecipação das necessidades do cliente. Acredito que a próxima década não será das empresas que vendem mais, mas das que se relacionam melhor. E é nesse caminho que queremos estar.
Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.


